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Gestão de Cor


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16 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 sofia.santos

sofia.santos

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    • Local: Canelas - Vila Nova de Gaia

Publicado 15 Março 2010 - 18:15

Nota Importante:

Alerto a todos que este artigo não tem como objectivo abordar toda a questão da gestão de cor, pretende apenas focar alguns aspectos básicos e introdutórios para ajudar aqueles que se começam agora a interessar por esta temática.

Aconselho aqueles que desejam aprofundar conhecimentos nesta área a participarem nos nossos workshops de gestão de cor, ministrados por profissionais da área, ou a consultarem a nossa grande Wikipedia.


 

Nem sempre a cor é um das nossas maiores preocupações enquanto fotógrafos, costumamos contentar-nos com o "aproximado", mas por vezes, surgem trabalhos um pouco mais exigentes e é importante sabermos que preocupações ter para garantirmos que o nosso workflow preserva uma restituição cromática acertada.


O que é isto da restituição cromática e em que situações pode revelar-se importante?
Uma imagem com uma boa restituição cromática é uma imagem em que todas as cores foram reproduzidas fielmente da realidade. Em que podemos olhar para o objecto real e compara-lo com a imagem reproduzida e encontrar uma exactidão nas cores reproduzidas.

É importante termos uma boa restituição cromática em situações em que o trabalho fotográfico tem como objectivo a reprodução dos elementos fotografados fidedignamente, por exemplo, em moda, catalogação, fotografia de produto, fotografia de arquitectura, etc.

O que é isto da Cor?
Para percepcionarmos a Cor dos objectos é essencial que tenhamos uma fonte de luz que emita radiações electromagnéticas dentro do espectro de Luz Visível . A Cor dos objectos é definida pela capacidade da superfície dos mesmos reflectir determinados comprimentos de onda que são percepcionados pelos nossos olhos como uma cor específica. Enquanto fotógrafos, registamos com a nossa câmara fotográfica diferentes assuntos com diferentes cores e é do nosso interesse que essas cores sejam reproduzidas com a maior exactidão possível.

Precisamos então de entender as limitações e características dos equipamentos que utilizamos para procedermos a esta reprodução.

WorkFlow de Cor - Passo a Passo

Os diferentes espaços de Cor
Enquanto fotógrafos vamos utilizar uma série de ferramentas para fazer um registo dos elementos fotografados e é importante entendermos que por vezes as ferramentas que utilizamos têm algumas limitações que devem ser levadas em conta.

Já sabemos que nem sempre a nossa câmara fotográfica consegue registar todas as luminosidades que percepcionamos e que para atingirmos os nossos objectivos de captação temos de recorrer a artifícios para conseguir registar toda a informação desejada ( luz artificial, longas exposições, múltiplas exposições, etc).

O mesmo acontece com a Cor. Infelizmente a nossa câmara fotográfica, o nosso monitor e a nossa impressora não conseguem reproduzir todas as cores que visualizamos a olho nú. Devemos portanto trabalhar conscientes destas limitações e orientar o nosso workflow para garantir dois aspectos chave:
1º Que as cores que são passíveis de ser reproduzidas no nosso output final, são reproduzidas com a maior exactidão,
2º Que ao longo do nosso workflow trabalhamos com uma consciência exacta do resultado final em termos de Cor e Limitação.

Na Captação da Imagem
RAW
- A escolha da Fonte de Luz e calibração dos brancos
Se, como indiquei acima, a cor é a capacidade dos objectos reflectirem determinados comprimentos de onda, é do nosso interesse que essa capacidade seja exercida em pleno. Se optarmos por uma fonte de luz que não emita um espectro alargado de comprimentos de onda, estamos a privar determinadas cores de serem visíveis.

Uma fonte de luz com um espectro cromático equilibrado, normalmente é interpretada pelo nosso olho como uma luz branca. Caso existam predominância ou falta de determinados comprimentos de onda, a luz assumirá outras tonalidades.

A tonalidade das fontes de luz é normalmente classificada utilizando como referência a Temperatura de Cor.

Imagem Colocada
in http://www.freestylephoto.biz/


Como descrito no gráfico acima, uma fonte de luz equilibrada, será uma fonte de luz com uma temperatura de cor próxima dos 5600ºK.

É importante termos consciência que caso não tenhamos uma fonte de luz equilibrada, nos será complicado reproduzir determinadas cores. E que, nem sempre conseguimos que a nossa fonte de luz tenha exactamente 5600ºK. Uma forma de ajustarmos a nossa imagem de forma a garantirmos uma boa restituição cromática é fazermos um Balanceamento de Brancos (White Balance), que normalmente passa por fotografar uma superfície neutra ( uma superfície com a capacidade de reflectir todos os comprimentos de onda do espectro de luz visível, ou seja, branca/cinza) e recorrer ao software da nossa câmara fotográfica para fazer as devidas correcções.

É essencial que sempre que alteramos a nossa iluminação façamos um balanceamento de brancos na nossa câmara. Infelizmente, os nossos olhos não são isentos na percepção de cor. Vemos a Cor e a Luz sempre de forma relativa (por comparação) e por vezes predominâncias de determinados comprimentos de onda são ignoradas pelos nossos olhos. A nossa câmara precisa de um ajuste mais exacto.

Recomendações:
http://www.studiolig...-cinzentos.html
http://www.studiolig...r-passport.html


- Calibração da Máquina Fotográfica, fazer perfil ICC
Os ficheiros RAW não possuem um espaço de Cor associado, normalmente o software assume que estamos a trabalhar com um espaço de cor alargado e recorre a automatismos para fazer o primeiro ajuste de Cor. As aplicações de conversão de RAW permitem ao fotógrafo ajustar a Cor de uma forma mais exacta, mas o ajuste é normalmente feito “a gosto”.

Uma forma de garantir que este ajuste de cor é exacto é recorrendo a ferramentas que nos permitam caracterizar o espaço de cor que a máquina capta e utilizar essa informação de forma a garantir uma boa restituição cromática.
Consultar o Guia de Utilização do ColorChecker Passport.

- Na Pós-Produção e na Preparação para a Impressão
Quando começamos a trabalhar a nossa imagem no computador, é importante que tenhamos a confirmação de que o monitor está devidamente calibrado. Devemos sempre considerar que o monitor é uma ferramenta externa ao nosso computador (uma interface) que necessita de estar calibrada para nos mostrar exactamente a informação de cor das imagens que estamos a trabalhar. Se o nosso monitor não estiver calibrado podemos estar a fazer ajustes de Cor que não correspondem ao que estamos a visualizar.

Os sistemas de calibração de monitores normalmente são compostos por um colorímetro e um software. O Software envia uma série de sinais de cor para o monitor e o colorímetro regista a forma como os sinais de cor são reproduzidos pelo monitor. Após a interpretação dos sinais registados pelo colorímetro são definidas as incoerências na reprodução dos sinais. Dependendo do tipo de software e da tecnologia do monitor, ou o software cria uma matriz de correcção (por exemplo, um perfil ICC) para os valores antes destes serem enviados para o monitor ou dá instruções para alterar as configurações no monitor.

Esta calibração permite ao monitor reproduzir de uma forma fidedigna as cores que estão dentro do espaço de cor que consegue reproduzir.

Após a calibração do monitor, devemos trabalhar as nossas imagens com consciência das limitações e capacidades do output, por isso, é importante fazermos uma caracterização do espaço de cor que o output tem capacidade de reproduzir ( Perfil ICC).

Podemos recorrer a perfis ICC genéricos (sRGB, adobeRGB) quando não sabemos exactamente qual o nosso output, podemos recorrer aos sites dos fabricantes das impressoras e/ou do papel e utilizar os perfis indicados ou podemos ainda criar o perfil com base em impressões de teste e em equipamentos de calibração específicos para a função.

Ao assumirmos este perfil no Proofing de Cor do Software de Edição estamos a confirmar quais as cores que vamos conseguir reproduzir no nosso output final.

Espero ter facultado alguma informação útil,
Sofia Santos
www.studiolightworld.com

Fontes,
www.wikipedia.org




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Partilhar Post #2 alexacherry

alexacherry

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Publicado 15 Junho 2010 - 13:38

Olá,

Este é um tópico com informações bastante úteis, mas muito sinceramente, quem nunca leu nada acerca de gestão de cor e nada sabe acerca do assunto, duvido um pouco que perceba o que aqui está escrito.

Eu li tudo e agradeço a informação, já estudei gestão de cor e é um assunto bastante complexo. os termos usados já me são familiares, mas a questão de calibração de câmaras e monitores não é tão linear assim.

No entanto, acerca da gestão de cor, após a preocupação em calibrar câmara fotográfica e monitor, não nos podemos então esquecer da calibração das impressoras.
Pois se nos demos ao trabalho de calibrar tudo e por fim temos uma impressora que não está calibrada, todo o nosso trabalho foi em vão.
Pois a nossa intenção no final é obter uma prova na mão em que tudo é exactamente igual ao que os nossos olhos vêem.

Bom Trabalho ;)




Partilhar Post #3 alexacherry

alexacherry

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  • Posts: 67

Publicado 15 Junho 2010 - 13:42

Ainda neste caso, posso também recomendar o Datacolor Spyder3Studio SR - Gestão Profissional de Cores que poderão encontrar em

http://niobo.pt/shop...roducts_id=2147

Este tem tudo o que necessita para a calibração, desde calibração de câmara, monitor e impressora.

Boas Provas e Boas Calibrações


Partilhar Post #4 IPS-PVA

IPS-PVA

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Publicado 01 Julho 2010 - 16:58

Na minha opinião um conjunto da ColorMunki Photo e ColorChecker Passport tem qualidade superior que o Spyder3Studio SR. Para os fotógrafos fazem grande ajuda a partir de primeiro tiro até que os fotos sai impressos. E os preços deles é muito parecidos. 


Partilhar Post #5 croqui

croqui

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Publicado 03 Setembro 2010 - 17:34

excelente artigo!



Partilhar Post #6 ReDaLeRt

ReDaLeRt

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Publicado 03 Setembro 2010 - 18:47

Só quero fazer umas achegas ao artigo, que penso que são importantes:

Uma imagem com uma boa restituição cromática é uma imagem em que todas as cores foram reproduzidas fielmente da realidade. Em que podemos olhar para o objecto real e compara-lo com a imagem reproduzida e encontrar uma exactidão nas cores reproduzidas.


Para que conste, é extremamente difícil, para não dizer impossível, conseguir reproduzir fielmente [1] as cores que vemos, por duas razões:

>> O que percepciona a cor não são os olhos, mas sim o cérebro em função dos estímulos oculares. Ou seja, a cor não é uma propriedade intrínseca dos olhos mas do processamento que é feito da informação deles. É aqui que ocorre um fenómeno muito pouco conhecido e empiricamente muito simples de explicar:

Encontrem uma banana. Se pegarem nela sob o sol do meio dia, num típico dia de Verão (5400 K), ela irá ser amarela. Se pegarmos na mesma peça sob a luz ao por-do-sol, continuará a ser o mesmo "amarelo", sem mudar perceptivamente de tom.

Ainda que a temperatura de cor da luz incidente seja brutalmente diferente em ambos os casos e as componentes (ditas) de vermelho e azul nessas condições de luz sejam também distintas. A isto chama-se fidelidade cromática [2], e é uma propriedade de defesa natural de processamento de imagem do nosso cérebro. Com isto, independentemente das condições de luz, é-nos possível distinguir determinados alimentos ou objectos na natureza com alguma certeza de que é aquilo que realmente vemos. Todavia, os sensores ou películas de filme não sofrem a influência de este fenómeno. Daqui resulta a primeira dificuldade...

Contudo, isto tem limites e acontece muito sob luz de lâmpadas de sódio (iluminação pública). Dada a estrutura cromática de esta luz, caracterizada por fraca reposição cromática (espectro de comprimentos de onda muito estreito e reduzido) o cérebro não é capaz de recuperar totalmente a capacidade perceptiva da cor.


>> A outra situação revela-se com as propriedades de alguns pigmentos produzidos maioritariamente pelo Homem, na indústria. Chama-se metamerismo [3], e caracteriza-se por dois ramos distintos:

-- Iluminação incidente: em função das componentes cromáticas da luz incidente, a cor percepcionada pelo observador é diferente. É comum em pigmentos encontrados na indústria têxtil e em impressoras a jacto de tinta, sobretudo. Ou seja, é comum uma camisola de cor azul vista à típica luz diurna (5400 K) começar a "tingir-se" de púrpura ou outros tons específicos sob luz roxa (extremo visível: 420 nm).

-- Observador: a mesma peça surge perceptivamente diferente, sob as mesmas condições de luz, a diferentes observadores. Isto resulta da capacidade perceptiva ser única em cada indivíduo. Diferentes factores como a idade, condicionantes genéticas como o daltonismo parcial ou envelhecimento, afectam a percepção cromática. Daqui resulta mais outra dificuldade...


Mais uma pequena "achega" ao artigo, desta vez por defeito:

Penso que faltou também retratar o workflow correcto a nível de impressão e exportação do trabalho. É maioritariamente no workflow de impressão que surgem os maiores problemas a nível de gestão de cor e também devido aos que enunciei acima. Daí que deverá sempre ser feita a calibração de resposta da impressora (tinteiros) + papel, com uso de um colorímetro. E sempre que seja mudado um de estes dois factores, ou seja, se mudarem de resma de papel ou um tinteiro é necessário recalibrar o workflow de impressão por completo. Caso contrário, incorrem no risco de perderem a maior consistência de resultados que tinham anteriormente.


Resumindo e concluindo, é tecnicamente impossível conseguir reproduzir fielmente as cores que "vemos". O que é possível é garantir uma maior consistência e fidelidade de resultados desde o início da cadeia de processamento (SLR) até ao fim (papel).

q.e.d.


[[]]

[1] Em situações do dia-a-dia.
[2] Colour constancy, na literatura anglo-saxónica.
[3] Metamerism, na literatura anglo-saxónica.


Partilhar Post #7 pansottin

pansottin

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 15:49

Posso colocar uma dúvida prática ligada a este tópico? Espero que sim. Agradeço desde já a vossa ajuda.

Tenho um conjunto de imagens tratadas no Photoshop (CS5). A base na câmera - RAW/Adobe RGB.
Depois de importadas com o ACR (no Photoshop), de tratadas com recurso a alguns plug-ins, etc, foram salvas como TIFF.

Com acesso a leituras sobre COR percebi que o espaço ProPHOTO RGB é mais alargado (com algumas (poucas) vantagens para impressão digital, mas existem) do que o Adobe RGB. Por isso quero passar a utilizá-lo. O Uso das minhas imagens vai desde a impressão digital de qualidade, web, video, offset, etc. Por isso quero partir dos melhores originais possíveis, tratados no espaço de cor mais abrangente disponível, para as imagens de futuro.
Quanto ás já existentes, pergunto:

tendo este conjunto de imagens já em TIFF e tratados no espaço Adobe RGB, posso abri-las todas de novo no Photoshop e fazer a conversão para o espaço ProPHOTO RGB salvando depois de novo em TIFF, tirando partido deste espaço de cor ainda mais alargado?

Ou terei de voltar a abrir cada imagem a partir do RAW original, refazer os ajustes em ProPHOTO RGB e salvar de novo (por fim) em TIFF?

Uso monitor calibrado periodicamente, que cobre praticamente Adobe RGB em 100%.
Falo de cerca de 3000 imagens, cada uma bastante trabalhada...
Era bom que as pudesse aproveitar (sendo o TIFF um formato não destrutivo; tenho esperança).

Obrigado de novo pela ajuda.



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hdborges

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:00


tendo este conjunto de imagens já em TIFF e tratados no espaço Adobe RGB, posso abri-las todas de novo no Photoshop e fazer a conversão para o espaço ProPHOTO RGB salvando depois de novo em TIFF, tirando partido deste espaço de cor ainda mais alargado?

Ou terei de voltar a abrir cada imagem a partir do RAW original, refazer os ajustes em ProPHOTO RGB e salvar de novo (por fim) em TIFF?



Sim, podes converter os TIFF´S em ProPHOTO RGB utilizando este working space no photoshop, pode é haver necessidade de efectuares alguns ajustes no pp pois pode haver diferenças substanciais na cor entre os dois perfis.

Quanto à calibração das impressoras e minilabs e afins, é uma dor de cabeça/problema! o que tenho constatado é que a maioria dos minilabs estão calibrados para sRGB


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pansottin

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:16

Boa tarde, Borges e obrigado pela resposta rápida.
Que posso mudar de um espaço para outro de cor no Ph eu já sabia, mas agradeço a confirmação.

A minha questão de fundo é se ao ter usado um espaço de cor mais limitado (Adobe RGB) antes, se já comprometi a informação de cor total que posso ter a partir do RAW original ou se está por assim dizer "suspensa" e se ao salvar de novo as imagens existentes que são TIFF, em TIFF de novo MAS no espaço mais alargado de cor (ProPHOTO RGB) recupero a cor total disponível que o RAW encerra sempre e que o espaço de cor de trabalho, mais ou menos alargado, mostra?

Ou seja, repito, tenho de voltar ao RAW original e refazer os acertos todos em ProPHOTO RGB?
Ou basta abrir as imagens no novo espaço de cor e fazer "save", que o ficheiro vai mostrar mais cor (pode nem ser visível) pq foi convertido para ProPhoto RGB?

Posso estar com um raciocínio errado, mas se fosse jpeg, de cada vez que salvava em jpeg degradava (não vamos falar de jpeg aqui pf.).
Como são TIFF não existe degradação em sucessivos "saves"; MAS por ter tratado as imagens em Adobe RGB eles já perderam a possibilidade de
mostrar um espaço de cor mais alargado?

Sei que é um assunto de alguma complexidade e bastante escorregadio, como é todo o assunto da cor, mas há-de haver uma resposta ,-)
Obrigado.


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hdborges

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:26

Se fores ao proof setup no photoshop pode simular os vários perfis de cor pelo que a informação "base" está lá!




Partilhar Post #11 pansottin

pansottin

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:36

Portanto o bem-amado TIFF não destruiu nada? :-) Basta regravar o TIFF em TIFF de novo, no novo espaço de cor mais alargado?


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hdborges

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:38

É o que depreendo... mas deixa ver se alguém que está mais dentro do assunto traz mais luz sobre o mesmo!


Partilhar Post #13 pansottin

pansottin

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Publicado 20 Dezembro 2011 - 16:40

Exacto; mas para já são excelentes notícias vezes 3000 ,-)
Obrigado.


Partilhar Post #14 Manuel Teles

Manuel Teles

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Publicado 01 Março 2012 - 23:53

muito bom


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vlbphoto

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Publicado 13 Março 2014 - 01:37

Posso estar enganado, mas só os formatos raw é que mantêm a informação total da imagem logo muito provavelmente só em DNG é que poderás saltar de perfil de cor em perfil de cor pretendido podendo depois alterar sem perdas! Sem perdas, conforme a quantidade de informação que o mesmo guarda!

 

Tenho quase a certeza que o tiff comporta-se como qualquer outro ficheiro regular de imagem! Logo se salvas em 8bits nunca voltarás a ter a informação de 16 bits do raw, se salvas em adobergb98 nunca terás a informação base do raw em tiff, jpg etc e o photoshop ou outro programa qualquer que uses já mais mete informação onde ela já não existe! O que está dentro do meio do perfil de cor pode ser interpolado (ás vezes com alterações na imagem)  o que fica para fora do perfil de cor é perdido!

 

ColorSpaces500.jpg

 

Outro ponto a considerar é o meio em que tratas as imagens! São muito poucos os monitores que conseguem cumprir o adobergb98 logo de que  serve terem ficheiros tiff em prophoto? Mais espaço ocupado em disco?

 

E que eu saiba não há forma de impressão nenhuma no mercado que consiga cumprir o adobergb98 na totalidade!

 

Como um dia poderá aparecer um monitor e impressora que consiga, eu guardo os raws

 

http://www.widen.com...ment-conference

 

Entretanto fui parar a esta pagina que poderá iluminar algumas cabeças!

 

O Luminous Landscape Sobre o Prophoto diz que deverá ser um perfil a usar por quem sabe o que está a fazer oferencendo algumas vantagens!

 

No entanto aponta!

What this comparison chart tells us is that while ProPhoto RGB encompass a great deal more of the visible spectrum, it actually exceeds it in the deep greens and deep blues. What this means is that colours can be pushed into areas which can neither be seen nor reproduced, producing very nasty looking results within the visible spectrum. User beware.

 

Das minhas experiências com o Prophoto acabo por ter de editar mais as imagens que aquilo que considero rentável em termos de tempo, e como não tenho forma de extrair os resultados de forma visível aos comuns dos mortais observadores, voltei ao adobergb98 que tenho usado desde o inicio.

 

009AEy-19186384.jpg

 

Raw pelo DXO9 salvo tiff 16bits adobergb98 e atiro para o PS! Se tiver mesmo muita paciência salvo para srgb uma cópia para net,


Editado por vlbphoto, 26 Março 2014 - 22:40 .



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Godofredo

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Publicado 23 Março 2014 - 23:53

Boa noite,

 

O que eu queria saber ( peço desculpa por estar a fazer esta pergunta mesmo depois de ter lido isto, mas é que não percebi muito bem ) 

É que se há algo que a mim me faz imensa confusão na minha 5D mk ii é o WB que nem sempre é correto mas isso depois no LR faze-mos a correção , mas que nem sempre fica do meu agrado, em especial as cores… os verdes que não são verdes, são mais verdes tipo puxado pros flurechentes… e, o que eu queria saber é que se existe algum software que consiga colocar na 5D que me ajudasse nisso, e que as cores ficassem o mais real possível… 

Ou algum picture style etc… 

Pergunto, porque estou farto de ver fotografias tiradas com o mesmo equipamento que tenho ( pro exemplo , editadas no LR com imac ( como tenho ) inclusive com 5D mk ii ) 

E revolta-me ter equipamento deste nível, e não conseguir tirar o total proveito.

Por exemplo, esti tipo de edição    (      https://imageshack.com/i/ghqc1lj      ) não consigo fazer ( refiro-me ás cores, porque o resto dof etc já sei que depende da técnica mas as cores… não consigo, e ando á tanto tempo por exemplo chegar pelo menos a esse nível de cores)   Então, venho por este mesmo meio pedir uma ajudiinha, e se alguém puder … agradecia .  




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vlbphoto

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Publicado 24 Março 2014 - 00:40

O teu equipamento é perfeito, é é questão de saberes tirar partido dele! Sempre que tiveres predominâncias de luz ou cor a maquina toma essa predominância como sendo o tom a corrigir! Se tiveres uma sala repleta de luz florescente 90% e apenas um ponto de luz incandescente 10%a maquina corrige-te para o florescente logo, podes obter resultados errados ou meio errados consoante as fotos!

 

Numa floresta a predominância do verde das árvores engana a correcção de WB e em todas as maquinas! Nestes casos convêm verificar qual a predominância e corrigir consoante as necessidades! O uso de um cartão de cinzentos apontado para todas as fontes de luz tirando varias fotos pode ajudar em edição pois pode-se fazer leitura de cada um deles e escolher a mais correcta!

 

Quanto ao LR mais vale que salves a foto no software da canon primeiro em tiff 16 bits com as correcções correctas de WB ou em DXO9 e depois passares para o LR! Tudo o resto que possas tentar é perda de tempo!