Foi essa afirmação que eu destaquei e contradisse porque, simplesmente, está errada.
Há sim?
Em ambos os casos a conversão é para 8.3 megapixels (4K). Ser 48MP ou 12MP é imaterial para o propósito se o resultado for equivalente.
Então creio retirou a afirmação do seu contexto. Explicando esta frase, se o resultado for equivalente, neste caso o VIDEO, o meio usado para o atingir é comparativamente imaterial.
A proposição principal é sempre o propósito para o qual esta foi exercida, neste caso o vídeo em 4k/60fps. Obviamente pode não ser imaterial para outros sub-produtos da engenharia aplicada, neste caso a autonomia ou outro qualquer efeito colateral da solução adoptada.
Tentando explicar isto com o paralelo com a sua profissão. Não sou piloto de aviões, imagine que a Sony e a Canon o são. Você quer ir de Lisboa para Londres. A Canon e Sony oferecem passagens para o efeito. O Piloto da Sony pega num grupo de passageiros e faz a viagem em 2.75 horas. A Canon pega em outro grupo e demora 6 horas. As pessoas perguntam ao piloto da Canon: "então o que aconteceu?". O piloto responde: "Como assim? Não sabe que sobrevoámos Berlin? Não tirou fotografias da Janela?". Passageiros: "WTF?"
Isto é, o voo passar por Berlin sem parar face ao propósito é totalmente irrelevante/imaterial para a satisfação da vasta maioria de passageiros. Apenas serve para justificar o tempo de voo da Canon de forma isolada do propósito, não sendo assim a questão central. Haverá sempre sempre um ou outro passageiro FK que adora andar de avião Canon e acha a rota excelente porque permitiu andar mais tempo a admirar as múltiplas capacidades da aeronave e dos seus tripulantes.
Quando alguém tiver tempo, talvez me possa explicar como é que 45MP em 4K/60p durante 35 minutos = gritaria e 12MP em 4K/60p durante 1 hora = fantástico.
É preciso transpor esta alegoria para a justificação que deu num tom algo jocoso? Se o resultado é equivalente (4k/60p) em qualidade, para um passageiro se parte de um sensor é 45MP ou 12MP é imaterial pois não se transpõe no resultado final, é apenas informação técnica. O que já não é imaterial é a autonomia e a máquina se desligar por aquecimento excessivo. Por vezes fico com a sensação que as pessoas não têm um entendimento partilhado porque há sempre um outro que não quer esse entendimento, por razões que vai-se lá saber porquê.
Quanto á sua contenção, creio que não é preciso agradecer. Acredite que estou a ser contido também.
EDIT: Sim a minha área é Engenharia de Software. Mas uma coisa que ando sempre em cima das equipa(s) é que nunca percam o propósito de cada funcionalidade, do produto. Típico quem sai da faculdade, cheios de ideias e conhecimentos de engenharia por praticar, um mundo de oportunidades por explorar, é aprender esta coisa que é tão simples de perceber. Foco no propósito. Sem propósito vão sobrevoar Berlin para os passageiros tirarem fotos da janela quando o propósito é os transportar para Londres, mais capacidade de processamento, mais RAM, mais combustível ...mais tempo de voo, quando a coisa que consegue resolver facilmente mudando a rota. Obviamente, que tal explicação não colhe o utilizador, fica apenas entre engenheiros para alterarem a rota ou demonstrarem as vantagens de outra forma. Creio que a maior parte das pessoas aqui na thread, em matéria de engenharia e tecnologia neste contexto, são tipicamente passageiros, daí a "gritaria" ... que um bom engenheiro entende, percebe e vai procurar melhores soluções (uma solução poderá seguir as pegadas da rota da concorrência adicionando valor diferenciado).
Editado por nbplopes, 13 Agosto 2020 - 15:20 .