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Foto

Tatsuo Suzuki (Fuji)


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17 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 nbplopes

nbplopes

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Publicado 06 Abril 2020 - 14:34

Ver video enquanto estiver disponível.

 

https://video.twimg....descending=true

 

Pessoalmente não creio que esteja a fazer algo de mal, apesar de claramente estar a importunar levemente algumas pessoas que passam no espaço público.

 

Repugna-me a forma como este fotógrafo foi tratado pelos seus supostos "pares" e pela comunidade em geral ... Pior, como a Fuji imediatamente se descolou do video promocional que publicou. Cambada de indígenas quer abdicam da sua privacidade em troca de brindes, tipo o que se fazia á séculos, quando não é a de outros, e depois vêm com falsos moralismos sobre quem efectivamente não está a prejudicar alguém, um mosquito. Nem tão pouco faz parte da rede de "vigilância" em massa instalada tanto nas ruas como em casa destes indígenas. 

 

Depois explico porquê porque agora não tenho tempo

 

PS: Entretanto nestes nos Países onde este puritanos sobre a fotografia de rua falam mais alto vão para casa e fazem isto.

 

https://www.zeit.de/...ermany-analysis

 

Sim Alemanha, Holanda, Áustria, Suíça. então estes último o negócio de armas ..

 

https://www.icij.org...its-own-policy/

 

Enfim, vivemos tempos complicados onde os Indígenas são entretidos com causas que não valem coisa alguma. Um politicamente correcto pejado de facadas nas costas dos Indígenas na rua, e eles nem sabem. Entretanto as CCTV cameras estão aí por todo o lado, cuja regulamentação ninguém sabe qual é, gerido por empresas privadas contratadas com o dinheiro público a troco de uma segurança que ... Olhem nos EUA estes indígenas são geridos como autenticas plantações para as mega corps, que nem um SNS em condições lhes é dado a troco das suas contribuições e bailouts, e educação foi montadas para fomentar o endividamento e a dependência, não a liberdade de pensamento e acção.

 

Temos muito complicados onde o fotógrafo de rua é tratado como um fora da lei neste lamaçal de contradições e exploração da identidade individual e cultural por organizações sem nome.


Editado por nbplopes, 06 Abril 2020 - 14:57 .



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Partilhar Post #2 miguelbarroso

miguelbarroso

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Publicado 06 Abril 2020 - 15:19

Pois, eu vi o video na altura (não o consigo descarregar, fico com um ficheiro de 1kb), e não gostei nada do modus operandi do sujeito. É o típico gajo intrusivo que deixa as pessoas com má vontade em relação aos fotógrafos no geral. Acho-o um cretino, desculpa. Mais do que fazer mal às pessoas que incomoda, faz mal à classe em geral, pois cria anti-corpos.

 

Sim, há coisas muito piores. So what? Isso justifica as atitudes dele? No meu entender não. A atitude do fotógrafo de rua não creio que deva ser essa. E é isso que estamos a falar aqui no forum... 


Editado por miguelbarroso, 06 Abril 2020 - 15:19 .



IT Partilhar Post #3 nbplopes

nbplopes

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Publicado 06 Abril 2020 - 15:43

So what? Isso justifica as atitudes dele? No meu entender não. A atitude do fotógrafo de rua não creio que deva ser essa. E é isso que estamos a falar aqui no forum... 

 

O vídeo é o que coloquei parece-me. 

 

Se fotografares com uma tele em local público sem que as pessoas possam se quer poder vetar o acto é para ti menos intrusivo porquê?

 

Repara-se a intrusão é definido como:

 

" ato de se introduzir sem direito ou usando de astúcia. em local ou espaço, sociedade ...."

 

Eu diria, que fotografares seja de que forma sem direito é intrusão, pois fotografas sempre para lá do espaço que ocupas. Usar teles ou drones, do ponto de vista da suposta intrusão é uma questão de astúcia uma vez que dada a distância .... Não importa.

 

A questão é, se individuo tem direito ou não em fotografar em espaço público coisa indiscriminada. Se não tiver, é instrusão, se tiver, não é. O incómodo nunca foi por si uma justificação para a conclusão de intrusão ou não.  Melhor, porque razão é lhe dado o direito ou não? Essa razão não é sustentada apenas no incómodo.

 

Procura razões para lá do incómodo. E depois diz o que encontras e como isso se insere no panorama global.

 

 

Eu diria que o que mal serviço foi dos parvos da Fuji para vender máquinas não providenciaram qualquer contexto sobre o acto fotográfico. Nada, zilch, nada. Surpreendentemente, os fotógrafos de rua de fim de semana é que vem com conclusões que espremidas são totalmente hípocritas. 

 

Repare-se, o Suziki tem um forma de estar na rua que não é de todo minha. A minha é mais tipo Joel mas sem a mesma arte, mas no fundo creio ser nessa matéria não menos que a abordagem do Suzuki,

 

Exemplo falhado em Sevilha (18mm / 28mm equiv).

 

91809909_2621300321446814_24226389797665

 

EDIT:

 

E revelo aqui uma coisa. Quem mais me "mal tratou" em 10 anos fotografia, foram mesmo os fotógrafos ... os poucos sérios. Os tais de fds ou pior, profissionais de ética duvidosa, com prosa ardilosa a condizer. e que me parecem levantar a voz neste caso (não tu, pois não me parece que sejas desses, mas pensa). Que são um grupo que que infesta a fotografia, pessoal que não gosta de pensar para lá do seu umbigo, das suas dúvidas, medos e receios, malta cujo acto fotográfico é totalmente rodeado de regras sem consciência. Esses "maltratam" muito mais os pares, bem mais que as pessoas que caiem na frame. Em matéria de pessoas que caíram na frame até um suposto "dealer" de um determinado local teve a cortesia de me levar no seu carro para dali fora ás 00:30 para garantir que saía sem problemas dada a hora tardia, local considerado pela sociedade como de risco onde fui ao encontro das pessoas sem problemas alguns ... pois agi dentro dos códigos desse local.  Os fotógrafos sérios sempre me trataram bem, bem como as as pessoas em espaço público. E já apaguei fotos a pedido, e já apaguei fotos graficamente brutais que considerei que não faziam jus ás pessoas que caíram na frame (o tal direito á integridade da pessoas, que acho um valor fundamental).

 

Só não fotografo até onde gostaria de ir porque não tenho tempo face á minha vida familiar e profissional.  Mas a minha prática leva a ter muito respeito por quem faz um bom trabalho disto e dedica muito, mas muito muito mais que qualquer treta que eu possa fazer. Comprometendo a sua capacidade financeira em prol de algo que nem eles sabem ao certo o que é ... que muitas vezes só depois de falecidos é que se lembram deles. Coisa que eu nunca faria, porque depressa ví como a coisa funcionava no geral, e pensei "para quê", sim afinal não é a falta de tempo, isso é desculpa minha. Mas há alguns que encornam a resposta que eu nunca encontrei e mergulham mesmo que sabendo que a rede está cheia de buracos, alguns deles criados com boa intensão mas sem a devida consciência ...

 

EDIT: Um filme muito interessante que vi recentemente, que não tem nada a haver com a fotografia é o Ford vs Ferrari. Baseado em factos verídicos, o filme no diálogo expõe muita coisa que se passa hoje na nossa sociedade quando se tenta criar alguma coisa que saia fora do baralho.


Editado por nbplopes, 06 Abril 2020 - 17:46 .



Partilhar Post #4 Pentaxian

Pentaxian

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Publicado 06 Abril 2020 - 21:31

Mas o que é que aconteceu a esse Suzuki? A Fujifilm correu com ele? O video não aparece e não se percebe o sentido do tópico sem se ver esse video de suposta censura.




Partilhar Post #5 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 07 Abril 2020 - 07:18

São as reações (bem visíveis e repetidas) que tornam a abordagem intrusiva e, no limite, reprovável.

Ninguém deve ser participante forçado num projecto artístico intrusivo e provocativo.

Invocar outras coisas tão más ou piores não redime a abordagem específica deste fotógrafo.

Na fotografia de rua o fotógrafo deve ser "transparente". Mesmo quando regista eventuais interações na primeira pessoa, estas devem dimanar do fortuito, não da provocação. Do fortuito, resulta a condição do fotógrafo como apenas mais um elemento do ambiente sobre o qual lança o olhar. A instigação, a intencionalidade na provocação, não confere essa condição.

Se o Tatsuo Suzuki se limita a esta abordagem faz grande "batota".

Isto dito, é bem provável que a reação geral ao que o homem fez (faz) tenha sido desproporcional como tudo o que é "polémico" tende a ser, hoje em dia.

Já a reação à Fuji foi a adequada, porque estava a aproveitar comercialmente e a validar, por força da divulgação, um comportamento inadequado, com possíveis consequências.

Se um número tão elevado de fotógrafos compra Leicas julgando que esse simples facto os vai tornar num Joel Meyerowitz, que essa simples opção de equipamento lhes vai dar a visão necessária e se um número ainda mais vasto de fotógrafos fazem "fotografia na rua" a julgar que estão a fazer "Fotografia de Rua", não é difícil de imaginar o risco que se corre de, numa outra confusão, alguns pensarem que o que falta nas suas tentativas se resolverá com aquela abordagem.

FK

PS: A diferença entre antes optar por uma tele e esta outra abordagem está, precisamente, na não interferência (...e muito menos provocação...) com aquilo ou aqueles que se pretende registar.


Partilhar Post #6 miguelbarroso

miguelbarroso

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Publicado 07 Abril 2020 - 09:38

Ia responder, mas não acrescentaria nada à resposta do FotoKhan.  :th_up:




Partilhar Post #7 zyThuM

zyThuM

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Publicado 07 Abril 2020 - 10:38

Não vi o video original, mas fui ver um outro video, este passado em Hamburgo (link), também fui espreitar o Instagram do Tatsuo Suzuki e embora em algumas situações esteja bastante perto das outra pessoas e de algumas vezes poder ser visto como intrusivo, não me parece razão para tanto barulho, de notar que não vi o video em questão.

 

O que acho mal é que uma companhia decida promover um produto recorrendo os serviços de um fotógrafo, antes de usar o material promocional o mesmo é revisto internamente na companhia, depois publica o tal video e usa-o para promover os seus produtos, mas a partir do momento em começa haver barulho de pessoal que não gosta / concorda com o método usado pelo fotógrafo, decide retirar o video. Mas das duas uma a companhia não concorda com os métodos do fotografo e não contracta o fotografo para promover os seus produtos, ou se a companhia decide que o tal fotografo representa um mercado alvo dos seus produtos então vá com a mesma até ao fim, por exemplo a mesma marca podia ter contratado mais fotógrafos com estilos / abordagens diferentes (não sei se é o caso porque não acompanhei esta campanha).

 

Pessoalmente, o Suzuki tem fotografias bastante interessantes que gosto bastante. Agora se é o meu estilo de fotografar? Não é realmente o meu estilo, mas isso não impede de apreciar. Também acredito que existe uma linha que separa o que é a fotografia de rua e o que é invasão de espaço privado, um exemplo é o trabalho mais recente de Bruce Gilden em Nova Iorque em que basicamente dispara flashes na cara das pessoas, para mim pessoalmente é um caso de violação do espaço (privado) pessoal. Este assunto já foi falado por aqui alguma vezes.

 

Eu também já tive as minhas experiências em que fui interpolado por pessoas, esses casos acabaram por correr bem, uma vez fotografei um homem que começou por amigavelmente "ameaçar-me", apaguei as fotos, depois começamos a falar e lá as coisas ficaram resolvidas. Outra vez estava a tirar uma foto de uma senhora, reparei que ela estava nervosa e comecei a falar com ela, passado uns minutos tirei-lhe uma foto com o consentimento dela e depois cada um continuou o seu caminho. Tive mais outras situações mas acabaram por serem resolvidas mais ou menos na mesma situação. Acredito que cada caso seja diferente, mas o resultado final é directamente proporcional à maneira que as duas partes reagem, se nenhuma das partes tenta acalmar as coisas então o resultado final não vai ser positivo.




Partilhar Post #8 miguelbarroso

miguelbarroso

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Publicado 07 Abril 2020 - 11:12

Nesse video de Hamburgo ele é bem mais subtil - cruza-se com as pessoas de uma maneira mais fluída. No da Fuji ele salta literalmente para a frente do nariz das pessoas, muitas vezes assustando-as. Mas vendo esse de Haburgo, e ouvindo o que ele diz, percebe-se bem que ele está pouco se lixando para o que as pessoas sentem. Relata até episódios onde o caso acabou na polícia, e como se safou, desprezando a pessoa que se sentiu incomodada como se esta não tivesse nada que se queixar.

 

Tem fotografias boas? Tem sim... É um cretino? É sim...

 

Quanto à Fuji... sim, geriram mal a campanha. O maior erro foi terem lançado o video. Se o deviam ter retirado depois ou não, não sei, pois desconheço a cadeia de decisão interna da empresa - muitas vezes os departamentos de marketing têm autonomia suficiente para lançar material de campanha sem ser visto pela chefia de topo. Mas perante o sucedido, essas chefias podem não ter gostado (e quiçá se internamente não houve consequências?).




IT Partilhar Post #9 nbplopes

nbplopes

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Publicado 07 Abril 2020 - 15:27

Olá,

 

O filme foi feito creio que no Japão. Um país como uma vasta e rica tradição e fotografia de rua. É um país com códigos sociais na rua totalmente diferentes do ocidente europeu, zona de onde vem a maioria da contestação.

 

Por outro lado o vídeo, é um vídeo. Não conta a verdade que dele está a ser retirada a meu ver. Isto é, há uma edição. É uma estupidez a Fuji ter editado mostrando fundamentalmente ocasiões das pessoas a desviarem-se para não cairem na frame. A frequência é tal, que claramente foi uma edição PROPOSITADA nesse sentido!!! E em cima disso, numa edição que é da responsabilidade da Fuji, o expulsa. É compreensível a corporação não querer empresa negativa, mas quem é responsável por isso é a própria, não o fotógrafo. Mas a empresa o que está a fazer é atribuir-lhe toda essa responsabilidade, o fotógrafos amadores com o FK a aplaudir a actuação da Fuji. É para mim absolutamente nojento isto. Só não vê quem não quer.

 

Daí ter sugerido o filme para perceberem como se movem estas corporações internamente. no espaço social.

 

@zyThuM,

 

Olá,

 

O filme foi feito creio que no Japão. Um país como uma vasta e rica tradição e fotografia de rua. É um país com códigos totalmente diferentes do ocidente europeu, zona de onde vem a maioria da contestação.

 

Por outro lado o vídeo, é um vídeo. Isto é, há uma edição. É uma estupidez a Fuji ter editado mostrando fundamentalmente ocasiões das pessoas a desviarem-se para não cairem na frame. A frequência é tal, que claramente foi uma edição PROPOSITADA nesse sentido!!! E em cima disso, numa edição que é da responsabilidade da Fuji, o expulsa. É compreensível a corporação não querer imprensa negativa, mas quem é responsável por isso é a própria, não o fotógrafo. Mas a empresa o que está a fazer é atribuir-lhe toda essa responsabilidade, o fotógrafos amadores com o FK a aplaudir a actuação da Fuji. É para mim absolutamente nojento isto. Só não vê quem não quer.

 

Daí ter sugerido o filme para perceberem como se movem estas corporações internamente. no espaço social.

 

@zyThuM,

 

Fizeste bem em ir ver esse video. Foi também o primeiro que ví (não sei porquê não consigo partilhar o da Fuji que está no twitter ainda).

 

 

Aí, entre fotógrafos, parece-me, é apresentado o lado mais realista daquilo que se passa na abordagem dele. Uns afastam-se, outros ignoram totalmente, uns escondem a cara, e outros até se demonstram total disponibilidade, outros comentam ...

 

Nada que não aconteça a qualquer fotógrafo de rua que leve aquilo que faz a sério.

 

Uma outra abordagem que parece semelhante mas totalmente diferente ...

 

 

Sim, também é fotografia de rua mas com mais intervenção ...

 

Lá está, os códigos sociais do local. NYC. Um centro urbano que anda a uma velocidade grande como Tokyo. 

 

Talvez seja uma questão mais o Suzuki estar um bocado influenciado com o facto de estar a ser filmado ou simplesmente por ser um mundo desconhecido para ele, Hamburgo, ou não ...

 

Mas comparando as duas abordagem o que salta mais á vista neste dois vídeos é que o Gilden só vai quando algo lhe salta á vista. O Suzuki parece mais tipo pesca de arrastão ... 

 

Quanto á questão da importância do que as pessoas sentem para o fotógrafo.  Creio que a leitura, é que claramente ambos estão muito interessados em narrar o que as pessoas sentem naquele lugar, ali e agora. Não tanto no que as pessoas sentem sobre ele, é algo secundário para ambos.

 

Quanto ao serem cretinos ou não ... não sei se são ou não. Mas claramente não estão preocupado sobre o que as pessoas sentem o que estão a fazer ou acham deles.

 

Creio que ambos estão cientes da legalidade do que estão a fazer. Algo que é muito importante. 

 

No fim do dia não me parece que estejam maltratar ninguém para lá de algum incómodo que possa ou outro actor sentir, tipo uma melga que por ali ande. Mas é importante que esse incómodo seja tido em conta pelo fotógrafo, e que apague caso seja solicitado para o efeito. Consideração que não vi evocada por nenhum destes que me parece que é menos própria.

 

Creio também que em vez das populações serem educadas com tanta hipocrisia por parte dos fotógrafos, nomeadamente como se o uso da tele lhes conferisse o maior pudor, que não é verdade. É bem mais um acto de auto preservação do que da preservação do outro se efectivamente forem honestos consigo mesmo. Como estava a escrever, que as populações fossem educadas não para olharem para quem leva esta actividade como um conjunto de cretinos, sem respeito pela ser humano. Constarem que é precisamente o oposto disto o que está na mente desta gente, mesmo que sejam por vezes melgas.

 

Se não, corremos o risco (humanos do ocidente) que daqui uns tempos, a únicas imagens que vamos ter acesso, são totalmente politizadas e higienicamente selecionadas por um conjunto de corporações. É a foto do hambuger suculento do Macdonalds,, da linda mulher ou home num belo fato da moda (fashion), o que os telejornais do Rodrigo dos Santos acompanhados com as suas expressões sensacionalistas, o grupo lindo de jovens num festival, os geladinho da Olá ... E vemos o outro pelos iPads. Isto fora os projetos artísticos, sobejamente encenados.

 

E quem tem mais dinheiro, compra uma viagem até África, México, America do Sukl, porque lá o pessoal é pobre e tem mais com que se preocupar e o mais perigoso é mesmo os Gangs que derivam da miséria. E quem tem mais discute a tridimensionalidade dos pixéis ;)

 

"Eu também já tive as minhas experiências em que fui interpolado por pessoas, esses casos acabaram por correr bem, uma vez fotografei um homem que começou por amigavelmente "ameaçar-me", apaguei as fotos, depois começamos a falar e lá as coisas ficaram resolvidas. Outra vez estava a tirar uma foto de uma senhora, reparei que ela estava nervosa e comecei a falar com ela, passado uns minutos tirei-lhe uma foto com o consentimento dela e depois cada um continuou o seu caminho. Tive mais outras situações mas acabaram por serem resolvidas mais ou menos na mesma situação. Acredito que cada caso seja diferente, mas o resultado final é directamente proporcional à maneira que as duas partes reagem, se nenhuma das partes tenta acalmar as coisas então o resultado final não vai ser positivo."

 

Nunca tive problemas alguns (como disse os mais chatos são os meu pares). Já me pediram para apagar que foi feito. Por vezes mostrando a foto, "quer mesmo que apague ou envie para si?" Por vezes, "olhe podem me a enviar?" Tipicamente faço como o Joel, estou num local, e espero que as pessoas passem, ou vou ao encontro. Por vezes desviam-se, outras não. Há dias que se desviam mais, outros dias nunca se desviam ... ainda estou para tentar perceber os sinais da "lua".

 

​Tipicamente levo comigo um album quando pergunto o que estou a faze? Lá mostro quando há oportunidade. É sempre "Huau", "Boa sorte", "Vende, expõe"? e lá explico que ainda não sei o que fazer, é um hobbie como colecionar postais ou correr". O chato é quando me pedem para lhes tirar uma foto, tipicamente nego, e digo que assim não resulta ... Se insistem lá faço um retrato que envio e apago logo a seguir.

 

Bom isto até parece que faço todos os dias. Em boa verdade, durante anos fazia quase todos os dias. Há 3 anos para cá, é esporádico.

 

PS: Não percebo onde está a "batota" no caso do Suzuki. Batota é advogar que com uma tele não há intrusão. Claro que há, mas é sem dúvida mais dissimulada e não dá se quer oportunidade ao fotografado para negar o acto. E sim, o fotógrafo está bem menos exposto, mais preservado (auto-preservação), mas quem é fotografado está numa situação bem mais vulnerável. Se o resultado é melhor ou pior é outro tanto que não interessa neste caso. Não estou a dizer que uma é melhor que outra, estou apenas a chamar atenção sobre este aspecto.


Editado por nbplopes, 07 Abril 2020 - 15:30 .



Partilhar Post #10 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 07 Abril 2020 - 19:31

A "batota" foi, acho, bem explicada.

 

Não disse que não havia "intrusão" com uma tele. Escrevi que não havia interferência e muito menos provocação. Tento que o meu Português seja o mais preciso possível.

 

O que descreve das suas andanças nada tem a ver com o que fez(faz) este fotógrafo Japonês, aquilo que provocou as reações gerais.

 

Sentirá, talvez, o que ele faz chegado ao que o Nuno faz e está a ver as coisas por esse prisma porque gosta de fotografia.

 

Proponho-lhe um exercício, esquecendo o que lhe é próximo, a sua própria experiência, tentando anular a Fotografia enquanto bloqueador:

 

O Nuno vai pela rua e, em sentido contrário, vem um transeunte de jornal aberto, a lê-lo (...cena practicamente impossível de imaginar hoje em dia mas que seria bem possível, há 15 ou 20 anos...).

 

Ao cruzar-se consigo, quase a roçar, o referido transeunte fecha o referido jornal bem à frente da sua cara.

 

Como se sentiria?...Acharia recomendável...?

 

FK




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Pentaxian

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Publicado 07 Abril 2020 - 20:36

Bem, deixem-me dizer algo sobre isto já que fotografo pessoas na rua há já muitos anos.

 

Não consegui ver o video promocional da Fuji feito com esse Suzuki a fotografar na rua mas vi outro e não gostei.

 

Achei que ele fotografa a torto e a direito, quase sem sentido, para ver o que dá, e que não respeita as pessoas que fotografa.

 

Para mim, o primeiro princípio neste tipo de fotografia é o respeito pelos outros, pela sua dignidade. Não aceito que se fotografem pessoas em situação de miséria, como pedintes e sem abrigo. Também penso que se não devem fotografar pessoas que manifestem o não querer ser, que manifestamente se oponham.

 

Ressalvando isso, na rua e em espaços públicos, nada me impede de fotografar. Contudo que as fotos que faço tenham algum sentido, pretendam mostrar algo, nem que seja uma situação tipicamente turística ou cómica. Esse Suzuki, tal como eu o vi num video, pareceu-me um maluquinho aos saltos pelas ruas fora com uma Leica (ou Fuji X100) na mão a disparar a torto e a direito. Claro que em milhares de fotos algumas terão interesse.

 

@Fotokahn, essa do jornal é não percebi!  


Editado por Pentaxian, 07 Abril 2020 - 20:38 .



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FotoKhan

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Publicado 07 Abril 2020 - 22:05


 

@Fotokahn, essa do jornal é não percebi!  

Pretende exemplificar uma outra intrusão disruptiva que cause surpresa e desconforto em alguém, sem incluir uma máquina fotográfica, para tentar distanciar a nossa proximidade com o "hobby" (...que pode suscitar "compreensão"...) do que é simplesmente socialmente inaceitável, enquanto simples acto.

 

FK




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nbplopes

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Publicado 07 Abril 2020 - 23:55

A "batota" foi, acho, bem explicada.

Não disse que não havia "intrusão" com uma tele. Escrevi que não havia interferência e muito menos provocação. Tento que o meu Português seja o mais preciso possível.

O que descreve das suas andanças nada tem a ver com o que fez(faz) este fotógrafo Japonês, aquilo que provocou as reações gerais.

Sentirá, talvez, o que ele faz chegado ao que o Nuno faz e está a ver as coisas por esse prisma porque gosta de fotografia.

Proponho-lhe um exercício, esquecendo o que lhe é próximo, a sua própria experiência, tentando anular a Fotografia enquanto bloqueador:

O Nuno vai pela rua e, em sentido contrário, vem um transeunte de jornal aberto, a lê-lo (...cena practicamente impossível de imaginar hoje em dia mas que seria bem possível, há 15 ou 20 anos...).

Ao cruzar-se consigo, quase a roçar, o referido transeunte fecha o referido jornal bem à frente da sua cara.

Como se sentiria?...Acharia recomendável...?

FK

Olá FK. Intrusão á parte, discuta-se então a interferência ou intervenção do fotógrafo e até que ponto este passou os "limites".

Em primeiro lugar, assim que um fotógrafo de rua está com a camera, ainda mais quando a levanta, dá-se o inicio da provocação. Por isso é que fotografia da rua sempre foi uma actividade um tanto ou quanto, polémica, marginal até. Há fotógrafos que não conseguem passar desta provocação, o de levantar a camera. Para ultrapassar isso, é necessário estar-se ciente porque o faz. Não falo do ponto de vista racional, penso até do ponto de vista emocional. É preciso perceber que quando levanta a camera está a provocar, logo ali.

Por um lado o fotógrafo é um observador equidistante, mas por outro lado é também observado e as pessoas no geral e por principio não gostam saber que estão a ser observadas. Porque as pessoas associam a observação delas ao julgamento delas, da sua forma de estar, do seu aspecto físico. O fotógrafo também não gosta, não gosta e por isso "esconde-se". É quase um jogo de espelhos e reflexos.

Esta é uma não questão pos a provocação é inerente ao acto fotográfico, principalmente na fotografia de rua,
E se á provocação há interferência, nem que seja em “objectos” fora da frame.

A questão é saber se este fotógrafo está a ir longe demais nesta provocação. Mas antes disso ... algumas sobre o estar perto:

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Depois ultrapassada a provocação do levantar a camera, avança-se para a provocação de estar perto. As pessoas só estão perto quando são obrigadas ou em dias de festa. Segunda provocação. Ultrapassada esta questão, coloca-se a questão maior. Depois de estar perto para onde se vai?

E aquilo que mais me chamou á atenção, e que me inquietou neste vídeos, foi que o Suzuki, depois de estar perto ... foge e vai olhar para o ecrã. Isto é, não fica lá a partilhar o espaço e aprender com ele. Isto contrasta um pouco com a abordagem do Gilden e do Joel. Eles não fogem. E nesse ponto de vista, creio que o processo o Suzuki tem ainda muito para evoluir, parece-me.

Respondendo á tua questão. Perguntava-lhe se as noticias eram assim tão más. Se em vez do jornal fosse com a camera, "se tinha saído alguma coisa de jeito".

Eu creio que o fundamental é que o Suzuki, não está a fazer nada de mal ás pessoas ou á sociedade, não deseja mal creio ás pessoas que fotografa, não está a explorar a imagem deles para ir vender produtos para empresas. Está apenas a tentar ainda de uma forma tosca retratar a humanidade o melhor que sabe. E creio que se as pessoas fossem educadas para perceber o que está fazer, e o Suzuki aprende-se a não fugir como demonstra, creio que mais e melhores narrativas para a gerações futuras. Um mundo mais "normal", do homem comum. Em vez, das selfies das super estrelas, do mundo cor de rosa e das correntes de ouro a representar o sucesso, e bitch this bitch that que só trás.a bulimia a depressão ás camadas mais jovens.

Agora a FUJI ... além de explorar a imagem deste fotógrafo para vender câmeras, fá-lo mal como expliquei e quando a coisa corre mal joga-o para o caixote do lixo. E os outros acham bem, prontos para ocupar o seu lugar na embaixada.

As pessoas vivem com MEDO, MEDO, MEDO. Medo de tudo, os telejornais ensinam isto ás pessoas dia sim dia não. E todo aquele teatro do Suzuki, tem génese no seu medo e no medo dos outros.

Como se resolve isto? Não sei. Mas creio infelizmente acredito que o ocidente caminha um rumo assente cada vez mais no medo por um lado e no dinheiro / divida pelo outro .... e a fotografia de rua vai acabar e depois ..., depois vem mais medo.

Abraço.

PS: Entendo que em tempos foi possivelmente nesta matéria mais fácil de fotografar na rua. As pessoas andavam mais sem medo, menos condicionadas, menos asfixiadas, pelo que haveria lugar para mais uma interrogação, mesmo que por surpresa .... ou então estão com mais medo de outras coisas para se preocuparem tanto com estas matérias ... não sei.

Editado por nbplopes, 08 Abril 2020 - 14:51 .



Partilhar Post #14 Pentaxian

Pentaxian

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Publicado 08 Abril 2020 - 14:08

Olá FK. Intrusão á parte, discuta-se então a interferência ou intervenção do fotógrafo e até que ponto este passou os "limites".

Em primeiro lugar, assim que um fotógrafo de rua está com a camera, ainda mais quando a levanta, dá-se o inicio da provocação. Por isso é que fotografia da rua sempre foi uma actividade um tanto ou quanto, polémica, marginal até. Há fotógrafos que não conseguem passar desta provocação, o de levantar a camera. Para ultrapassar isso, é necessário estar-se ciente porque o faz. Não falo do ponto de vista racional, penso até do ponto de vista emocional. É preciso perceber que quando levanta a camera está a provocar, logo ali.

Por um lado o fotógrafo é um observador equidistante, mas por outro lado é também observado e as pessoas no geral e por principio não gostam saber que estão a ser observadas. O fotógrafo também não gosta, não gosta e por isso "esconde-se". É quase um jogo de espelhos e reflexos.

Esta é uma não questão pos a provocação é inerente ao acto fotográfico, principalmente na fotografia de rua,
E se á provocação há interferência, nem que seja em “objectos” fora da frame.

A questão é saber se este fotógrafo está a ir longe demais nesta provocação. Mas antes disso ... algumas sobre o estar perto:

https://live.staticflickr.com/3774/88942...https://live.staticflickr.com/2818/89133...https://live.staticflickr.com/8101/84818...https://live.staticflickr.com/5468/90347...
https://live.staticflickr.com/8389/84829...https://live.staticflickr.com/2852/12592...

https://scontent.fopo2-2.fna.fbcdn.net/v...

Depois ultrapassada a provocação do levantar a camera, avança-se para a provocação de estar perto. As pessoas só estão perto quando são obrigadas ou em dias de festa. Segunda provocação. Ultrapassada esta questão, coloca-se a questão maior. Depois de estar perto para onde se vai.

E aquilo que mais me chamou á atenção, e que me inquietou neste vídeos, foi que o Suzuki, depois de estar perto ... foge e vai olhar para o ecrã. Isto é, não fica lá a partilhar o espaço e aprender com ele. Isto contrasta um pouco com a abordagem do Gilden e do Joel. Eles não fogem. E nesse ponto de vista, creio que o processo o Suzuki tem ainda muito para evoluir, parece-me.

Respondendo á tua questão. Perguntava-lhe se as noticias eram assim tão más. Se em vez do jornal fosse com a camera, "se tinha saído alguma coisa de jeito".

Eu creio que o fundamental é que o Suzuki, não está a fazer nada de mal ás pessoas ou á sociedade, não deseja mal creio ás pessoas que fotografa, não está a explorar a imagem deles para ir vender produtos para empresas. Está apenas a tentar ainda de uma forma tosca retratar a humanidade o melhor que sabe. E creio que se as pessoas fossem educadas para perceber o que está fazer, e o Suzuki aprende-se a não fugir como demonstra, creio que mais e melhores narrativas para a gerações futuras. Um mundo mais "normal", do homem comum. Em vez, das selfies das super estrelas, do mundo cor de rosa e das correntes de ouro a representar o sucesso, e bitch this bitch that que só trás.a bulimia a depressão ás camadas mais jovens.

Agora a FUJI ... além de explorar a imagem deste fotógrafo para vender câmeras, fá-lo mal como expliquei e quando a coisa corre mal joga-o para o caixote do lixo. E os outros acham bem, prontos para ocupar o seu lugar na embaixada.

As pessoas vivem com MEDO, MEDO, MEDO. Medo de tudo, os telejornais ensinam isto ás pessoas dia sim dia não. E todo aquele teatro do Suzuki, tem génese no seu medo e no medo dos outros.

Como se resolve isto? Não sei. Mas creio infelizmente acredito que o ocidente caminha um rumo assente cada vez mais no medo por um lado e no dinheiro / divida pelo outro .... e a fotografia de rua vai acabar e depois ..., depois vem mais medo.

Abraço.

PS: Entendo que em tempos foi possivelmente nesta matéria mais fácil de fotografar na rua. As pessoas andavam mais sem medo, menos condicionadas, menos asfixiadas, pelo que haveria lugar para mais uma interrogação, mesmo que por surpresa .... ou então estão com mais medo de outras coisas para se preocuparem tanto com estas matérias ... não sei.

Ora aí está uma mensagem com a qual tenho de concordar. Embora esse Suzuki me não convença lá muito. E esse Joel de que falas quem é? O Joel Santos?




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Pentaxian

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Publicado 08 Abril 2020 - 14:23

Pretende exemplificar uma outra intrusão disruptiva que cause surpresa e desconforto em alguém, sem incluir uma máquina fotográfica, para tentar distanciar a nossa proximidade com o "hobby" (...que pode suscitar "compreensão"...) do que é simplesmente socialmente inaceitável, enquanto simples acto.

 

FK

Pois continuo a não perceber a comparação entre o fechar as folhas de um jornal e o fotografar alguém em cima dele. Parece-me que não será um bom exemplo. 




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FotoKhan

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Publicado 08 Abril 2020 - 14:30

Pois continuo a não perceber a comparação entre o fechar as folhas de um jornal e o fotografar alguém em cima dele. Parece-me que não será um bom exemplo. 

 

Ok.




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nbplopes

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Publicado 08 Abril 2020 - 14:47

Ora aí está uma mensagem com a qual tenho de concordar. Embora esse Suzuki me não convença lá muito. E esse Joel de que falas quem é? O Joel Santos?


Tens um vídeo dele nuns posts atrás. não é esse Joel.


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Eyes2eyes

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Publicado 03 Maio 2020 - 15:42

Mais vale vir tarde para a festa do que não vir de todo :P

 

Concordo com uma coisa: se é legal tirar fotografias na rua e a lei é semelhante a de EUA, acabou o discurso. Muitas pessoas tiram conclusões interessantes sobre quem ficou ou não ofendido, mas na realidade ninguém foi reclamar a policia, ou pedir a sr. Tatsuo para apagar as suas fotografias, portanto ao meu ver ninguém ficou muito ofendido.

 

Outra coisa, as pessoas tipicamente sobrevalorizam a sua imagem e a importância delas, é muito pouco que alguem ia usar uma grande angular para tirar uma fotografia para fins errados, para isso nao usava uma lente grande angular. Ninguem viu filmes onde policias andam com lentes do tamanho de uma espingarda?

 

Outra coisa, reparem que ninguém fala nos reporters que gravam vídeos para reportagens. Também podem "invadir espaço privado" mas ninguém reclama. E mesmo em Portugal a lei defende isso. Se eu for para rua tirar fotografias dos desconhecidos, mesmo se alguém reclamar posso ir a tribunal e ganhar o caso, porque a imagem pode apresentar interesse cultural. Claro que depende das fotografias e dos casos, mas lei pode proteger os fotografos tambem.

 

Estive a investigar a Fuji X100V e... Muitos review que vi deixaram me muito triste, porque as imagens sao fracas (nao por causa da camara, mas por causa do fotografo). Se querem tirar paisagens, retratos em casa, predios abandonados, força nisso. Mas não é justo criticar estilo, maneira, arte de alguem so por ser diferente. Por acaso aprecio arte dele e sei que custa fazer o que ele faz, e as fotos nao sao boas so porque ele espetou a camara na cara de alguem.

 

A reação da Fuji foi cómica, mas faz todo o sentido. Os especialistas da bancada que foram criticar o sr. Tatsou sao os potenciais compradores. O errado do lado da Fuji foi nao saber que maioria das maquinas que vende é para pessoas que adoram o "feel", o "touch", o "design" da camara, mas nao percebe um caneco da fotografia de rua... Alguns de fotografia em geral.

 

Gosto da marca, gosto do que eles fazem, mas pronto, no fim do dia é preciso pagar salários aos funcionários. É vida.

 

Resumindo, cada um que faça a sua arte.