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Foto

Flash para máquina fotográfica


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4 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 Adampt

Adampt

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Publicado 15 Março 2018 - 18:30

Boa tarde, 

sou novo por aqui e preciso da vossa ajuda para o seguinte:

tenho uma máquina fotográfica Canon 500D e preciso comprar um flash, mas como não estou muito familiarizado com este equipamento não sei qual será o melhor e quais as características a ter em conta.

 

Estive a ver o Yongnuo YN-560 III, o Yongnuo YN968N e o Yongnuo YN968EX-RT, mas não sei se algum destes será uma boa escolha, tendo em conta os preços, pois não posso investir muito.

 

Caso nenhum destes seja boa opção, o que me aconselham?

 

 

Desde já muito obrigado.

 

 




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Partilhar Post #2 Ego Zarolho

Ego Zarolho

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Publicado 15 Março 2018 - 18:44

Genericamente, a Yongnuo produz flashes de baixo preço, mas com qualidade e durabilidade perfeitamente adequados para uso amador - material que não é para ser tratado ao pontapé, e do qual eu não faria depender trabalho remunerado ou muito importante.

 

Tem uma gama vasta, desde flashes muito básicos até alguns com características/funcionalidades avançadas, praticamente ao nível dos topos de gama das grandes marcas. Portanto, é uma questão de escolher quais dessas características são importantes para o uso pretendido (manual, TTL, TTL remoto, controlo rádio, HSS, etc), e escolher em conformidade.

 

Atenção que vários modelos são compatíveis com triggers ou transceivers rádio da mesma marca, sendo que alguns flashes já t[em os receptores incluídos no próprio corpo. Algo muito simpático para quem usa o flash fora da máquina, e para quem usa múltiplos flashes. Também no capítulo de triggers e transceivers a Yongnuo tem ofertas para todo o tipo de funções que se pretendam.

 

Para uso amador acho esta marca fabulosa. Pelo preço de um flash Nikon ou Canon consegue-se comprar dois ou três destes, mais triggers, mais uns tripés e sombrinhas.

Para uso profissional, hesitaria. Embora, verdade seja dita, já tive três flashes Nikon e tenho dois Yongnuo. As duas avarias que me aconteceram, foram ambos com os Nikon...




IT Partilhar Post #3 Adampt

Adampt

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Publicado 16 Março 2018 - 12:05

Muito obrigado crocodilo,

 

o flash não é para uso profissional. É mais para tirar umas fotos a um grupo de desporto, incluindo dança, que faz algumas exibições em espaços fechados (pavilhões por exemplo), por isso penso que deve dar. Penso que também seria importante a intensidade da luz do flash adaptar-se automaticamente ao local (não sei qual a função que faz isto).

 

Agora não sei qual deles escolher... Qual me aconselha?

 

Tenho andado a pesquisar sobre TTL, E-TTL, HSS, etc, mas ainda não consegui perceber bem para que servem estas funções.




Partilhar Post #4 Ego Zarolho

Ego Zarolho

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Publicado 17 Março 2018 - 08:41

Começando pelo basico, o primeiro modo de funcionamento de um flash é em manual: o fotógrafo escolhe qual a fracção  de potencia que quer, e o flash quando detecta o disparo do obturado, despeja essa luminosidade, normalmente expressa em função da sua capacidade máxima: 1/1, 1/2, 1/4, 1/8, etc. Como é fácil perceber, a cada um destes degraus, corresponde um stop de luz. Todos os flashes normais conseguem operar neste modo, normalmente são reguláveis até 1/64 ou 1/128. Naturalmente, nem todos os flashes têm a mesma potência máxima, pelo que estes números não são directamente comparáveis de modelo para modelo (embora hoje em dia também não haja assim tanta diferença entre modelos fisicamente similares.

 

Subindo um degrau na escala da inteligência/funcionalidades, temos o TTL (ou iTTL, eTTL, etc., são designações específicas de cada marca), Through The Lens. O flash, quando solicitado e de forma quase instantânea, emite um pre-flash, a câmara vê quanta luz foi reflectida pelo objecto, calcula qual a potencia correcta, e então dispara o obturado e emite a quantidade de luz ajustada para produzir uma exposição "correcta". Isto permite que o fotografo não tenha que se preocupar em ajustar o flash, que na maioria das condições consegue encontrar uma boa solução de exposição, já atendendo aos parâmetros da máquina (ISO, abertura) e do objectivo (distancia, reflexividade). No entanto, como em todos os modos automáticos, há sempre factores que a máquina não consegue calcular, e muitas vezes o utilizador tem que introduzir compensações ou ajustes, como faria sempre que utiliza, por exemplo, o modo A e ajusta com a exposição de compensação.

 

Cada um destes modos apresenta vantagens e desvantagens, e é adequado ou desadequado para diferentes situações. Para o que referes, e sendo principiante, penso que o modo TTL te será bastante útil, até porque se destina principalmente a situações dinâmicas em que a distância ao objectivo está sempre a variar.

 

Por fim, nesta fase, existe o HSS, que é um modo de sincronismo rápido (na realidade, lento...) para permitir usar o flash acima da velocidade máxima de sincronismo de cada máquina (normalmente 1/200 ou 1/250, velocidades de obturador).

 

Atenção que iluminar espaços grandes e dist[ancias elevadas com um flash corriqueiro não é fácil: este tipo de aparelhos apenas consegue produzir uma dada quantidade de luz... provavelmente vais ter que usar ISOs elevados e grandes aberturas, até para equilibrar a luz do flash com a luz ambiente.

 

Nada disto é muito complicado, mas há que aprender algumas noções básicas.




Partilhar Post #5 _jn_

_jn_

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Publicado 17 Março 2018 - 14:07

Começando pelo basico, o primeiro modo de funcionamento de um flash é em manual: o fotógrafo escolhe qual a fracção  de potencia que quer, e o flash quando detecta o disparo do obturado, despeja essa luminosidade, normalmente expressa em função da sua capacidade máxima: 1/1, 1/2, 1/4, 1/8, etc. Como é fácil perceber, a cada um destes degraus, corresponde um stop de luz. Todos os flashes normais conseguem operar neste modo, normalmente são reguláveis até 1/64 ou 1/128. Naturalmente, nem todos os flashes têm a mesma potência máxima, pelo que estes números não são directamente comparáveis de modelo para modelo (embora hoje em dia também não haja assim tanta diferença entre modelos fisicamente similares.

 

Subindo um degrau na escala da inteligência/funcionalidades, temos o TTL (ou iTTL, eTTL, etc., são designações específicas de cada marca), Through The Lens. O flash, quando solicitado e de forma quase instantânea, emite um pre-flash, a câmara vê quanta luz foi reflectida pelo objecto, calcula qual a potencia correcta, e então dispara o obturado e emite a quantidade de luz ajustada para produzir uma exposição "correcta". Isto permite que o fotografo não tenha que se preocupar em ajustar o flash, que na maioria das condições consegue encontrar uma boa solução de exposição, já atendendo aos parâmetros da máquina (ISO, abertura) e do objectivo (distancia, reflexividade). No entanto, como em todos os modos automáticos, há sempre factores que a máquina não consegue calcular, e muitas vezes o utilizador tem que introduzir compensações ou ajustes, como faria sempre que utiliza, por exemplo, o modo A e ajusta com a exposição de compensação.

 

Cada um destes modos apresenta vantagens e desvantagens, e é adequado ou desadequado para diferentes situações. Para o que referes, e sendo principiante, penso que o modo TTL te será bastante útil, até porque se destina principalmente a situações dinâmicas em que a distância ao objectivo está sempre a variar.

 

Por fim, nesta fase, existe o HSS, que é um modo de sincronismo rápido (na realidade, lento...) para permitir usar o flash acima da velocidade máxima de sincronismo de cada máquina (normalmente 1/200 ou 1/250, velocidades de obturador).

 

Atenção que iluminar espaços grandes e dist[ancias elevadas com um flash corriqueiro não é fácil: este tipo de aparelhos apenas consegue produzir uma dada quantidade de luz... provavelmente vais ter que usar ISOs elevados e grandes aberturas, até para equilibrar a luz do flash com a luz ambiente.

 

Nada disto é muito complicado, mas há que aprender algumas noções básicas.

Excelente explicação agora é fazer, experimentar e comparar resultados.