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Superexpor e acertar no tratamento (RAW) - processar imagens superexpostas


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2 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 Flávio RB

Flávio RB

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Publicado 01 Outubro 2017 - 15:40

Ando estudando um pouco sobre processamento RAW e da facilidade de se recuperar altas luzes (para a maioria das câmeras).

 

Tudo começou com umas brincadeiras no clube de fotografia que eu chamo de "Saída orientada", mais precisamente na saída orientada Medição de luz (que se tornou um minicurso que ministro com certa regularidade).

 

Quando eu fotografava com filme, sempre ouvi que devíamos tomar muito cuidado com as altas luzes pois poderiam acontecer estouros que seriam impossíveis de se recuperar (verdade absoluta para quem usava cromo que tem latitude tonal reduzida).

 

Acontece que, com os sensores fotográficos essa história mudou, ao menos para quem grava os arquivos RAW. Onde é melhor expor mais uma foto e recuperar as altas luzes que expor de menos e recuperar as baixas (recuperar as baixas luzes trás ruído).

 

quando expomos mais tanto as altas luzes quanto as baixas ficam mais claras e temos a possibilidade de recuperar as altas luzes tratando o RAW, sem perder detalhes das baixas luzes.

 

Vamos para de enrolar e colocar um exemplo.

 

Foram feitas duas fotografias, ambas com medição pontual da luz apontando a área de medição para a parte branca da flor. Depois, peguei os arquivos e recuperei as altas luzes usando o programa Darktable (uso Linux e não tem Lightroom para Linux).

 

Na primeira foto (a esquerda na imagem) medi a pate branca e deixei o indicador do fotômetro em +3 e na segunda (a direita na imagem), ainda subi mais três terços de ponto, deixando a medição em +4 para a parte branca:

23467246368_6abcf21454_b.jpg

20170924_101.juntas by Flávio  Raphael Barcellos, no Flickr

 

O tratamento realizado nas fotos foi basicamente a redução das altas luzes. Sendo que na segunda foto (a da direita) tive que acertar um pouco a relação de contraste (diminuir) pois havia um estouro de alta luz que persistiria no JPEG.

 

Infelizmente as fotos não foram feitas como devido cuidado (estava sem tripé) e o foco não está no mesmo local para ambas.

 

Pode-se ver as fotos separadamente no meu flickr, nesse álbum.

 

Um amigo do clube de fotografia que participo, me informou que essa questão de medir para a direita (deixar mais luz entrar) e recuperar depois pode não ser válida para as câmeras Sony A7RII e Nikon D810/D850/D750. Confirmei isso para a Sony A7RII.

 

Eu escrevi um pouco sobre essa forma de media a luz em dois textos no meu blog/site:

Comentários são muito bem vindos.




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Partilhar Post #2 Fotugafia

Fotugafia

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Publicado 01 Outubro 2017 - 16:40

Bom artigo no entanto é como diz, medir nas luzes por forma a colocar o histograma à direita não é absolutamente válido nos sensores ISOLESS onde levantar a exposição à posteriori equivale a expor corretamente em termos de ruído (com a consequente diminuição da velocidade de disparo e/ou abertura). No caso concreto da a7R2, há uns saltos na gama ISO pelo que não é completamente ISOLESS. Esta característica abrange outras camaras com sensor Sony tais como Olympus e Fuji.




IT Partilhar Post #3 Flávio RB

Flávio RB

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Publicado 01 Outubro 2017 - 17:22

Bom artigo no entanto é como diz, medir nas luzes por forma a colocar o histograma à direita não é absolutamente válido nos sensores ISOLESS onde levantar a exposição à posteriori equivale a expor corretamente em termos de ruído (com a consequente diminuição da velocidade de disparo e/ou abertura). No caso concreto da a7R2, há uns saltos na gama ISO pelo que não é completamente ISOLESS. Esta característica abrange outras camaras com sensor Sony tais como Olympus e Fuji.

Muito obrigado.

Pesquisarei bem sobre os sensores ISOLESS. Para poder colocar uma informação bem clara no meu texto.