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Dicas para projetos fotográficos de grande fôlego


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32 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #21 Picacuca

Picacuca

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    • Novo projeto: "Walking Camera Project". Já anda na estrada (e na auto-estrada virtual).

Publicado 28 Fevereiro 2017 - 00:01

Já que se falou na Sally... http://www.thedailyb...l?src=longreads

 

 

Boa partilha essa, J_P_P, obrigado. Tive oportunidade de ler (na diagonal), esse mesmo artigo, partilhado por ti noutros locais, tal como li de fugida, outras partilhas que fizeste por lá.

E o principal motivo de ter lido tudo isso apenas transversalmente, apesar de ser muito interessante? Enquanto outros andaram (e ainda andam) a brincar ao carnaval, eu tenho andado a tratar dos seus "restos", que é o mesmo que dizer, das suas memórias.

 

Tem sido pois, um projeto de retratos com  tema "carnaval" o que me tem ocupado mais este mês, no que à fotografia diz respeito.

 

É que, não sendo este, um projeto de grande fôlego, foi no entanto um projeto para o qual necessitei de ter algum fôlego! :D

E agora, passadas as quatro sessões fotográficas oficiais programadas, a primeira versão definitiva já está disponível online. :D 
E como tal, podem aceder ao projeto, aqui. E podem criticar aqui! :D

 

E perguntas também se aceitam... :th_up:

 

Picacuca


Editado por Picacuca, 28 Fevereiro 2017 - 00:02 .



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Partilhar Post #22 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 06 Março 2017 - 09:12

E o principal motivo de ter lido tudo isso apenas transversalmente, apesar de ser muito interessante? Enquanto outros andaram (e ainda andam) a brincar ao carnaval, eu tenho andado a tratar dos seus "restos", que é o mesmo que dizer, das suas memórias.

 

 

É exactamente isto.

 

Para projectos estruturados, pensados, de longo prazo é a "perspectiva diferente" que os alimenta.

 

Primeiro, temos que pensar "fora da caixa", sem nos submetermos a ditames sociais, religiosos ou políticos (...é mais difícil do que parece...)

 

Depois, temos que abordar o mar de assuntos possíveis como fotógrafos. Quero dizer, tal como uma paisagem natural pode parecer triste e monótona quando iluminada por céu completamente nublado ao meio dia, também uma qualquer "paisagem social" (...se para aí apontamos...) aparecerá insossa se não for "iluminada" por uma luz interessante. Saber reconhecer quando se está perante essa "luz" é o dom do bom "fazedor de imagens".

 

Finalmente, somos humanos e tentamos (...presume-se...) mostrar como vemos o Mundo a outros humanos. Como humanos, temos cérebro, olhos e coração.

 

O segredo para qualquer forma de comunicação entre humanos, Fotografia especialmente incluída, é um bem ponderado balanço desses 3 recursos.

 

Quando "no ponto", deixa.se um marca indelével.

 

Fico extremamente curioso de ver os resultados da sua abordagem. Se tiverem que demorar alguns anos, que assim seja.

 

FK




IT Partilhar Post #23 Picacuca

Picacuca

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    • Novo projeto: "Walking Camera Project". Já anda na estrada (e na auto-estrada virtual).

Publicado 06 Março 2017 - 18:15


 

Fico extremamente curioso de ver os resultados da sua abordagem. Se tiverem que demorar alguns anos, que assim seja.

 

FK

 

 

Muito obrigado pela apreciação, FotoKhan.

 

Relativamente aos resultados, nem eu sei ainda o que vão ser...
Esta mini-série, em si mesma, ficou fechada aqui. Pode ser que resulte numa pequena mostra num painel colocado no local onde fiz os retratos, mas nem isso posso garantir.
Mas no entanto, nada me impede a voltar ao mesmo tema, com outras mini-séries... Que aliás, essas vão continuar certamente, embora neste momento, ainda não tenha local nem data programados para novas mini-séries deste género. Mas estou a tratar disso... :D

 

O meu projeto de grande fôlego, é como uma cebola, com muitas cascas semelhantes, e pertencentes a um mesmo corpo. E também me faz chorar de vez em quando. :D

Como também gosto de brincar com as palavras, vou dando vários nomes a cada uma dessas "cascas" do projeto, denominado genericamente de "Walking Camera Project". E esse sim, um projeto para a vida (pelo menos, enquanto eu tiver forças). Dentro dele, tenho depois a fotografia à lá minute, com diversos tipos de abordagens, desde as mais comerciais, passando pelas mais populares (retratos de feira), até a homenagens a outros tempos (podem ver aqui), e também essa abordagem, onde procuro linguagens um pouco mais "fora da caixa" para o género... Mas sempre fotografando com uma caixa! :D  

 

Do que quero deixar aqui registado da minha experiência: a abertura ao mundo, e a permanente disponibilidade para caminharmos com a nossa câmara... Ou fazermos caminhar a câmara, como preferirem ("walking Camera"). Sendo que, no meu caso, a palavra é puramente metafórica, até porque, como é bom de calcular, com a câmara com que eu trabalho neste projeto, não é fácil de caminhar... :D

 

Mas falo mesmo no aspeto simbólico: caminhar no sentido de descoberta do outro... E como "troco" dessa interação, da descoberta de nós próprios. 

 

Nos dias de hoje, com a rapidez da vida, também as interações entre as pessoas ficam, muitas vezes, mais virtuais e superficiais. E o mesmo se passa com o "estar".  A nossa presença, nem sempre é uma verdadeira presença: limita-se a um "ir ali fazer uma selfie, para pôr no FB". Mas nem se foi ali verdadeiramente (só lá foi o nosso corpo por momentos), nem foi feita uma verdadeira "selfie", já que, não nos estamos a fotografar verdadeiramente a nós, mas a um personagem, para consumo de rede social virtual... E que, ainda por cima, até pode despejar "likes" nessa imagem, mas não a "consome" verdadeiramente.  

Por outro lado, e enquanto fotógrafos, com a rapidez com que podemos fazer um click e fugir, muitos de nós nem param um pequeno momento que seja, para contactar verdadeiramente com os "objetos" das suas imagens... Não sabemos quem são. E continuamos sem saber... São apenas alguém (ou algo, tanto faz) que foi fixe estar ali, que ficou mesmo bem no boneco. E se fosse um boneco, um boneco realista, em vez de uma pessoa, seria a mesma coisa.

Ora, eu não quero isso. Nunca quis! Para mim, a fotografia não é um fim, é um meio. Se me importa o resultado, importa-me muito mais o processo, a interação, a vivência que conduziu àquele resultado, àquela memória. E essa vivência, perde-se um bocado com o (mau) hábito de "disparar" e ir embora...

 

Nada contra o digital, isto não tem que ver com processos fotográficos, mas com atitudes perante a imagem fotográfica. O digital, apenas facilita a progressão de alguns maus hábitos (enquanto que o analógico facilitaria outros)... 

Por outro lado, eu tenho uma personalidade que me dificulta certo tipo de abordagens mais interventivas perante as pessoas. Não as gosto de incomodar, prefiro ser eu "incomodado" (quero dizer "abordado") por elas.

Juntando todos este fatores, encontrei nesta abordagem, uma boa forma de reunir tudo o que eu desejava...

 

1 - Fazer fotografias com tempo, devagar, apreciando cada instante do processo e do ambiente...
2 - Interagir com os meus "objetos" fotográficos, que assim, deixam de ser objetos...
3 - Transmitir um pouco da minha paixão...
4 - Não incomodar ninguém, e ao contrário, proporcionar momentos de satisfação e relaxe, às pessoas que me abordem.

 

Destes 4 pontos, destaco especialmente o número 4, principalmente para crianças: é que, posso garantir a todos os pais, que através da minha "Fabulosa Máquina de Fazer Parar o Tempo", consigo pôr (e manter) as crianças quietas. :lol:


Picacuca


Editado por Picacuca, 06 Março 2017 - 18:51 .



Partilhar Post #24 ruicarv79

ruicarv79

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Publicado 07 Março 2017 - 08:52

Muito obrigado pela apreciação, FotoKhan.

 

Relativamente aos resultados, nem eu sei ainda o que vão ser...
Esta mini-série, em si mesma, ficou fechada aqui. Pode ser que resulte numa pequena mostra num painel colocado no local onde fiz os retratos, mas nem isso posso garantir.
Mas no entanto, nada me impede a voltar ao mesmo tema, com outras mini-séries... Que aliás, essas vão continuar certamente, embora neste momento, ainda não tenha local nem data programados para novas mini-séries deste género. Mas estou a tratar disso... :D

 

O meu projeto de grande fôlego, é como uma cebola, com muitas cascas semelhantes, e pertencentes a um mesmo corpo. E também me faz chorar de vez em quando. :D

Como também gosto de brincar com as palavras, vou dando vários nomes a cada uma dessas "cascas" do projeto, denominado genericamente de "Walking Camera Project". E esse sim, um projeto para a vida (pelo menos, enquanto eu tiver forças). Dentro dele, tenho depois a fotografia à lá minute, com diversos tipos de abordagens, desde as mais comerciais, passando pelas mais populares (retratos de feira), até a homenagens a outros tempos (podem ver aqui), e também essa abordagem, onde procuro linguagens um pouco mais "fora da caixa" para o género... Mas sempre fotografando com uma caixa! :D  

 

Do que quero deixar aqui registado da minha experiência: a abertura ao mundo, e a permanente disponibilidade para caminharmos com a nossa câmara... Ou fazermos caminhar a câmara, como preferirem ("walking Camera"). Sendo que, no meu caso, a palavra é puramente metafórica, até porque, como é bom de calcular, com a câmara com que eu trabalho neste projeto, não é fácil de caminhar... :D

 

Mas falo mesmo no aspeto simbólico: caminhar no sentido de descoberta do outro... E como "troco" dessa interação, da descoberta de nós próprios. 

 

Nos dias de hoje, com a rapidez da vida, também as interações entre as pessoas ficam, muitas vezes, mais virtuais e superficiais. E o mesmo se passa com o "estar".  A nossa presença, nem sempre é uma verdadeira presença: limita-se a um "ir ali fazer uma selfie, para pôr no FB". Mas nem se foi ali verdadeiramente (só lá foi o nosso corpo por momentos), nem foi feita uma verdadeira "selfie", já que, não nos estamos a fotografar verdadeiramente a nós, mas a um personagem, para consumo de rede social virtual... E que, ainda por cima, até pode despejar "likes" nessa imagem, mas não a "consome" verdadeiramente.  

Por outro lado, e enquanto fotógrafos, com a rapidez com que podemos fazer um click e fugir, muitos de nós nem param um pequeno momento que seja, para contactar verdadeiramente com os "objetos" das suas imagens... Não sabemos quem são. E continuamos sem saber... São apenas alguém (ou algo, tanto faz) que foi fixe estar ali, que ficou mesmo bem no boneco. E se fosse um boneco, um boneco realista, em vez de uma pessoa, seria a mesma coisa.

Ora, eu não quero isso. Nunca quis! Para mim, a fotografia não é um fim, é um meio. Se me importa o resultado, importa-me muito mais o processo, a interação, a vivência que conduziu àquele resultado, àquela memória. E essa vivência, perde-se um bocado com o (mau) hábito de "disparar" e ir embora...

 

Nada contra o digital, isto não tem que ver com processos fotográficos, mas com atitudes perante a imagem fotográfica. O digital, apenas facilita a progressão de alguns maus hábitos (enquanto que o analógico facilitaria outros)... 

Por outro lado, eu tenho uma personalidade que me dificulta certo tipo de abordagens mais interventivas perante as pessoas. Não as gosto de incomodar, prefiro ser eu "incomodado" (quero dizer "abordado") por elas.

Juntando todos este fatores, encontrei nesta abordagem, uma boa forma de reunir tudo o que eu desejava...

 

1 - Fazer fotografias com tempo, devagar, apreciando cada instante do processo e do ambiente...
2 - Interagir com os meus "objetos" fotográficos, que assim, deixam de ser objetos...
3 - Transmitir um pouco da minha paixão...
4 - Não incomodar ninguém, e ao contrário, proporcionar momentos de satisfação e relaxe, às pessoas que me abordem.

 

Destes 4 pontos, destaco especialmente o número 4, principalmente para crianças: é que, posso garantir a todos os pais, que através da minha "Fabulosa Máquina de Fazer Parar o Tempo", consigo pôr (e manter) as crianças quietas. :lol:


Picacuca

É mesmo disso que eu estou a precisar, Picacuca! O meu miúdo não pára quieto. Quando vens ao Porto?  :D




Partilhar Post #25 LealG

LealG

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Publicado 07 Março 2017 - 12:43

 

Destes 4 pontos, destaco especialmente o número 4, principalmente para crianças: é que, posso garantir a todos os pais, que através da minha "Fabulosa Máquina de Fazer Parar o Tempo", consigo pôr (e manter) as crianças quietas. :lol:


Picacuca

 

Abençoado cavalinho de madeira  :D

 

João, perdi-me nos links do "podem ver aqui" e "aqui"  :D, de qualquer forma é uma teia agradável 

 

Não vou dizer muito. Só dar os parabéns pelo projecto que considero bastante interessante, nomeadamente essa vertente da fotografia à lá minute e esperar pelo dia em que me dês a honra de ser fotografado por ti e presenciar esse processo (Acho que te vou dar mais trabalho que as crianças  :lol: )

 

Abraço

:th_up:




IT Partilhar Post #26 Picacuca

Picacuca

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Publicado 08 Março 2017 - 12:56

É mesmo disso que eu estou a precisar, Picacuca! O meu miúdo não pára quieto. Quando vens ao Porto?  :D

 

 

Quem sabe, em breve... Para já, o que posso garantir é que irei por motivos familiares (mas não necessariamente bons), e em trabalho, é uma questão de surgir uma oportunidade... Obrigado pela apreciação. :th_up:
 

 

Abençoado cavalinho de madeira  :D

 

João, perdi-me nos links do "podem ver aqui" e "aqui"  :D, de qualquer forma é uma teia agradável 

 

Não vou dizer muito. Só dar os parabéns pelo projecto que considero bastante interessante, nomeadamente essa vertente da fotografia à lá minute e esperar pelo dia em que me dês a honra de ser fotografado por ti e presenciar esse processo (Acho que te vou dar mais trabalho que as crianças  :lol: )

 

Abraço

:th_up:

 

 

Pois é... Mas eu sou mesmo assim: com links para todo o lado... 
Estou cheio de referências, isto deve ser da idade, sempre a reportar-me a situações da minha infância e juventude.... Disto e daquilo... E, não raramente, esqueço-me do que comi ontem. Ou hoje...

 

Esta ideia de fazer fotografias à lá minute, surgiu-me já há uns bons 20 anos (pelo menos). Mas em princípio, a ideia era a de fazer somente um projeto fotográfico com princípio e fim, trabalhando com o cavalinho, mas com a ideia de o desconstruir.

E nas minhas primeiras saídas com esta câmara, cheguei a fazer um pouco isso, em colaboração com uma amiga (o cavalinho é dela), mas acabei por não desconstruir demasiado (pelo menos, não ao ponto que eu queria). No entanto, essa colaboração acabou... A amiga é mais amiga do digital e da memória do cavalinho, e continuou com ele, mas a fotografar em digital... Eu dava mais importância à minha máquina (deu-me muita dor de cabeça a construir), isso além da parte didática que tem este processo fotográfico... E quando fiquei sozinho a trabalhar nisto, acabei por esquecer o dito cavalinho. E a princípio, apenas por uma questão prática: mais uma coisa para carregar... E um homem não é de ferro!

O certo é que, a ausência do cavalinho acabou por me libertar para outras abordagens, e agora, a imaginação é o limite! 

 

Mais oportunidades se esperam, portanto. Mas entretanto, aproveito para informar a todos que vou estar, já nesta sexta-feira (dia  10 de março) no jardim do Príncipe Real (Lisboa), com a minha "Fabulosa Máquina..." E no sábado, embora sem a "Fabulosa Máquina", mas somente comigo mesmo, vou fazer uma pequena apresentação deste meu projeto, na Casa das Histórias, da Paula Rego. É neste evento (mais um link).

PS: parece que agora não é permitido usar mais que um certo número de "smiles"... Como tal (e em sinal de protesto), apaguei todos! E pronto! Se censuram sorrisos, então não os têm de mim! (isto é um "smile" invisível)

 

Picacuca
 




Partilhar Post #27 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 09 Março 2017 - 09:08

Muito obrigado pela apreciação, FotoKhan.

 

Relativamente aos resultados, nem eu sei ainda o que vão ser...
Esta mini-série, em si mesma, ficou fechada aqui. Pode ser que resulte numa pequena mostra num painel colocado no local onde fiz os retratos, mas nem isso posso garantir.
Mas no entanto, nada me impede a voltar ao mesmo tema, com outras mini-séries... Que aliás, essas vão continuar certamente, embora neste momento, ainda não tenha local nem data programados para novas mini-séries deste género. Mas estou a tratar disso... :D

 

O meu projeto de grande fôlego, é como uma cebola, com muitas cascas semelhantes, e pertencentes a um mesmo corpo. E também me faz chorar de vez em quando. :D

Como também gosto de brincar com as palavras, vou dando vários nomes a cada uma dessas "cascas" do projeto, denominado genericamente de "Walking Camera Project". E esse sim, um projeto para a vida (pelo menos, enquanto eu tiver forças). Dentro dele, tenho depois a fotografia à lá minute, com diversos tipos de abordagens, desde as mais comerciais, passando pelas mais populares (retratos de feira), até a homenagens a outros tempos (podem ver aqui), e também essa abordagem, onde procuro linguagens um pouco mais "fora da caixa" para o género... Mas sempre fotografando com uma caixa! :D  

 

Do que quero deixar aqui registado da minha experiência: a abertura ao mundo, e a permanente disponibilidade para caminharmos com a nossa câmara... Ou fazermos caminhar a câmara, como preferirem ("walking Camera"). Sendo que, no meu caso, a palavra é puramente metafórica, até porque, como é bom de calcular, com a câmara com que eu trabalho neste projeto, não é fácil de caminhar... :D

 

Mas falo mesmo no aspeto simbólico: caminhar no sentido de descoberta do outro... E como "troco" dessa interação, da descoberta de nós próprios. 

 

Nos dias de hoje, com a rapidez da vida, também as interações entre as pessoas ficam, muitas vezes, mais virtuais e superficiais. E o mesmo se passa com o "estar".  A nossa presença, nem sempre é uma verdadeira presença: limita-se a um "ir ali fazer uma selfie, para pôr no FB". Mas nem se foi ali verdadeiramente (só lá foi o nosso corpo por momentos), nem foi feita uma verdadeira "selfie", já que, não nos estamos a fotografar verdadeiramente a nós, mas a um personagem, para consumo de rede social virtual... E que, ainda por cima, até pode despejar "likes" nessa imagem, mas não a "consome" verdadeiramente.  

Por outro lado, e enquanto fotógrafos, com a rapidez com que podemos fazer um click e fugir, muitos de nós nem param um pequeno momento que seja, para contactar verdadeiramente com os "objetos" das suas imagens... Não sabemos quem são. E continuamos sem saber... São apenas alguém (ou algo, tanto faz) que foi fixe estar ali, que ficou mesmo bem no boneco. E se fosse um boneco, um boneco realista, em vez de uma pessoa, seria a mesma coisa.

Ora, eu não quero isso. Nunca quis! Para mim, a fotografia não é um fim, é um meio. Se me importa o resultado, importa-me muito mais o processo, a interação, a vivência que conduziu àquele resultado, àquela memória. E essa vivência, perde-se um bocado com o (mau) hábito de "disparar" e ir embora...

 

Nada contra o digital, isto não tem que ver com processos fotográficos, mas com atitudes perante a imagem fotográfica. O digital, apenas facilita a progressão de alguns maus hábitos (enquanto que o analógico facilitaria outros)... 

Por outro lado, eu tenho uma personalidade que me dificulta certo tipo de abordagens mais interventivas perante as pessoas. Não as gosto de incomodar, prefiro ser eu "incomodado" (quero dizer "abordado") por elas.

Juntando todos este fatores, encontrei nesta abordagem, uma boa forma de reunir tudo o que eu desejava...

 

1 - Fazer fotografias com tempo, devagar, apreciando cada instante do processo e do ambiente...
2 - Interagir com os meus "objetos" fotográficos, que assim, deixam de ser objetos...
3 - Transmitir um pouco da minha paixão...
4 - Não incomodar ninguém, e ao contrário, proporcionar momentos de satisfação e relaxe, às pessoas que me abordem.

 

Destes 4 pontos, destaco especialmente o número 4, principalmente para crianças: é que, posso garantir a todos os pais, que através da minha "Fabulosa Máquina de Fazer Parar o Tempo", consigo pôr (e manter) as crianças quietas. :lol:


Picacuca

 

Dizia o outro, no filme: "Ah, the sweet smell of napalm in the morning", digo eu, aqui:

 

Ah, o maravilhoso cheirinho do discurso articulado, das ideias bem desenvolvidas de manhã, aqui sentado, em frente ao meu computador :)

 

(...se não se põe a pau, ainda leva com algum colaborador a dizer que isto tem linhas a mais, que, bom, bom são 1 ou 2 linhas em Twitters ou Facebooks...)

 

O Picacuca está, decidamente, bem encaminhado...Vá-nos dando conta dos projectos executados. Fico bem curioso.

 

(Que pena...Vi o "link" para o evento na "Casa da Música"...Poderia lá ir (...a pé!...) e não faltaria com toda a certeza mas, logo tinha que ir voar no Sábado de manhã...Rats!...)


Editado por FotoKhan, 09 Março 2017 - 09:09 .



IT Partilhar Post #28 Picacuca

Picacuca

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Publicado 09 Março 2017 - 13:23

Dizia o outro, no filme: "Ah, the sweet smell of napalm in the morning", digo eu, aqui:

 

Ah, o maravilhoso cheirinho do discurso articulado, das ideias bem desenvolvidas de manhã, aqui sentado, em frente ao meu computador :)

 

(...se não se põe a pau, ainda leva com algum colaborador a dizer que isto tem linhas a mais, que, bom, bom são 1 ou 2 linhas em Twitters ou Facebooks...)

 

O Picacuca está, decidamente, bem encaminhado...Vá-nos dando conta dos projectos executados. Fico bem curioso.

 

(Que pena...Vi o "link" para o evento na "Casa da Música"...Poderia lá ir (...a pé!...) e não faltaria com toda a certeza mas, logo tinha que ir voar no Sábado de manhã...Rats!...)

 

 

 

Novamente muito obrigado, FotoKan, pelo cheirinho que sentiste. :)

 

Quanto ao excesso de linhas, em tempos levei observações dessas (e não tão poucas), precisamente aqui no fórum. Mas como tenho dado umas "férias" a comentários, espero estar de momento de novo com crédito de linhas para escrever. :lol:

 

Mas não querendo gastar já todo esse crédito, deixo apenas duas observações que considero pertinentes: o evento a que eu vou, é na "Casa das Histórias - Paula Rego", não é na "Casa da Música". Não é que eu me importasse de lá ir, que por acaso ainda não conheço tal edifício presencialmente  (falha grave na minha cultura geral), mas somente porque, a casa das Histórias é em Cascais, não no Porto... São um bocadinho distantes, uma da outra... :lol:

 

A outra observação: tal como nas redes sociais, aqui somos todos amigos, portanto, agradeço que me tratem por TU, apesar de me chamarem nomes esquisitos, tais como "Picacuca" (mas a culpa disso é minha)! :lol:

 

 

Picacuca 


Editado por Picacuca, 09 Março 2017 - 17:05 .



Partilhar Post #29 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 09 Março 2017 - 14:20

Novamente muito obrigado, FotoKan, pelo cheirinho que sentiste. :)

 

Quanto ao excesso de linhas, em tempos levei observações dessas (e não tão poucas), precisamente aqui no fórum. Mas como tenho dado umas "férias" a comentários, espero estar de momento de novo com crédito de linhas para escrever. :lol:

 

Mas não querendo gastar já todo esse crédito, deixo apenas duas observações que considero pertinentes: o evento a que eu vou, é na "Casa das Histórias - Paula Rego", não é na "Casa da Música". Não é que eu me importasse de lá ir, que por acaso ainda não conheço tal edifício presencialmente  (falha grave na minha cultura geral), mas somente porque, a casa das Histórias é em Cascais, não no Porto... São um bocadinho distantes, uma da outra... :lol:

 

A outra observação: tal como nas redes sociais, aqui somos todos amigos, portanto, agradeço que me tratem por TU, apesar de me chamarem nomes esquisitos, tais como "Picacuca" (mas a culpa disso é minha)! :lol:

 

 

Picacuca 

 

Claro, a Casa das Histórias - Paula Rego, a que está a 500 metros de mim...A "Casa da Música" foi a minha disgrafia/disclavia funcional a fazer das suas... :pout:

 

(...e, ir lá a pé, 300 e tal quilómetros, tá quieto...) :)

 

FK


Editado por FotoKhan, 09 Março 2017 - 14:22 .



IT Partilhar Post #30 Picacuca

Picacuca

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Publicado 09 Março 2017 - 17:13

Claro, a Casa das Histórias - Paula Rego, a que está a 500 metros de mim...A "Casa da Música" foi a minha disgrafia/disclavia funcional a fazer das suas... :pout:

 

(...e, ir lá a pé, 300 e tal quilómetros, tá quieto...) :)

 

FK

 

 

Como vais voar de manhã, até nem seria assim problema tão grave, a parte onde eu entro só começa às 15:00h, daria tempo de chegares lá, penso eu... Dependendo do tipo de aparelho de voo, claro está! 

 

De qualquer forma, só por mim nem vale a pena irem, já que eu vou só ter direito a 5 minutos de palco, e muito mais que aquilo que poderei lá explicar, eu já expliquei aqui. Mas há outros projetos, muito interessantes para ver (e ouvir). Digo eu, que não os conheço, mas acredito firmemente que sim. E também estou curioso...

 

E por falar em projetos: não há por aí outros? Ou vou continuar a falar só dos meus? E depois queixem-se que falo de mais!  :lol: 

 

 

Picacuca




Partilhar Post #31 Bazaroco

Bazaroco

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Publicado 02 Junho 2017 - 14:23

Obrigado pelos teus "inputs" Picacuca. Para além do óbvio problema de não saber comonconstruir uma narrativa, tenho também convivido com os problemas que descreves e qua assinalei a negrito. É de facto muito difícil encontrar interesse fotográfico quando a esmagadora maioria do tempo estou com meu filho em casa e é lá que o fotografo. Ainda por cima vivo num apartamento ranhoso e com má luz. Mas sei se é isso mesmo que tenho de fotografar.

Depois, a questão pai vs fotógrafo é um desafio também. Não é fácil despir o fato de pai.  :)

Enfim, vou fotografando que isto ainda agora começou... para o bem e para o mal.  :)

 

JPP e DiegoV, obrigado pelos links da Sally Mann. Fotografias muito bonitas, sem dúvida. Talvez ainda mande vir o livro.  :th_up:

 

Para esse género de fotografia também sigo muito o Alain Laboile, inclusive já tenho 2 livros dele. Segue link: https://www.lenscult...m/alain-laboile

Também a Kata Sedlak percebe bem do assunto: http://www.katasedlak.com/

 

Os meus filhos também são o meu "projeto" e percebo a dificuldade relativamente à motivação e ao cenário. O que para mim funciona realmente melhor é pegar na máquina e começar a disparar. Caso esteja inspirado irão quase sempre sair algumas boas fotografias. Se não estiver....é tentar noutra altura.




Partilhar Post #32 nbplopes

nbplopes

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Publicado 09 Junho 2017 - 09:55

Os meus filhos também são o meu "projeto" e percebo a dificuldade relativamente à motivação e ao cenário. O que para mim funciona realmente melhor é pegar na máquina e começar a disparar. Caso esteja inspirado irão quase sempre sair algumas boas fotografias. Se não estiver....é tentar noutra altura.


+1

Editado por nbplopes, 09 Junho 2017 - 09:55 .



Partilhar Post #33 kib1maf

kib1maf

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    • Amador curioso

Publicado 27 Junho 2017 - 16:06

Para nós amadores mas apaixonados pela fotografia,  que temos a felicidade e de ter filho(s), é quase inevitável que o vejamos como um projecto a longo prazo, e não é só na fotografia.

Fotografia é vida, é emoção e o modo como a vivemos acaba por transparecer nas imagens. Eu não tenho um plano para a vida da minha filha, eu não penso a mais que 1 ano, desculpem mas não penso, não não sei se vou ter dinheiro para lhe por um aparelho nos dentes, não, não sei se vou ter como lhe pagar os estudos, não não sei se vou ter dinheiro para lhe pagar a carta, se penso nisso? claro, acabei de o fazer mas não mudo o meu dia-a-dia com ela a pensar nisso.

Um projecto fotográfico a longo prazo, para alguém que pensa assim é uma utopia?  Cabe a cada um responder, o certo é que não é fácil, ao contrário do que alguém aqui disse, para fotografar os nossos filhos, é necessária muita cumplicidade, muita sintonia e um enorme prazer diluído na paciência.

Que historia queres contar? dos risos que lhes provocaste? das brincadeiras que lhes proporcionaste? das viagens em que os levaste? das emoções que lhes transmitiste? Então o projecto és tu e não eles.