Obrigado Picacuca. Por acaso já tinha dado uma vista de olhos no artigo. Inevitavelmente, é um pouco generalista. Gostava muito de saber mais sobre a elaboração de projectos de longo termo. Sinto que não sei nada sobre o assunto e não tenho experiência em "contar histórias". Pena porque acho que me fazia falta para construir alguma coisa à volta do tema da minha vida, que é o meu filho. 
ruicav79, se é sobre a vida do teu filho que queres falar, talvez não seja assim tão difícil... É só ires fotografando, em vários momentos, sem forçar, mas também sem te esqueceres. E vai dar trabalho para anos, isso é garantido!
Há uma grande referência nesse género de fotos de família, infelizmente não me consigo recordar do nome da senhora (é uma fotógrafa), mas o DiegoV tem a memória mais fresca, já ai vem dar uma ajuda.
Mas olha, eu estou a falar, mas por acaso também ando com esse tipo de dificuldades relativamente a uma série de imagens que estou a querer fazer. No meu caso, não são relativas a filhos, porque não tenho filhos, mas ando já há algum tempo com ideias de fazer umas imagens ao estilo alternativo, com memórias da minha mãe (que já faleceu),e outra série com o meu pai (ainda vivo). Mas as coisas não me têm saido... E então o que é que eu comecei a fazer: comecei a improvisar... E a fotografar algumas situações sem pensar muito, apenas por achar piada... É isso que eu sempre faço, quando não sei o que fazer...
Eu tenho uma pequena (grande) maquininha de bolso, uma Leica D-Lux (que por acaso, já está a começar a acusar desgaste)... E o que é que eu faço: há dias em que vou dar voltas à cidade, só mesmo para ver e fotografar o que me apetece. Mesmo sem objetivo... E com isso, já tenho conseguido umas ideias para agarrar em histórias... E há relativamente pouco tempo, resolvi começar a fazer isso também em casa. Uma voltinha aqui, outra ali, observando a casa...
É que, às vezes, de tanto estarmos habituados ao nosso ambiente, já nem vemos nada com interesse fotográfico. É preciso forçarmo-nos! Por isso, o que te posso aconselhar, é que comeces por te forçar a fotografar o teu filho, com se fosses um estranho. Do tipo: aproximação furtiva, para ver se ele não te topa, coisas assim. E depois, com o tempo, quando quiseres fotografá-lo começas a aproximar-te mais enquanto fotógrafo, e não tanto enquanto pai...
Não sei se esta dica foi útil, mas comigo está a funcionar. 
Picacuca