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Foto

A dieta de um fotografo.


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80 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #21 APedro

APedro

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Publicado 07 Janeiro 2017 - 22:25

Umm. Por vezes fico com a sensação que seja o que partilhe no forum, fotos minhas ou de terceiros, um ou outro discurso pessoal, nunca tem nada a haver nada.

 

Apenas estava a responder a isto:

 

"Tudo o resto que não seja isto é barulho."

 

Não me parece que isto que partilho seja barulho. E pese embora partilhe alguns elementos da dieta do design e da emoção, nem todos, tem muito mais que a dieta e é isso que me interessa ... pessoalmente. Interessa-me o que está para lá da dieta do "pacote". Claro que numa foto ou série de fotos quando não há nem uma coisa nem outra ...

 

Posso dizer isto? Faz sentido ou não faz?

 

Fica bem.

 

Lê lá o teu comentário.

 

Nós nunca podemos ter a certeza do tom de um determinado comentário assim como a forma como é interpretado.

 

Lendo este comentário fico com a ideia de que te estás a queixar da forma como se tem em conta as tuas intervenções neste fórum assim como a partir do princípio que eu acho que o que tu partilhas é barulho.

 

Eu assumo que neste tipo de comentários tendo a partir à defensiva. 

 

São mal entendidos que cara a cara não se geram.

 

Eu respeito embora não consiga compreender todos os tipos de fotografia/arte.

 

Não por falta de vontade mas principalmente e, volto a repetir, por falta de alguma cultura/conhecimento na área.

 

Por exemplo, eu gosto de procurar vários sentidos e intenções implícitas nos registos mas só se se fizerem acompanhar de certos componentes mais concretos, mais explícitos.

 

Muitos dos registos que tu partilhas eu não os comento porque não os compreendo. 

 

Como é óbvio a responsabilidade não é tua.

 

Alguns desses registos partilham um certo abstracionismo, à imagem do vídeo que aqui partilhaste.

 

Gosto muito de algo que me faça pensar sobre mim mas quando "consumo" algo que entendo como arte, gosto de perceber a intenção, a visão do artista.

 

Vi ali umas fotografias típicas de férias de família, outra em particular de uma espécie de protesto, outras com cores aguerridas e formas meias disformes onde, pelo menos eu, não vislumbro algo conhecido, algo explícito.

 

Vi algumas muito boas, destaco a da flor em grande plano com uma mulher muçulmana ao fundo. Achei-a muito boa.

 

Mas esta, ao contrário das outras, é bem explicita, é bem explicito o motivo do disparo.

 

As primeiras, se forem enquadradas num trabalho, num contexto, têm o seu sentido. Sem isso são apenas fotografias documentais iguais as que tenho em casa, de quando era miúdo. No fundo todas servem como prova documental mas, sem os tais elementos óbvios, concretos, estes sim pertencentes ao autor e que somados engrandecem o registo, são apenas isso, uma prova documental.

 

Não sei se me fiz entender.

 

Edit: Não cheguei a ver o vídeo todo e à primeira vez nem sabia que tinha som. Só agora percebi que há um contexto.


Editado por APedro, 07 Janeiro 2017 - 22:30 .



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Partilhar Post #22 nbplopes

nbplopes

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Publicado 07 Janeiro 2017 - 22:36

Parece que minha intervenção não veio a propósito do vídeo e comentário. Em cima disto expliquei-me mal. Minha culpa.

 

Excelente ano para vcs e boas dietas.

 

Abraço.

 

PS: Rui, vou certamente trabalhar essa matéria.

 

EDIT:

 

A razão porque para si "é isto" é, precisamente, porque contém, em abundância maciça, o descrito pelo Craig Semetko.

 

Porque tem "alma" uma entrega do fotógrafo ao assunto, uma intimidade que ultrapassa o design ou o punch line  (intimidade é coisa que o vídeo não fala por exemplo). Mas diga-se passagem, se fizermos tudo o que a dieta prescreve já se é um fotógrafo do caraças. Mas para ser-se melhor que isso se calhar a dieta ainda mais reduzida  no design e eventualmente conter um ou outro ingrediente que não é indicado ... não sei.


Editado por nbplopes, 08 Janeiro 2017 - 01:30 .



Partilhar Post #23 nbplopes

nbplopes

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Publicado 07 Janeiro 2017 - 23:00

Vi algumas muito boas, destaco a da flor em grande plano com uma mulher muçulmana ao fundo. Achei-a muito boa.

 

Mas esta, ao contrário das outras, é bem explicita, é bem explicito o motivo do disparo.

 

As primeiras, se forem enquadradas num trabalho, num contexto, têm o seu sentido. Sem isso são apenas fotografias documentais iguais as que tenho em casa, de quando era miúdo. 

 

....

 

Ok.


Editado por nbplopes, 07 Janeiro 2017 - 23:02 .



Partilhar Post #24 _jn_

_jn_

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Publicado 07 Janeiro 2017 - 23:06

O vídeo da Laura é uma obra prima. Tem de ser visto e ouvido com auscultadores! Já o tinha visto  e já vi muitas vezes.




Partilhar Post #25 manuelsousa

manuelsousa

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Publicado 08 Janeiro 2017 - 15:59

Parece que minha intervenção não veio a propósito do vídeo e comentário. Em cima disto expliquei-me mal. Minha culpa.

 

Excelente ano para vcs e boas dietas.

 

Abraço.

 

PS: Rui, vou certamente trabalhar essa matéria.

 

EDIT:

 

 

 

Porque tem "alma" uma entrega do fotógrafo ao assunto, uma intimidade que ultrapassa o design ou o punch line  (intimidade é coisa que o vídeo não fala por exemplo). Mas diga-se passagem, se fizermos tudo o que a dieta prescreve já se é um fotógrafo do caraças. Mas para ser-se melhor que isso se calhar a dieta ainda mais reduzida  no design e eventualmente conter um ou outro ingrediente que não é indicado ... não sei.

 

A "dieta" é uma treta. Prescrições (no sentido de receitas) servem para farmácias.
 
Por outro lado, isto: "uma entrega do fotógrafo ao assunto, uma intimidade que ultrapassa o design ou o punch line" é na minha opinião um comentário bastante refrescante e positivo.
 
O relacionamento com as coisas ou pessoas que se fotografa. Se há uma dieta (i.e. um regime alimentar) eu diria que esse regime deve estar cheio do conhecimento do outro, do que se fotografa, do porquê se fotografa, das histórias que se quer contar, das histórias que é importante contar, etc., do que se mistura e do que nasce nesse relacionamento.
 
Independentemente de tudo o resto, na minha opinião, abordagens que pretendem reduzir, limitar, prescrever, etc., o que a fotografia é suposto ser, não são particularmente interessantes.
 
Até o termo "dieta" que normalmente no senso comum implica uma restrição ou redução terapêutica do que se ingere... pelo contrário, se há algo que faz bem é abrir os horizontes ao consumo do mais e variado possível em grandes quantidades! Abaixo as dietas criativas!  ;) :)
 
Abraços e um excelente 2017!
 
MS



Partilhar Post #26 ruicarv79

ruicarv79

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Publicado 08 Janeiro 2017 - 21:07

"As regras foram feitas para se quebrar". Eu acrescentaria, que as dietas também.  :D

Não que ache a referida dieta má, mas, como qualquer dieta ou receita, não consegue abarcar uma imensidão de dimensões, algumas delas "indietáveis/inreceitáveis".

Se assim não fosse, qualquer um podia reproduzir o que grandes autores fizeram, bastava seguir a receita, não é verdade?  ^_^

O desafio fica, fazer o melhor que uma receita pode fazer.




Partilhar Post #27 FotoKhan

FotoKhan

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Publicado 09 Janeiro 2017 - 00:27

A "dieta" é uma treta. Prescrições (no sentido de receitas) servem para farmácias.
 
Independentemente de tudo o resto, na minha opinião, abordagens que pretendem reduzir, limitar, prescrever, etc., o que a fotografia é suposto ser, não são particularmente interessantes.
 
 
MS


E no entanto, há muito boa gente a tratar da vidinha com prescrições em receitas-letra-de-forma aos balcões desses hospitais-faculdade a que chamam "Cursos de Fotografia".

...mas como são cursos certicados dos Sistemas Nacionais de Saúde Visual e os pacientes carneiros de bolsa aberta, os Catedráticos, dessas receitas, já gostam.

Gostam tanto que, se produzidas e tomadas as pílulas em incestuouso circuito fechado terapêutico-criativo, até laureamentos milagrosos são garantidos.

FK


Partilhar Post #28 J_P_P

J_P_P

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Publicado 09 Janeiro 2017 - 01:13

Bem...ha cursos e cursos...muitos são até diria os mais comuns, de técnica e pouco mais. Isto em Workshops...alguns fogem disso, mas em menor quantidade, parece-me .

 

Cursos de Longa duração, é outra história dos que vão havendo...




Partilhar Post #29 nbplopes

nbplopes

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Publicado 09 Janeiro 2017 - 09:11

Fotografia é uma linguagem que tem uma gramática assim como a que é usada para escrever poemas e histórias. É uma certa gramática que a imagem fotográfica não consegue escapar. Composta por luz, penumbra e escuridão que transforma o espaço a 3 dimensões (ou mais) num a duas dimensões. Este é um problema de difícil de resolução pois trata de transpor o mundo onde nos deslocamos para uma superfície rasa. Temos que saber como o mundo que observamos a 3 dimensões vai parecer num num outro a 2 dimensões. Para tal é necessários reconhecer as multiplas camadas do espaço a 3 dimensões por forma a obter algo simples deixando de fora elementos que pese embora possam ser importantes no mundo tridimensional, quando transposto para duas dimensões transformam-se em ruído visual. Por outro lado não se trata de uma linguagem exacta (design language se quiser).

A essência de uma boa fotografia é o mistêrio. Não sabemos exactamente o que o fotógrafo pretende dizer mas temos uma impressão, sentimento ou emoção sobre aquilo que pretende dizer. O fotógrafo liga elementos dispares assim como um poeta liga para escrever os seus poemas (“Amor é fogo que arde sem se ver”). Basicamente destila a linguagem e informação visual, seleccionando apenas o necessário para se obter a tal ressonância emocional junto do observador.

Podemos usar o nosso intelecto para analisar esta gramática, aprender padrões e criar design fórmulas (algebra visual, design elements) por forma a replicar alguns resultados (como a do cavalo) deixando as variáveis marcar a diferença no resultado final. Podemos intelectualizar sobre isso. Assim como se faz na literatura. É importante o conhecimento. Há pessoas que "escrevem" muito bem assim.

Charleston+Horse+Head.jpg?format=1000w

Greg Semetko

HCB-ITALY.-Tuscany.-Livorno.-1933.jpg

Cartier Bresson ("inspiração")

Não é fácil este caminho.

Mas tal como na literatura há também obras que não nasceram tendo como base uma construção tão sistemática sobre elementos do design ou simbolismos. E isso é notado por alguns. O resultado para quem nota esta questão é que se perde alguma piada independentemente da dificuldade pois perde-se algo do momento decisivo passando a ser um momento repetitivo. Com a agravante que os momentos repetitivos a maior parte das vezes nem têm tanta "piada". Isto para quem está interessado na "escrita" criativa.

Boas fotos.

Abraço.

Editado por nbplopes, 09 Janeiro 2017 - 10:11 .



Partilhar Post #30 ruicarv79

ruicarv79

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Publicado 09 Janeiro 2017 - 22:32

Por alguma razão, também, existem excelentes académicos que nunca serão geniais autores, apesar de saberem muito...




IT Partilhar Post #31 APedro

APedro

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 00:53

desculpem-me a argumentação pouco articulada e pouco fundamentada mas quer-me parecer que, de facto, o _jn_ tinha razão quando diz que não tinha nada a ver.

O vídeo postado pelo nbplopes é arte com recurso a um vídeo de registos acompanhado de som. Ou seja, a fotografia aqui não vale por si só.

Há ali fotografias que vistas isoladamente sem o seu contexto valem pouco (a meu ver).

Já o vídeo que eu postei refere-se à realização da fotografia propriamente dita e à capacidade da elevação desta consoante os elementos que formos capazes de nela própria colocar.

Não é melhor, não é pior, de facto, é diferente.

Podem dizer que um trabalho como o segundo vale mais (?) ou tem mais mérito, até posso em parte concordar.

Também se faz valer de mais recursos, de forma bem mais justificada.

Parece-me que apesar de tudo é bem mais difícil conseguir um registo com vários elementos em simultâneo, daqueles que numa carreira se contam pelos dedos, do que criar uma obra destas.

Não me interpretem mal, não estou retirar valor, mas na primeira está-se algo dependente de factores externos que não controlamos.


Partilhar Post #32 _jn_

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 10:02

Os factores internos são tão importantes como os externos. O segredo está sempre no equilíbrio.




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nbplopes

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 12:39

@RuiCarv

 

O que me incommoda no vídeo é o mesmo que me incomodaria num texto sobre o que faz um bom livro, um bom filme, uma boa música, uma boa dança ....

 

Fico com a sensação que é um homem de tal forma perseguido pelos "design elements" que advoga que por sua vez estes acabam por ditar aquilo que deve fotografar, Repare-se, o Craig claramente é um Bressionista. E digo isto no pior dos sentidos. no sentido em as escolhas que faz é ditado pela sua leitura sobre as escolhas de Bresson, ele assume a absorve o olhar de Bresson sem nunca o conseguir roubar. Isso é patente na sua obra.

 

Os elementos de design são o um pau de dois gumes. Por um lado não ditam o que fotografar é certo, mas por outro observo com frequência que as pessoas que advogam esses elementos como o Crag o faz, acabam por expressar pontos de vista visuais muito semelhantes, até deslocam-se para os mesmos locais. Isto é, para reconhecerem esses elementos precisam de contextos semelhantes à agua que jorra das fontes onde foram beber. Isto é "muito, muito estranho".

 

A fonte pode ser um Bresson, um Richard Avedon, ou um Alex Soth o fenómeno é o mesmo.  Até que ponto a percepção destes "design elements" é efectivamente "pura", despojada de contexto?

 

Não obstante disto, faz-se trabalho muito muito bom assim.

 

No entanto, quando vejo os vídeos e entrevistas de fotógrafos que aprecio, nomeadamente os mencionados, mas também muito outros ... é interessante no seu discurso a constante presença de uma variável ... "quero ver aquilo que ainda não ví". Isto é muito interessante, porque passa para segundo plano uma série de coisas na Dieta.

 

@APedro,

 

O vídeo não é o trabalho fotográfico, é apenas uma apresentação do trabalho. O trabalho está exposto em galerias e num livro. E ela tem outros trabalhos também.

 

Eu partilhei o trabalho dela em contra ponto pelas razões que já aflorei. E que reitero de outra forma aqui acima em forma de alerta.

 

A título de exemplo peguemos em duas fotos. Eu gosto muito mais da segunda foto do que da primeira.

 

part5.02080900.05030308@socialitysquared

 

Greg Semetko

 

EL-TANTAWY_13_2041743b.jpg

 

El Tantawy.

 

São duas fotos para mim maravilhosas com uma expressão totalmente destinta em tudo. Pese embora tenham ambas elementos de design fortes. Mas motivação desta minha preferência é simples e pouco tem a haver com as fotos em si. 

 

A primeira, fico com a sensação que já a ví em outras fotos. Aliás todas as imagens do Semetko que conheço tenho esta sensação. É uma sensação esquisita, que retira intimidade à relação que eu poderia ter com o trabalho. É tipo chuva sobre o molhado. Em suma poderia pendurar esta imagem na minha sala ou outra de Bresson e outros autores da mesma linha, que a coisa ficariam mais ou menos a mesma coisa.

 

Enquanto esta segunda é o oposto. Eu até reconheço que esta imagem já a possa ter visto ao vivo, quem nunca olhou por entre os cortinados e estendais? É me familiar, mas de alguma forma é reveladora por exactamente por isso.

 

Como diz o Richard Avedon, um artista aproveita aquilo que muita gente mandaria para o lixo e revela essa coisa ... "Olha olha".

 

Sim tem elementos de design como diz o FotoKhan, mas não são esses elementos que a definem.

 

Em suma, esta constante procura do autor por ver e revelar algo que ainda não tenha visto, acho que é muito importante ...

 

A fotografia tem uma plasticidade e uma elasticidade tão vasta como qualquer outra forma de expressão. Diria mesmo, tem uma vantagem relativamente às outras formas de expressão. Como é muito mais recente ... há ainda muito mais para descobrir.

 

Abraço.


Editado por nbplopes, 10 Janeiro 2017 - 19:13 .



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ruicarv79

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 13:01

Concordo que os dois autores têm "estilos" diferentes, se assim se podem colocar as coisas. Muito provavelmente tiveram influências diferentes ou simplesmente conseguiram , em diferentes medidas, libertar-se dessas influências. Nota-se que a fotografia da Laura é mais solta e emotiva.

Esta questão do "estilo" é altamente subjectiva mas ao mesmo tempo tem muito a ver com as nossas referências e cultura visual. As fotos do Greg Semetko aproximam-se mais da linha clássica (Bresson) e que, por isso, está enraizada em mais pessoas devido à sua maior disseminação/reprodução. Certamente que a fotografia da Laura pode causar, pelo menos numa primeira instância, alguma estranheza mas pode, muito bem, entranhar-se e ser uma boa lufada de ar fresco tão necessária para quem procura outras abordagens e dimensões na fotografia.




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Publicado 10 Janeiro 2017 - 13:59

Bem mais que o HCB, quem o Greg Semetko  me faz lembrar em muitas ocasiôes sem nunca o conseguir igualar, ou ter frescura.... ou fazer algo como o que o nblopes diz

 

"A primeira, fico com a sensação que já a ví em outras fotos. Aliás todas as imagens do Semetko que conheço tenho esta sensação. É uma sensação esquisita, que retira intimidade à relação que eu poderia ter com o trabalho. É tipo chuva sobre o molhado"

 

...é mesmo o Elliott Erwitt.




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nbplopes

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 15:27

Bem mais que o HCB, quem o Greg Semetko  me faz lembrar em muitas ocasiôes sem nunca o conseguir igualar, ou ter frescura.... ou fazer algo como o que o nblopes diz

 

"A primeira, fico com a sensação que já a ví em outras fotos. Aliás todas as imagens do Semetko que conheço tenho esta sensação. É uma sensação esquisita, que retira intimidade à relação que eu poderia ter com o trabalho. É tipo chuva sobre o molhado"

 

...é mesmo o Elliott Erwitt.

 

Não vou discutir se parece mais com Bresson ou Elliot, pode ser entre? Penso que o exemplo que dei da foto dele (poderia ir buscar carradas) é revelador mas poderia ir buscar carradas de fotos dele e fazer este exercício. Não tenho tempo.

 

@RuiCarv,

 

"Muito provavelmente tiveram influências diferentes ou simplesmente conseguiram , em diferentes medidas, libertar-se dessas influências."

 

Aí é que está. Olhando para as fotos disponíveis dele (não ví nenhuma exposição ou livro dele) concluo que não nunca consegue se soltar de influência alguma. O que vejo é aquilo que denomino de "VISUAL STALKING". Conheço um outro autor Alemão que até dá aulas de composição, conhece o HCB de ponta a ponta, aliás usa-o como referencia para muitas coisas, que é exactamente o mesmo. The [auto removido] Visual Stalker Poderia ir buscar N autores colegas do Elliot e Bresson, clássicos muito diferentes entre eles que não eram VISUAL STALKERS. E conheciam todos o Bresson ...

 

Há Visual Stalkers do Bressom, Alec Soth, do Webb (muito difícil mesmo), do Martin Parr, do Rui Palha eu sei lá mais de quem. Algo que resulte as pessoas ....  Mas repara. Este fenómeno é comum nem é particular da fotografia. Agora um Visual Stalker me explicar a Dieta do que faz uma boa foto? Quando a fonte nunca chegaram ao ponto de prescrever Dietas tão bem definidas como as que define? Há algo que não me cheira bem, simples.

 

E desculpem-me os meus colegas de forum, não posso aceitar o conteúdo deste vídeo como um sumário da essência do que faz uma boa foto como certo por mulitas razões, esta é mais uma. Gostaria de ter tempo para vos expor a uma série de coisa, até mesmo vídeos do HCB sobre a criatividade e coisas mais. Mas não tenho.

 

Mas como disse, também se pode fazer bom trabalho assim. É um caminho, que não é de todo fácil também mas lá está é uma receita que vai dar este tipo de resultados. Se é isso que se pretende FORÇA. Pode ser tão difícil como um caminho mais criativo, mais individual. 

 

Há por aí muitos Visual Stalkers o que é diferente de ter uma ou outra influência. Demasiados diria.

 

Abraço.


Editado por nbplopes, 10 Janeiro 2017 - 16:01 .



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Publicado 10 Janeiro 2017 - 16:00

Talent borrows, genius steals! :)


Partilhar Post #38 nbplopes

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 16:02

Talent borrows, genius steals! :)

 

Visual harassment :)

 

EDIT: O primeiro passo para se fazer uma foto tão boa ou melhor como o do Autor(X), é não fazer uma foto como a do Autor(X).


Editado por nbplopes, 10 Janeiro 2017 - 16:08 .



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Publicado 10 Janeiro 2017 - 16:06

Não vou discutir se parece mais com Bresson ou Elliot, pode ser entre? Penso que o exemplo que dei da foto dele (poderia ir buscar carradas) é revelador mas poderia ir buscar carradas de fotos dele e fazer este exercício. Não tenho tempo.

 

@RuiCarv,

 

"Muito provavelmente tiveram influências diferentes ou simplesmente conseguiram , em diferentes medidas, libertar-se dessas influências."

 

Aí é que está. Olhando para as fotos disponíveis dele (não ví nenhuma exposição ou livro dele) concluo que não nunca consegue se soltar de influência alguma. O que vejo é aquilo que denomino de "VISUAL STALKING". Conheço um outro autor Alemão que até dá aulas de composição, conhece o HCB de ponta a ponta, aliás usa-o como referencia para muitas coisas, que é exactamente o mesmo. The [auto removido] Visual Stalker Poderia ir buscar N autores colegas do Elliot e Bresson, clássicos muito diferentes entre eles que não eram VISUAL STALKERS. E conheciam todos o Bresson ...

 

Há Visual Stalkers do Bressom, Alec Soth, do Webb (muito difícil mesmo), do Martin Parr, do Rui Palha eu sei lá mais de quem. Algo que resulte as pessoas ....  Mas repara. Este fenómeno é comum nem é particular da fotografia. Agora um Visual Stalker me explicar a Dieta do que faz uma boa foto? Quando a fonte nunca chegaram ao ponto de prescrever Dietas tão bem definidas como as que define? Há algo que não me cheira bem, simples.

 

E desculpem-me os meus colegas de forum, não posso aceitar o conteúdo deste vídeo como um sumário da essência do que faz uma boa foto como certo por mulitas razões, esta é mais uma. Gostaria de ter tempo para vos expor a uma série de coisa, até mesmo vídeos do HCB sobre a criatividade e coisas mais. Mas não tenho.

 

Mas como disse, também se pode fazer bom trabalho assim. É um caminho, que não é de todo fácil também mas lá está é uma receita que vai dar este tipo de resultados. Se é isso que se pretende FORÇA. Pode ser tão difícil como um caminho mais criativo, mais individual. 

 

Há por aí muitos Visual Stalkers o que é diferente de ter uma ou outra influência. Demasiados diria.

 

Abraço.

Não é nada fácil libertarmo-nos das agarras das nossas influências, que acabam por ser as nossas referências do que "está bem" e do que "está mal". Eu sinto bastante isso.  Acho que depois de um curso/receita :) , devia haver um módulo em que o objectivo era esquecer tudo o que tínhamos aprendido antes e darmos asas à nossa visão e expressão. Not easy!




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nbplopes

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Publicado 10 Janeiro 2017 - 16:09

É simples. É pensares como uma criança que se maravilha com tudo e tudo quer transformar :)

 

PS: Mas assim que crescemos ... é preciso por pão na mesa. E aí vale quase tudo para se obter um resultado que ponha pão na mesa.


Editado por nbplopes, 10 Janeiro 2017 - 16:11 .