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A Arte contemporanea é uma farsa


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86 respostas a este tópico

Partilhar Post #41 Iloper

Iloper

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 19:33

Talvez não seja, mas também não me parece ser o ponto mais importante. Não leves a mal, não quero parecer arrogante, mas sinceramente ja me estou a cagar para o que é ou deixa de ser arte. Vejo as coisas, se me disserem alguma coisa, se me parecer que foram feitas com honestidade e humildade qb, chega-me. Mas eu não sei nada, sou um "puto" de 24 anos; só posso esperar que com o tempo as coisa comecem a fazer mais sentido na minha cabeça. Só não tenho paciência para 'artistas' pretensiosos e vedetas. 

 

Gostei da honestidade, a sério :)

A Arte é algo estático que só fica na História se for reconhecido por Instituições, logo é difícil ser Arte. Estou como tu, se me disser algo para mim é arte e isso já me basta...




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Partilhar Post #42 pdro

pdro

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 19:39

 

A Arte é algo estático que só fica na História se for reconhecido por Instituições, logo é difícil ser Arte.

 

O Van Gogh só foi reconhecido pós morto. quer dizer que as instituiçoes não o entenderam como arte na altura. então e se estes a mijar e a cagar para o jornal daqui a 20 ou 30 anos forem reconhecidos pelas instituições: já passa a ser arte? :hmm:




Partilhar Post #43 ricardoA

ricardoA

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 19:46

Gostei da honestidade, a sério :)

A Arte é algo estático que só fica na História se for reconhecido por Instituições, logo é difícil ser Arte. 

 

Acho que isso já não se aplica nos dias que correm, quando é tão fácil publicar algo e fazer por chegar a um público. Hoje, e desde mais ou menos o início da segunda metade do século passado, uma coisa pode perfeitamente ser imortalizada num circuito mais ou menos alternativo sem que nunca seja reconhecida por nenhuma instituição (depende do que é que estamos a falar quando dizemos instituição, mas pronto) e nunca entre para o cânone. É preciso é arregaçar as mangas. 


Editado por ricardoA, 20 Janeiro 2014 - 20:03 .



Partilhar Post #44 ricardoA

ricardoA

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 19:54

O Van Gogh só foi reconhecido pós morto. quer dizer que as instituiçoes não o entenderam como arte na altura. então e se estes a mijar e a cagar para o jornal daqui a 20 ou 30 anos forem reconhecidos pelas instituições: já passa a ser arte? :hmm:

 

Exacto. E como o Van Gogh há muitos outros casos

Posso-vos dizer que algumas das pessoas a quem realmente reconheço o estatuto de artistas fizeram a escolha muito consciente de não viverem da sua arte (e conseguiriam, se quisessem, porque os discos e os concertos esgotam). Mantêm empregos "normais" e fazem o que fazem nos seus tempos livres, pois não se querem sentir presos, não querem que a sua arte seja também o ordenado de que estão dependentes para pagar as contas e sobreviver. Assim, quando estão a criar são totalmente livres. 

Há até uma certa banda que pega em TODO dinheiro que faz com a música e investe-o na sua própria editora independente, para ajudar outras bandas a editarem o seu trabalho. Escolheram não fazer daquilo a sua única actividade profissional, para poderem fazer o que lhes desse na cabeça, como e quando quiserem. Em vez de lançar um disco de dois em dois anos, seguindo-se meio-ano de tour, podem demorar o tempo que quiserem a lançar o disco, ter mil projectos paralelos, fazer pequenas tours e passar mais tempo com a família. 

 

 

http://www.youtube.c...h?v=kOb00HMPxzE

 

Um documentário sobre 3 editoras independentes que para mim são um exemplo, e não tem nada a ver com os tipos de música que apoiam, mas com a atitude DYI. Enquanto que em portugal os "artistas" andam a chorar que o governo não lhes dá apoios, há quem se mexa e faça muito com pouco (ainda Portugal também). 


Editado por ricardoA, 20 Janeiro 2014 - 19:59 .



Partilhar Post #45 Iloper

Iloper

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 20:24

O Van Gogh só foi reconhecido pós morto. quer dizer que as instituiçoes não o entenderam como arte na altura. então e se estes a mijar e a cagar para o jornal daqui a 20 ou 30 anos forem reconhecidos pelas instituições: já passa a ser arte? :hmm:

 

 

Sim...




Partilhar Post #46 dmarquizz

dmarquizz

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Publicado 20 Janeiro 2014 - 23:40

@ dmarquizz

 

E podes concluir daí que todos os rissóis, hoje em dia, são uma farsa?

 

 

Também se pode ir por outro lado, e mantendo-nos na metáfora gastronómica, porque não pegar num simples e banal rissol e torná-lo em algo extraordinário para o palato?  :)

 

 

A ideia que eu quis transmitir foi apenas que tanto na fotografia como na culinária, por vezes abusa-se de expressões, de textos, de malabarismos para dourar uma pilula que no fundo é banal.

 

Um rissol é um rissol. Pode-se é pegar nos ingredientes que contituem um rissol e fazer uma outra coisa qualquer.

Não é preciso é vir com tanto palavreado fino




Partilhar Post #47 agomes

agomes

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 00:16

(...)

 

Um rissol é um rissol. Pode-se é pegar nos ingredientes que contituem um rissol e fazer uma outra coisa qualquer.

Não é preciso é vir com tanto palavreado fino

 

Pois não, mas o facto de algum(ns) vir(em) com esse palavreado não quer dizer que todos o façam.

E, esse era o sentido do meu post, porque é essa a questão que foi levantada desde o início: partir de algumas manifestações ditas de "arte" bem como dos comportamentos e/ou práticas de certas pessoas para dizer que "a arte contemporânea é uma farsa", como se fosse apropriado esse tipo de generalização e a arte produzida nos dias de hoje fosse uniforme a esse ponto.

Por isso, foi mais pegar no teu post para fazer a pergunta do que dar-lhe resposta. 


Editado por agomes, 21 Janeiro 2014 - 00:17 .



Partilhar Post #48 pith

pith

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 01:00

Nem no wikipedia conseguiram sintetizar uma definição inquestionável de "Arte"... E, se o conseguirem, não deve tardar a aparecer um artista fora-da-caixa a baralhar a escrita.

 

Não quero vir defender nenhuma ideia em especial, apenas mandar umas achas para a fogueira para ver arder... que o fogo é lindo!

 

Estava aqui a lembrar-me de Thomas Kinkade, que faleceu há um par de anos e foi o pintor americano mais coleccionado. E em contraponto (também falecido há pouco tempo) do Cy Twombly - este último representado em museus como o Louvre,  New York's Museum of Modern Art, ou no Tate Modern em Londres, etc, etc, etc...

 

O primeiro, apesar do sucesso comercial nunca foi acolhido pela crítica. As vendas eram muito bem organizadas, com uma rede de lojas em centros comerciais com o seu próprio nome - diz a wikipedia que em cada 20 lares americanos 1 terá um "print" de um dos seus trabalhos.

 

Digam-me vocês que gosto é o dos americanos?

 

c0z8.jpg

 

Quando criticado negativamente, fazia lembrar o Ricky Gervais na série "The Office", nunca dava o braço a torcer:

"I am really the most controversial artist in the world.".

De facto meio mundo comprava os seus quadros apesar de um público mais erudito o desprezar.

 

Também mencionei atrás o Cy Twombly, cuja pintura, diria eu, enquadrar-se no expressionismo abstracto, nas antípodas do Ricky, perdão, do Kinkade. Para o comum americano a leitura não será fácil, mas foi um artista cuja obra foi consagrada no seio dos maiores museus de arte contemporânea.

 

Porque o risco incerto e a mancha informe do Cy cativam uns e levam a questionar a sua sanidade por outros?

"Ah, essa cena do expressionismo... por vezes sentem-se mal e expressam grandes borradas!"

 

Acredito que o estudo de arte (da pintura, neste caso em particular) nas suas matérias um pouco mais complexas revelam códigos que ajudam a ter uma leitura mais apropriada da obra deste pintor, bem como outros contemporâneos. O seu valor não deixa de ser questionável, ainda que um dos seus quadros tenha sido vendido na  Sotheby's por mais de 10 milhões de euros no ano passado.

 

Isto tudo para vos fazer querer que o entendimento e afecto pela arte de alguns contemporâneos também requer profundidade na disciplina para além da sensibilidade à poda.

 

mvnf.jpg

 

p8qm.jpg




Partilhar Post #49 psilocibo

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 08:33

Foram 10 como poderia ter sido 20...as coisas valem aquilo que as pessoas estão dispostas a pagar por elas. Resumindo, para entender alguns contemporâneos de facto é necessário frequentar Belas Artes é isso?

Editado por psilocibo, 21 Janeiro 2014 - 08:34 .



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Publicado 21 Janeiro 2014 - 09:57

O gosto dos americanos, mesmo em fotografia, é extremamente conservador, salvo nas grandes cidades como NY...

 

Por cá também temos a versão "tony carreira" em termos de pintura, com o menino com a lágrima que "decorava" tantos lares portugueses...

 

Acho que não é muito por aí, não é absolutamente necessário frequentar belas-artes mas é necessário e desejável algum conhecimento.  

 

Se não se souber a importância da luz na pintura flamenga, olha-se para um quadro e só se vê uma velha sentada ao pé da janela... 




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Publicado 21 Janeiro 2014 - 10:01

Não, de todo! Mas algumas obras para serem entendidas, e eventualmente apreciadas, não podem ser vistas de forma superficial nem descontextualizadas.

 

Não precisas de nenhum curso de belas artes se tiveres a curiosidade e o interesse para perseguir uma determinada área de conhecimento. 

 

 

Mas, de facto, o valor artístico pode não nos ser evidente se não nos dispusermos a lançar um olhar mais profundo.




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Publicado 21 Janeiro 2014 - 10:21

Não, de todo! Mas algumas obras para serem entendidas, e eventualmente apreciadas, não podem ser vistas de forma superficial nem descontextualizadas.

 

Não precisas de nenhum curso de belas artes se tiveres a curiosidade e o interesse para perseguir uma determinada área de conhecimento. 

 

 

Mas, de facto, o valor artístico pode não nos ser evidente se não nos dispusermos a lançar um olhar mais profundo.

Completamente de acordo, é aí que queria chegar.




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Publicado 21 Janeiro 2014 - 10:23

Não, de todo! Mas algumas obras para serem entendidas, e eventualmente apreciadas, não podem ser vistas de forma superficial nem descontextualizadas.

 

Não precisas de nenhum curso de belas artes se tiveres a curiosidade e o interesse para perseguir uma determinada área de conhecimento. 

 

 

Mas, de facto, o valor artístico pode não nos ser evidente se não nos dispusermos a lançar um olhar mais profundo.

 

Certo.

Mas o problema é que a arte é multidisciplinar e na minha humilde opinião senão houver um fio condutor comum, algo que seja facil de reconhecer ou transpor, o seu entendimento não está de facto ao alcance de todos, o que me remete ao basico que ja foi abordado neste topico que é o facto de parece que algumas performances e obras são feitas a pensar apenas nos seus pares, no seu proprio publico e não no geral. Julgo que a arte deveria estar ao alcance de todos. E hoje parece que se alimenta de extremismos apenas.




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Publicado 21 Janeiro 2014 - 10:49

Nesta área tudo parece subjectivo. E de facto é difícil lançar qualquer premissa de forma objectiva sem que não a possamos por em causa.

 

Não sei porque é que a arte deveria estar ao alcance de todos. Imagina-te como artista, porque deverias ter tu uma atitude didáctica e balizar o teu trabalho a um determinado público? Para além de nunca ires agradar a "gregos e a troianos" não estavas a fazer o essencial, que será a de ires ao encontro da "tua cena", de te divertires com o que fazes, de fazer o que te dá na veneta...

Já um museu pode ter, eventualmente, um papel diferente... e deverá ter critérios objectivos na forma como agrega a arte que vai expor.

 

Eu não deixo de perceber o teu ponto de vista, existe muita coisa duvidosa a ser mostrada e muito artista armado ao pingarelho sem valor que justifique a basófia.

Vou buscar mais uma acha que lancei numa fogueira num tópico aqui ao lado...




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Publicado 21 Janeiro 2014 - 10:50

Chama-se Natasha Caruana, uma promissora fotógrafa inglesa já com um considerável currículo de formação, exposições e livros, um dos seus últimos projectos baseou-se na ideia de durante 12 meses realizar 80 encontros com homens casados, em cada um dos quais tirava um par de fotografias. Os encontros foram agendados através de sites concebidos especificamente para homens casados interessados em ter casos extra conjugais. As fotografias eram tiradas à socapa com uma máquina que escondia na carteira, sem equipamento profissional, portanto, e são basicamente snapshots (se bem que imprimidos manualmente).


Este é um caso muito claro onde a qualidade técnica das fotografias é secundarizada, e um caso onde visualizar apenas uma parte das mesmas poderia levar a um juízo precipitada do seu valor. O projecto em si parece-me curioso e merecedor de uma leitura mais profunda. Retrata-se uma vivência secreta, aventurosa, "colocando-nos no local como detectives à procura de pistas acerca das situações"... revela-se igualmente uma carga sexual subtil e interessante. Para além disso pode igualmente ser encarado como um estudo de sociologia.

 

Nunca teria dado grande atenção a estas fotografias de que lhes falo (e que podem ser vistas aqui: http://natashacaruan...stallation_text e aqui: http://natashacaruan...the_married_man) sem o devido contexto e acho-o um trabalho merecedor de crédito artístico.




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psilocibo

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 11:07

Não consigo apreciar esse trabalho...isso para mim foi alguem que usou a fotografia de forma puramente instrumental para um registo, que tal como referes tens mesmo que contextualizar para poderes perceber a mensagem que o artista quis passar. E mesmo assim...

 

Já isto para mim é diferente...http://www.culturain...que-yo-sea.html as fotos ganham vida propria...não é preciso rótulos ou contextos.


Editado por psilocibo, 21 Janeiro 2014 - 11:08 .



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diogon

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 11:16

Já isto para mim é diferente...http://www.culturain...que-yo-sea.html as fotos ganham vida propria...não é preciso rótulos ou contextos.

 

Mas estas, pegando nas tuas palavras, têm rótulos e contextos, quer nas frases escritas nos retratados quer na própria legenda e até acrescento, essenciais para se perceber a história de cada um. :)




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psilocibo

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 11:22

Mas estas, pegando nas tuas palavras, têm rótulos e contextos, quer nas frases escritas nos retratados quer na própria legenda e até acrescento, essenciais para se perceber a história de cada um. :)

 Tens toda a razão...de facto com tanto e bom material nesse site fui buscar um mau exemplo.




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zigoto

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 11:26

O gosto dos americanos, mesmo em fotografia, é extremamente conservador, salvo nas grandes cidades como NY...

 

Por cá também temos a versão "tony carreira" em termos de pintura, com o menino com a lágrima que "decorava" tantos lares portugueses...

 

O gosto americano vulgar é o redneck style.

 

Por cá, cof cof, o expoente máximo do gosto popularucho é este senhor: http://bragolin.weebly.com/index.html




Partilhar Post #60 diogon

diogon

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Publicado 21 Janeiro 2014 - 11:29

 Tens toda a razão...de facto com tanto e bom material nesse site fui buscar um mau exemplo.

 

Pelo contrário, acabaste por ir buscar um bom exemplo, no sentido que é sempre necessário haver algum tipo de contextualização para suportar uma foto, uma ideia, um projecto, se basta um título,  um legenda ou um texto mais longo, tudo depende dos objectivos a atingir, porque essa história que uma imagem deve falar por si, só por si, é treta...