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A Arte contemporanea é uma farsa


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86 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 xabita

xabita

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 12:49

Este é um artigo muito interessante e vem de encontro a algumas discusões que tem havido neste forum ultimamente

 

http://www.vanguardi...facebook-like"]

 

 




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Partilhar Post #2 hdborges

hdborges

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 12:59

Boas, obrigado pela partilha... gostei especialmente de:

 

"El espectador, para evitar ser llamado ignorante, no puede ni por asomo decir lo que piensa, para este arte todo público que no es sumiso a sus obras es imbécil, ignorante y nunca está a la altura de lo expuesto ni de sus artistas, así el espectador presencia obras que no demuestran inteligencia", denunció.

Finalmente, señaló que el arte contemporáneo es endogámico, elitista; como vocación segregacionista, realizado para su estructura burocrática, para complacer a las instituciones y a sus patrocinadores. "Su obsesión pedagógica, su necesidad de explicar cada obra, cada exposición, su sobre producción de textos es la implícita acotación del criterio, la negación a la experiencia estética libre, define, nombra, sobreintelectualiza la obra para sobrevalorarla y para impedir que la percepción sea ejercida con naturalidad".

 

Círculos fechados que se perpetuam e sobrevivem em cúmplicidade, "arte" de "artistas" para outros "artistas".

 

Muito bom :th_up:




Partilhar Post #3 ricardoA

ricardoA

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:03

o que me chateia não e a Arte / arte, são os "artistas".

 

Deixo aqui um apontamento interessante. 

 

http://www.100asafil...agem-do-artista




IT Partilhar Post #4 xabita

xabita

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:18

Quando um artista precisa de um relamborio para poder justificar a sua arte, para mim não está a conseguir passar bem a mensagem.

Se não percebermos somos ignorantes, se só um grupo restrito percebe, é porque é bom, se é bom é porque tem que ser caro....

Um círculo de de pescadinhas de rabo na boca.




Partilhar Post #5 diogon

diogon

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:23

Este é um artigo muito interessante e vem de encontro a algumas discusões que tem havido neste forum ultimamente
 
 

 

Queres sangue... :lol:

 

Toca nalguns pontos interessantes embora para se perceber melhor seria importante conhecer a comunicação na íntegra e não só frases retiradas do todo.




IT Partilhar Post #6 xabita

xabita

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:33

Queres sangue... :lol:

 

Toca nalguns pontos interessantes embora para se perceber melhor seria importante conhecer a comunicação na íntegra e não só frases retiradas do todo.

:D :lol:




Partilhar Post #7 zigoto

zigoto

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:40

Queres sangue... :lol:

 

Diogon, sabes que a ignorância é atrevida. A dita "crítica de arte" bate em alguns pontos que todos nós reconhecemos, mas no restante é absolutamente demagógica. Creio que foi essa demagogia fácil que os estudantes presentes na conferência apaudiram :) E que continuarão a aplaudir até chegar o dia em que, apetrechados de todo o conhecimento bebido ao longo do curso de artes plástica, decobrirem que estão sozinhos num meio em que o seu trabalho é totalmente desvalorizado por completamente incompreendido. Então abrirão os olhos.




Partilhar Post #8 diogon

diogon

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:47

Diogon, sabes que a ignorância é atrevida. A dita "crítica de arte" bate em alguns pontos que todos nós reconhecemos, mas no restante é absolutamente demagógica. Creio que foi essa demagogia fácil que os estudantes presentes na conferência apaudiram :) E que continuarão a aplaudir até chegar o dia em que, apetrechados de todo o conhecimento bebido ao longo do curso de artes plástica, decobrirem que estão sozinhos num meio em que o seu trabalho é totalmente desvalorizado por completamente incompreendido. Então abrirão os olhos.

 

Pois é, mas não me vou alongar muito neste tópico porque já todos sabemos no que vai dar, e depois como não se conheçe o texto todo não sei que tipo de fundamentação foi utilizada, apenas digo que as generalizações normalmente nunca nos dão a verdade toda. :)




Partilhar Post #9 ricardoA

ricardoA

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 13:56

 as generalizações normalmente nunca nos dão a verdade toda. :)

quote-Mark-Twain-all-generalizations-are




Partilhar Post #10 agomes

agomes

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 14:02

Para quem aceita o título do tópico como válido e indiscutível, e se tiver pretensões artísticas no campo fotográfico, o melhor é arrumar o material pois o que fizer daqui para a frente estará condenado a ser contemporâneo e, portanto, uma farsa.  :)




Partilhar Post #11 hdborges

hdborges

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 14:35

Diogon, sabes que a ignorância é atrevida. A dita "crítica de arte" bate em alguns pontos que todos nós reconhecemos, mas no restante é absolutamente demagógica. Creio que foi essa demagogia fácil que os estudantes presentes na conferência apaudiram :) E que continuarão a aplaudir até chegar o dia em que, apetrechados de todo o conhecimento bebido ao longo do curso de artes plástica, decobrirem que estão sozinhos num meio em que o seu trabalho é totalmente desvalorizado por completamente incompreendido. Então abrirão os olhos.

 

Tens toda a razão... a juventude tem dessas "coisas" - inconsequência, ideais, etc... e então chegada à idade adulta, a maioria, mais não poderá fazer do que aspirar a entrar no tal círculo fechado para sobreviver e produzir "arte" para os seus pares. É a lei da vida, e é transversal a todas as áreas, na política por ex. de ex-maoistas até aos extremos de direita.

 

Muito em voga actualmente é chamar demagogia a quem põe o dedo na "ferida" mas isso já outra história...

 

 

Para quem aceita o título do tópico como válido e indiscutível, e se tiver pretensões artísticas no campo fotográfico, o melhor é arrumar o material pois o que fizer daqui para a frente estará condenado a ser contemporâneo e, portanto, uma farsa.  :)

 

Válido é o, indiscutível é que já não... até porque há separar o trigo do joio.




Partilhar Post #12 agomes

agomes

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 15:48

(...)

Válido é o, indiscutível é que já não... até porque há separar o trigo do joio.

 

Mas, se "A Arte contemporânea é uma farsa" acabamos por ter de concluir que, até prova em contrário, só temos joio.

 

Começando pela definição dos limites temporais que delimitam e definem o que será "Arte contemporânea", toda e qualquer generalização nos leva à definição do Mark Twain aqui já referida, na medida em que, apesar dos desenvolvimentos da chamada globalização e dos seus reflexos sobre a cultura, ainda estamos longe de terem desaparecido as diferenças culturais que originam formas de expressão muito diversas, até mesmo dentro de áreas que nos dão uma ilusória aparência de uniformidade.

 

Por outro lado, inclusivamente se circunscrevermos bastante a "zona de análise", não podemos ver tudo como sendo apenas joio (o "nosso" joio que, ironicamente, até pode ser tido como o trigo por outros, e vice-versa) porque vivemos tempos em coexistem formas muito diversas de manifestações artísticas.

 

Claro que o artigo toca em pontos e problemas reais (restaria saber se da melhor forma e sem enviesamentos) num mundo em que tanto o mercado da Arte como a gestão das carreiras de muita gente (não só artistas) se regem por regras e sofrem de "vícios" que acabam por ditar os comportamentos dos que entram no "jogo" para atingir os seus fins. 

 

Mas, isto levar-nos-ia a voltar a discussões anteriores e muito pouco frutuosas pelo que não me admira que o diogon tenha começado por dizer ao autor do tópico que ele quereria "sangue"...  🔥😉

 


IT Partilhar Post #13 xabita

xabita

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:00

Não quero nada sangue agomes, quem me conhece sabe que sou um tipo pacifico.

Não podemos generalizar, mas todos nós conhecemos, ou já vimos "arte" que precisa ser muito bem explicada para engolirmos, e secalhar só marcha com um bom tintol ( Dados reserva e não se fala mais nisso :D )




Partilhar Post #14 diogon

diogon

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:11

( Dados reserva e não se fala mais nisso :D )

É uma boa escolha. :D




Partilhar Post #15 zigoto

zigoto

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:13

Tens toda a razão... a juventude tem dessas "coisas" - inconsequência, ideais, etc... e então chegada à idade adulta, a maioria, mais não poderá fazer do que aspirar a entrar no tal círculo fechado para sobreviver e produzir "arte" para os seus pares.

 

Não é verdade. A grande maioria dos "artistas" que conheço produzem arte para ti. Tu é que não reconheces o seu trabalho como obra de arte. Olha à tua volta e diz-nos se o mundo que te rodeia não mudou nestes últimos 10 anos, 20 anos, 30 anos (não sei a tua idade), no mobiliário, a publicidade, a música, o cinema, a fotografia, o design, a moda, a arquitectura, etc, etc.




Partilhar Post #16 agomes

agomes

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:15

Embora possa parecer, eu não disse que querias mas sim que não me admirava que o diogon tenha dito que querias...e a diferença é que eu o disse pensando nas discussões sobre os BESPhoto e FNAC e nos mimos que as mesmas envolveram sem que daí se tenha concluído nada, tal como noutros casos no passado pois são discussões de certo modo fracturantes e que tendem a levar os participantes a entrincheirarem-se nas opiniões iniciais e a disparar com muita pouca complacência para com os adversários.

 

Mas, neste caso ao menos já partimos com algo consensual...a escolha do tinto!


Editado por agomes, 16 Janeiro 2014 - 16:16 .



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hdborges

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:17

 

Mas, se "A Arte contemporânea é uma farsa" acabamos por ter de concluir que, até prova em contrário, só temos joio.

 

Começando pela definição dos limites temporais que delimitam e definem o que será "Arte contemporânea", toda e qualquer generalização nos leva à definição do Mark Twain aqui já referida, na medida em que, apesar dos desenvolvimentos da chamada globalização e dos seus reflexos sobre a cultura, ainda estamos longe de terem desaparecido as diferenças culturais que originam formas de expressão muito diversas, até mesmo dentro de áreas que nos dão uma ilusória aparência de uniformidade.

 

Por outro lado, inclusivamente se circunscrevermos bastante a "zona de análise", não podemos ver tudo como sendo apenas joio (o "nosso" joio que, ironicamente, até pode ser tido como o trigo por outros, e vice-versa) porque vivemos tempos em coexistem formas muito diversas de manifestações artísticas.

 

Claro que o artigo toca em pontos e problemas reais (restaria saber se da melhor forma e sem enviesamentos) num mundo em que tanto o mercado da Arte como a gestão das carreiras de muita gente (não só artistas) se regem por regras e sofrem de "vícios" que acabam por ditar os comportamentos dos que entram no "jogo" para atingir os seus fins. 

 

Mas, isto levar-nos-ia a voltar a discussões anteriores e muito pouco frutuosas pelo que não me admira que o diogon tenha começado por dizer ao autor do tópico que ele quereria "sangue"...  

 

 

 

A questão do "sangue" advém quando alguém tenta impor a sua opinião aos demais... e já vimos isso anteriormente em outros topicos, e que a "crítica de arte" do artigo identifica muito bem, quer seja pelo "esfreganço" (perdoa o termo) dos CV's dos júris, o conhecimento de causa dos intervenientes e uma pretensa arrogancia de superioridade face a estes por ousarem questionar, a notoriedade dos autores ou simplesmente "como não percebo é arte"... nada de novo, aliás, neste país parece que é pecado tentar pensar pela sua própria cabeça e questionar o porquê das coisas e destas serem da forma como são!

 

Quanto a separação/diferenciação do trigo face ao joio, eu faço o meu exercício!!!

A generalização apontada, é somente uma constatação de que a maioria é joio que passa por trigo e que a autora explica muito bem com a necessidade de posteriormente serem necessários textos codificados para, como o xabita diz, ser "engolida" pelos demais... Quem não aceitar estas "verdades indescutíveis" ou "absolutas" é ostracizado o que, para muitos que vivem do meio, é algo que não possam dar-se ao luxo de fazer (já não são estudantes nem jovens que plaudem freneticamente alguém que diz umas verdades), o circulo fecha-se e assim se perpétua...




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deim

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 16:23

Em primeiro lugar seria preciso definir arte. 
Depois qual é a contemporânea...
E depois definir em que sentido é uma farsa. 

Chegando ao ponto em que se descobre que nem no que se está a qualificar existe coerência de opiniões, toda a qualificação é invalidada. 




Partilhar Post #19 agomes

agomes

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Publicado 16 Janeiro 2014 - 23:32

A questão do "sangue" advém quando alguém tenta impor a sua opinião aos demais... e já vimos isso anteriormente em outros topicos, e que a "crítica de arte" do artigo identifica muito bem, quer seja pelo "esfreganço" (perdoa o termo) dos CV's dos júris, o conhecimento de causa dos intervenientes e uma pretensa arrogancia de superioridade face a estes por ousarem questionar, a notoriedade dos autores ou simplesmente "como não percebo é arte"... nada de novo, aliás, neste país parece que é pecado tentar pensar pela sua própria cabeça e questionar o porquê das coisas e destas serem da forma como são!

 

Quanto a separação/diferenciação do trigo face ao joio, eu faço o meu exercício!!!

A generalização apontada, é somente uma constatação de que a maioria é joio que passa por trigo e que a autora explica muito bem com a necessidade de posteriormente serem necessários textos codificados para, como o xabita diz, ser "engolida" pelos demais... Quem não aceitar estas "verdades indescutíveis" ou "absolutas" é ostracizado o que, para muitos que vivem do meio, é algo que não possam dar-se ao luxo de fazer (já não são estudantes nem jovens que plaudem freneticamente alguém que diz umas verdades), o circulo fecha-se e assim se perpétua...

 

Tenho de concluir que ou eu não fui suficientemente claro ou não leste o penúltimo e antepenúltimo parágrafos do meu post, não obstante os tenhas citado.

 

Tens toda a razão ao reclamares o direito a fazer o teu exercício de separação entre trigo e joio, mas para isso é preciso que haja um e outro ou a tua escolha torna-se impossível, e é aí que acho que falha o texto da crítica de arte mexicana pois fala de uma forma que abrange toda a arte contemporânea, muito embora eu acredite que não seriam essas as suas intenções.

 

Ora, pesquemos alguns tecos e tentemos ver o que diz o artigo:

 

"Con la finalidad de dar a conocer sus argumentos sobre el por qué el arte contemporáneo es un "falso arte", la crítica de arte Avelina Lésper ofreció la conferencia "El Arte Contemporáneo- El dogma incuestionable" en la Escuela Nacional de Artes Plásticas (ENAP) en donde fue ovacionada por los estudiantes.

"La carencia de rigor (en las obras) ha permitido que el vacío de creación, la ocurrencia, la falta de inteligencia sean los valores de este falso arte, y que cualquier cosa se muestre en los museos", afirmó Lésper.

Explicó que los Los objetos y valores estéticos que se presentan como arte, son aceptados, en completa sumisión a los principios que una autoridad que impone".

 

(...)

 

"Lésper aseguró que hoy día, el arte dejó de ser incluyente, por lo que se ha vuelto en contra de sus propios principios dogmáticos y en caso de que al espectador no le guste, lo acusa de "ignorante, de estúpido y le dice con gran arrogancia, si no te gusta es que no entiendes".

 

(...)

 

"Finalmente, señaló que el arte contemporáneo es endogámico, elitista; como vocación segregacionista, realizado para su estructura burocrática,..."

 

(...)

 

"La creación es libre, pero la contemplación no lo es. "Estamos ante a dictadura del más mediocre".

 

************

Não obstante se fale no "movimento do Ready Made" (mas dando-se mais ênfase ao "artista Ready Made") e de Demian Hirst, para além de dois artistas mexicanos (?) que desconheço, como exemplos de "arte contemporânea", o resto do texto aponta sempre para esta como englobando toda a arte produzida no período que assim se pode designar.

 

Tomemos como exemplo a Fotog1rafia, que só muito recentemente foi aceite sem reservas como Arte, e pensemos se ​toda a fotografia contemporânea é falsa Arte e os seus valores serão "el vacío de creación, la ocurrencia" e

"la falta de inteligência".

 

Se assim fosse de certeza que não terias o trigo e o joio para o teu exercício, mas felizmente que isso não acontece e nem tudo ainda foi vendido pelos "trinta dinheiros" da "falsidade", se bem que também exista alguma contradição quando a Avelina termina a afirmar que "La creación es libre" depois do que diz no início.

 

E, quanto a dizer que "la contemplación no lo es" ( libre ) também se afigura como uma generalização de difícil defesa e uma negação do exercício individual de escolha entre o trigo e joio de cada um (sejam eles o que forem para cada um) e por muito que nos tentem formatar, neste e noutros aspectos, ainda nos resta um espaço de liberdade possível de salvaguardarmos dessas tentativas... eu pelo menos ainda acredito nisso e não penso que sejam CVs, críticos, críticos de críticos, currículos ou biografias e declarações de missão mais ou menos "codificados" em tons hermético-fantasistas que me vão fazer cair nas posições de "capitulação" que a Avelina diz o público ter, por medo disto ou daquilo, perante certas obras.

 

Quanto aos outros, têm a liberdade de fazer as suas escolhas ou deixar que lhas façam, incluindo considerarem que a maioria da criação artística contemporânea é joio ou trigo, na proporção que entenderem e sem excluir o de um deles, ou mesmo os dois, possa ser igual a zero.

 

Por mim podes, pois, pensar pela tua cabeça sem medo do pecado.




Partilhar Post #20 nbplopes

nbplopes

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Publicado 17 Janeiro 2014 - 20:05

Arte normalmente refere-se a um conjunto de atividades que têm como objeto a produção de peças sem qualquer utilidade funcional pratica para além da descrição ou representação de um pensamento ou ideia. Vulgo, peças de arte.

 

É muito simples de perceber. Não pretende informar, denunciar, processar, por as pessoas a deslocarem-se mais depressa, por as pessoas a pensar melhor, limpar o rabo seja de quem for, nada disso. Não tem qualquer utilidade funcional pratica.

 

Como é obvio qualquer bem material tem um valor transacionável.


Editado por nbplopes, 17 Janeiro 2014 - 20:55 .