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O Estúdio Fotográfico


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7 respostas a este tópico

IT Partilhar Post #1 sofia.santos

sofia.santos

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Publicado 30 Março 2009 - 13:53

Projector Flash

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Os projectores flash são a fonte de luz preferida para utilização em estúdio pelos seguintes motivos:
- baixo consumo energético relativamente ao fluxo luminoso produzido;
- este projectores demoram algum tempo a aquecer permitindo trabalhos mais prolongados;
- existe um conjunto muito vasto de acessórios disponíveis para moldar a luz de uma forma mais precisa;
- a temperatura de cor destes projectores permite uma restituição cromática mais correcta.

O modo de funcionamento dos projectores (uma série de condensadores fazem uma descarga apenas aquando do disparo) faz com que só seja despendida apenas a energia necessária para realizar a imagem que pretendemos.

Com a luz flash podemos produzir um fluxo luminoso bastante elevado apenas aquando do disparo permitindo-nos a utilização de aberturas de diafragma bastante pequenas (f/ bastante elevado). Para atingirmos o mesmo fluxo luminoso com luz contínua despendemos de muito mais energia, aquecemos demasiado o estúdio e dispomos de menos ferramentas para molda a luz.

Classificamos e avaliamos um projector flash tendo em conta as seguintes características:

- Nº Guia

A intensidade luminosa de um projector é indicada pelo Nº Guia. O número guia é o resultado da multiplicação da distância entre o projector e o objecto a fotografar pelo valor de abertura de diafragma ideal ( que fará com que tenhamos uma exposição correcta).

Nº Guia = distância (m) x abertura de diafragma (f)


Por exemplo, se decidimos colocar o projector a 2 metros do objecto (porque é desta forma que o projector imprime sobre o objecto a mancha luminosa com a forma e dimensão que pretendemos) e está a ser utilizada uma abertura de 5.6 (porque é desta forma que atingimos o nosso objectivo estético em termos de profundidade de campo), o nº guia ideal a utilizar no projector flash é de 11.2 . Se concluirmos que queremos praticar alterações a nível da profundidade de campo e para isso é necessário alterar  uma abertura de 16, devemos alterar também o nº guia do projector para 32, de forma a mantermos uma exposição correcta.

O número guia é um valor referêncial que contabiliza sempre a utilização de um ISO 100. Caso tenhamos de utilizar um valor ISO diferente, deveremos definir as devidas compensações.

Infelizmente os calculos que envolvem o Nº Guia nunca são assim tão linear e devemos adopta-los apenas como uma indicação. Os diferentes acessórios que colocamos frente ao projector e os diferentes percursos que fazemos a luz percorrer alteram sempre a intensidade luminosa de que vamos dispor para a nossa imagem.

No entanto, é importante contabilizarmos o Nº Guia quando pretendemos comprar equipamento ou planear uma sessão fotográfica. É importante que o fotógrafo tome consciência que a má escolha de equipamento pode limitar demasiado os resultados produzidos.

- Tempo de Reciclagem

O tempo de reciclagem de um projector é o tempo que decorre entre a última descarga de flash e o tempo que o equipamento demora a estar preparado para uma nova descarga.

Este tempo varia de acordo com a marca/modelo/nºguia do flash, com a carga que definimos para o disparo e com o tempo de vida do equipamento e dos consumíveis.

- Sistema de Protecção de Sobreaquecimento

Quando utilizamos o equipamento flash exaustivamente este também atinge temperaturas bastante elevadas.

Quando o equipamento atinge uma temperatura limite é importante que tenha um sistema de aviso e um sistema que o faça desligar-se antes de sobreaquecer e danificar o equipamento.

É muito importante que o equipamento flash tenha um bom sistema de ventilação para que demore mais tempo a atingir temperaturas elevadas.  



Para mais informações consultem o nosso site em www.studiolightworld.com






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sofia.santos

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Publicado 30 Março 2009 - 13:57

Sistemas de Disparo/Sincronimo

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Quando disparamos a nossa máquina ela emite um sinal de 6v que é utilizado para estabelecer o sincronismo entre o flash e a máquina. Podemos encaminhar este sinal das mais diversas formas:

- por cabo - é a mais simples e a que permite a utilização de velocidades de sincronismo* mais elevadas. As máquinas de segmentos semi-profissionais ou amadores podem não possuir a entrada para este cabo, exigindo a compra de um adaptador.

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- por fotocélula/infravermelhos - também é uma forma de sincronismo bastante utilizada, mas basta haver um obstáculo entre o disparador e o projector para que não seja possível efectuar o disparo.

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- por rádio - é das formas de disparo remotas mais seguras, porque não está tão sujeita a tantas interferências externas.

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- por simpatia - quando temos mais que um projector basta fazermos disparar um projector para que os restantes detectem o disparo e disparem também.

- através do botão de teste - quase todos os projectores possuem um botão de teste que permite realizar o disparo do flash.

Imagem Colocada

* Entende-se por Velocidade de Sincronismo o tempo necessário para que dois ou mais equipamentos estabeleçam comunicação de forma a produzirem um efeito simultâneo.

Em termos práticos, ao trabalhar com flash, a velocidade máxima de sincronismo é o tempo mínimo necessário para que a máquina consiga desencadear um disparo do flash de forma a que este aconteça exactamente quando o obturador está aberto na sua totalidade, iluminando todo o fotograma.

Caso a velocidade de obturação seja uma velocidade com duração inferior ao tempo necessário para  estabelecimento desta comunicação entre o flash e a máquina a imagem irá resultar numa fotografia parcialmente exposta, visto que o flash irá disparar apenas quando o obturador se encontrar a fechar.

A velocidade de sincronismo de um equipamento depende da tecnologia utilizada pela máquina, pelo sistema de disparo em utilização e pelo próprio funcionamento do equipamento flash.

Por exemplo, um sistema de disparo rádio irá diminuir substancialmente a velocidade de sincronismo face a um sistema de disparo por contacto directo com a sapata ou por cabo. Existem máquinas com uma capacidade de sincronismo de 1/250s, mas que com a utilização de um sistema de disparo remoto por rádio o tempo ideal de sincronismo é alterado para 1/160s.




Mais informações em www.studiolightworld.com






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Publicado 30 Março 2009 - 13:59

Acessórios de Estúdio

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Quase tão importante quanto a intesidade dos projectores, são os acessórios que o fotógrafo escolhe para executar os seus projectos. São os acessórios que vão permitir ao fotógrafo moldar a luz de forma a que as manchas luminosas que iluminam o assunto se apresentam de acordo com as suas necessidades.

Uma luz flash directa a um assunto vai criar uma mancha luminosa demasiado dura e desagradável, aquilo que costumamos chamar uma imagem com flash chapado. Esta luz dura vai criar sombras fortes desagradáveis e evidenciar aspectos menos interessantes na imagem.

A possibilidade de alterarmos a mancha luminosa com um ou mais pontos de luz e criarmos diferentes texturas, faz com que a imagem perca o aspecto artificial obvio e adquira aspecto cuidado e objectivo.

Os reflectores simples costumam acompanhar os flashes e são um acessório que serve essencialmente para direccionar a luz. Ao direccionar o fluxo luminoso pode tirar partido dele através da utilização de outros acessórios como sombrinhas, palas, placas reflectoras, filtros, etc. Estes reflectores podem ter diferentes diametros e profundidades e os interiores podem ter texturas diferentes, alterando a natureza da mancha luminosa.

Independentemente da textura, normalmente o interior do reflector simples é metalizado. A utilização deste acessório de uma forma directa irá provocar uma luz demasiado dura e é importante que se recorra a outros acessórios para controlar ou suavizar a luz reflectida pelo reflector.

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O reflector para fundo tem uma estrutura similar a um cone e o seu interior é branco e liso. Estas características permitem utiliza-lo direccionado ao fundo e criar uma mancha direccional com um ligeiro gradiente numa das extremidades. Nesta situação a luz directa e dura não surge como um aspecto negativo, porque na generalidade os fundos para fotografia são lisos. Este acessório permite adicionar gelatinas coloridas de forma a alterar a tonalidade do fundo. Em muitos estúdios fotográficos é comum utilizarem-se apenas fundos brancos, pretos e cinzas, utilizando as gelatinas para alterar as colorações do fundo.

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As sombrinhas podem ser translúcidas ou opacas.

Uma sombrinha translúcida branca pode ser utilizada como difusora ou como reflectora. A utilização da sombrinha como difusora implica a colocação da mesma entre o projector e o assunto. Acaba por funcionar como uma substituição de uma softbox. No entanto, há uma perda substancial da direccionalidade da luz e, havendo uma proximidade entre o projector e o assunto, há uma enorme possibilidade da estrutura da sombrinha ficar impressa no assunto. A sombrinha deve ser utilizada como um reflector. O projector deve estar apontado na direcção oposta  e a sombrinha deve direccionar a luz em direcção ao assunto. O facto da sombrinha ser translúcida implica uma perda substancial da luminosidade, é por isso importante considerar que ao utilizar este acessório deveremos contabilizar esta perda em termos de nº guia.

As sombrinhas opacas têm um aproveitamento maior do fluxo luminoso e ajudam a direcciona-lo, provocando uma luz ligeiramente menos difusa e mais dura. O interior destas sombrinhas pode ser dourado prateado. Existem marcas que fabricam estes interiores também em branco.

Uma sombrinha opaca é colocada exactamente como uma sombrinha translúcida reflectora. O opção entre um interior dourado e prateado, prende-se com as alterações que estes interiores causam em termos de temperatura de cor.

As sombrinhas podem ter diferentes dimensões.

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As softboxes são dos acessórios mais comuns de se encontrarem num estúdio fotográfico porque não só ajudam a direccionar a luz como a difundem.  Podem ser quadradas, rectangulares e octagonais, de acordo com a mancha que pretendermos imprimir sobre o assunto. Normalmente possibilitam a colocação de um difusor interno que permite aumentar a difusão da luz projectada.

Dependendo dos modelos, as softboxes podem ter diferentes acessórios que permitem alterar a textura da luz e diferentes formatos que permitem ao fotógrafo decidir o reflexo que ficará sobre o assunto. Existe também a possibilidade de alterar o interior das softboxes, alterando quer a textura, quer a tonalidade da luz.

Cada modelo de softbox é indicado para uma utilização completamente diferente e cabe ao fotógrafo ter sensibilidade para tirar partido disso.

As softboxes podem ter diferentes dimensões.

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O BeautyDish ou Satélite é um acessório normalmente utilizado para retrato. De acordo com a textura da pele do modelo, o fotógrafo opta entre a utilização de uma softbox octagonal ou um BeautyDish. O BeautyDish, apesar de não projectar luz directa, tem uma luz bastante dura e forte, que normalmente é utilizada para evidenciar texturas numa superfície. Este efeito pode ser considerado positivo ou negativo, de acordo com o objectivo.

Os BeautyDishes podem ter diferentes diâmetros e profundidades.

O Beauty Dish pode ser complementado com um tecido difusora, uma grelha ou mesmo palas.

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As BarnDoors ou Palas, são acessórios que permitem conter o fluxo luminoso numa direcção e com uma determinada amplitude. Este acessório também permite a colocação de outros moldadores com grelhas e filtros coloridos.

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O Snoot permite ao fotógrafo limitar o fluxo luminoso ao máximo, criando apenas um pequeno circulo de luz. O fotógrafo pode ainda alterar a tonalidade deste circulo, assim como a textura, utilizando os diferentes filtros que acompanham o snoot.

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O Difusor Esférico é um acessório difusor não-direccional. Permite suavizar a luz projectada, mas não permite direccionar o fluxo luminoso. Este acessório é ideal para criar luzes ambiente.

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sofia.santos

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Publicado 30 Março 2009 - 14:02

Suportes para Projectores

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Podemos colocar os projectores no estúdio das mais diferentes formas:

Com Tripés - que podem ser normais ou de chão. Dão bastante mobilidade, mas podem representar um obstáculo no estúdio.

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Com Girafas - que nos permitem um ângulo diferente do projector.

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Suportes de parede - que, apesar de limitarem a localização do projector, podem ser uma excelente opção para situações específicas.

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Carris de tecto - podemos optar por colocar todos os projectores num sistema de carris no tecto que acaba por nos fazer ganhar espaço em estúdio, mas também nos limita a iluminação.

O autopole também é uma boa solução para quem quer uma solução fixa mas desmontável, sem danificar paredes ou tecto.

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Publicado 30 Março 2009 - 14:05

Fundos

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Os fundos podem ser suportados das mais diferentes formas:

Com sistemas móveis com tripés - que são uma excelente solução para que fotografa em localizações diferentes, não possui estúdio próprio ou não pode furar paredes com um sistema fixo. Permite fundos de tecido e de papel.

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Com sistema de autopole  - é uma boa solução para quem quer uma solução fixa mas desmontável, sem danificar paredes ou tecto. Permite fundos de tecido e de papel.

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Com sistema fixo de parede e expans - se é possível destinar um local fixo ao estúdio, os suportes de parede são uma excelente opção. No entanto, apenas permitem a colocação de fundos de papel.

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Os fundos podem ser:

- de papel - normalmente com as dimensões de 2,72x11m. Este papel com uma gramagem elevada e com dimensões grandes permitem que o fotografo tenha uma superfície lisa e uniforme.

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- de tecido - são transportáveis e laváveis, mas infelizmente apresentam quase sempre rugas e vincos que exigem bastante esforço em termos de iluminação para serem eliminados.

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- compactos - são ideais para sessões de retrato e meio corpo fora de estúdio ou em estúdios improvisados.

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- de tela - são soluções engraçadas para retratos de família, mas normalmente não são transportáveis facilmente sem se danificarem.

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Mesas e Caixas de Luz

por Sofia Santos, www.studiolightworld.com

Para fotografia de produto é normal recorrermos à utilização de mesas de produto. Porque nos permitem uma maior proximidade ao que estamos a fotografar e um fundo mais proporcional à dimensão do objecto.

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Quando temos como objectivo fotografar com uma iluminação mais difusa e homogénea, optamos por utilizar uma Caixa de Luz.

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Publicado 30 Março 2009 - 14:11


Disparo por "Simpatia"

Quando um ou mais equipamentos flash têm a capacidade de disparar em simultâneo, recorrendo um sistema de sincronismo incluído no próprio equipamento. Este sistema pode ser baseado em fotocélulas ou em rádio.



Nº Guia

A intensidade luminosa de um projector é indicada pelo Nº Guia. O número guia é o resultado da multiplicação da distância entre o projector e o objecto a fotografar pelo valor de abertura de diafragma ideal ( que fará com que tenhamos uma exposição correcta).

Nº Guia = distância (m) x abertura de diafragma (f)

Por exemplo, se decidimos colocar o projector a 2 metros do objecto (porque é desta forma que o projector imprime sobre o objecto a mancha luminosa com a forma e dimensão que pretendemos) e está a ser utilizada uma abertura de 5.6 (porque é desta forma que atingimos o nosso objectivo estético em termos de profundidade de campo), o nº guia ideal a utilizar no projector flash é de 11.2 . Se concluirmos que queremos praticar alterações a nível da profundidade de campo e para isso é necessário alterar  uma abertura de 16, devemos alterar também o nº guia do projector para 32, de forma a mantermos uma exposição correcta.

O número guia é um valor referencial que contabiliza sempre a utilização de um ISO 100. Caso tenhamos de utilizar um valor ISO diferente, deveremos definir as devidas compensações.

Infelizmente os cálculos que envolvem o Nº Guia nunca são assim tão linear e devemos adopta-los apenas como uma indicação. Os diferentes acessórios que colocamos frente ao projector e os diferentes percursos que fazemos a luz percorrer alteram sempre a intensidade luminosa de que vamos dispor para a nossa imagem.

No entanto, é importante contabilizarmos o Nº Guia quando pretendemos comprar equipamento ou planear uma sessão fotográfica. É importante que o fotógrafo tome consciência que a má escolha de equipamento pode limitar demasiado os resultados produzidos.




Temperatura de Cor


Quando uma fonte de luz emite um espectro composto pelos diferentes comprimentos de onda do espectro de luz visível de forma equilibrada, esta luz é interpretada pelo olho humano como luz branca. Na maioria das situações existe uma predominância de determinados comprimentos de onda que vão fazer com que haja uma tendência para uma determinada tonalidade. Se esta tendência for demasiada e que implique a ausência de outros comprimentos de onda podemos considerar que a luz é colorida e não branca.

A esta propriedade da luz nós chamamos Temperatura de Cor.

Desde que estejam presentes todos os comprimentos de onda do espectro de luz visível de uma forma contínua o olho humano percepciona sem dificuldade a luz emitida como luz branca devido à óptica e fisiologia do olho e à fisiologia e psicologia do sistema nervoso central. No entanto as máquinas não são capazes de assumir a cor branca como nós, registando estas predominâncias de certos comprimentos de onda.

É devido a este fenómeno que muitas vezes ao fotografar em interiores as imagens resultam em tons muito alaranjados, não correspondendo ao observado pelo olho humano no momento em que a imagem foi captada.

Para medirmos a temperatura de cor exacta de uma fonte de luz é utilizado um aparelho chamado termocolorimetro.

A escala de temperatura Kelvin mede esta propriedade das fontes de luz porque a temperatura de cor de uma fonte de luz é medida fazendo uma comparação com a teoria do corpo negro incandescente. A temperatura a que o corpo negro incandescente atinge a cor da fonte de luz que analisamos é a temperatura de cor dessa fonte de luz.
         
Alguns exemplos:

             1700 ºK: chama de Fósforo
             1850  ºK: chama da vela
             2800  ºK: lâmpada de tungsténio
             3400  ºK: luzes de estúdios televisivos
             5000  ºK: luz do dia
             5500  ºK: luz do dia e luz de flash
             5770 ºK: temperatura do sol
             6420  ºK: Luz de Xénon
             6500  ºK: luz do dia
             9300  ºK: Ecrã de Televisão (analógico)
             28000 - 30000  ºK: Relâmpago

Uma luz com uma temperatura de cor mais baixa é composta por uma predominância de ondas electromagnéticas com uma baixa frequência e comprimentos de onda próximos dos 700nm. Como consequência esta luz vai assumir uma tonalidade mais amarelada.


Uma luz com uma temperatura de cor mais elevada é composta por uma predominância de ondas electromagnéticas com uma alta frequência e comprimentos de onda mais próximos dos 400nm. Como consequência esta luz vai assumir uma tonalidade mais azulada.


Tempo de Reciclagem de um Flash


O tempo de reciclagem de um projector é o tempo que decorre entre a última descarga de flash e o tempo que o equipamento demora a estar preparado para uma nova descarga.

Este tempo varia de acordo com a marca/modelo/nºguia do flash, com a carga que definimos para o disparo e com o tempo de vida do equipamento e dos consumíveis.


Velocidade de Sincronismo

Entende-se por Velocidade de Sincronismo o tempo necessário para que dois ou mais equipamentos estabeleçam comunicação de forma a produzirem um efeito simultâneo.

Em termos práticos, ao trabalhar com flash, a velocidade máxima de sincronismo é o tempo mínimo necessário para que a máquina consiga desencadear um disparo do flash de forma a que este aconteça exactamente quando o obturador está aberto na sua totalidade, iluminando todo o fotograma.

Caso a velocidade de obturação seja uma velocidade com duração inferior ao tempo necessário para  estabelecimento desta comunicação entre o flash e a máquina a imagem irá resultar numa fotografia parcialmente exposta, visto que o flash irá disparar apenas quando o obturador se encontrar a fechar.

A velocidade de sincronismo de um equipamento depende da tecnologia utilizada pela máquina, pelo sistema de disparo em utilização e pelo próprio funcionamento do equipamento flash.

Por exemplo, um sistema de disparo rádio irá diminuir substancialmente a velocidade de sincronismo face a um sistema de disparo por contacto directo com a sapata ou por cabo. Existem máquinas com uma capacidade de sincronismo de 1/250s, mas que com a utilização de um sistema de disparo remoto por rádio o tempo ideal de sincronismo é alterado para 1/160s.



por Sofia Santos, www.studiolightworld.com





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Publicado 30 Março 2009 - 14:22

A escolha de um Kit
por Sofia Santos, www.studiolightworld.com


Kits Simples

Estes Kits de composição básica permitem ao fotógrafo um ponto de partida para a construção de um Kit à própria medida, um complemento ao equipamento que já possuem ou um excelente conjunto para quem se deseja iniciar em fotografia de estúdio e pretende começar por entender o funcionamento base de um projector Flash.

São compostos pelo Projector, um Tripé e uma Sombrinha Difusora branca de 84cm. Sendo a sombrinha difusora o único acessório deste kit, é importante que o fotógrafo tenha consciência das suas características.

A sombrinha deve ser colocada no projector após a colocação do reflector simples, que o acompanha. Ao colocar o reflector simples no projector, é importante que a ranhura destinada ao encaixe da sombrinha esteja orientada com a base do projector. A sombrinha irá entrar nesta ranhura e depois entrar na ranhura que se encontra na base do projector.

No local de encaixe da sombrinha na base do projector existe um pequeno aperto que nos permite segurar correctamente a sombrinha. É importante que era esteja segura, mas também é necessário não ser feita demasiada pressão de forma a danificar o cabo da sombrinha.

A sombrinha e o projector podem ser orientados de 2 formas:

- Podemos orientar o projector em direcção à modelo e utilizar a sombrinha como um difusor. Por vezes é bastante prático por ser mais fácil de transportar que uma softbox, no entanto, o fotógrafo perde o controlo sobre a mancha de luz, limitando-se a difundi-la.

- Podemos orientar o projector na direcção oposta da modelo e utilizar a sombrinha para reflectir luz em direcção à modelo. Novamente, temos uma situação de luz difusa e não direccional.

Uma terceira opção na utilização deste Kit é utilizar o projector apontado a uma superfície que reflicta mais que a sombrinha.

Este Kit é uma excelente compra pelo facto de podermos adquirir um acessório e um tripé por pouco mais do preço do projector. É, contudo, aconselhável que o fotógrafo venha a adquirir um acessório que lhe permita moldar a luz de uma forma mais exacta.

 

Kits para Retrato

Os Kits para retrato são caracterizados por incluirem essencialmente acessórios circulares. Em retrato, o reflexo nos olhos do modelo é bastante importante, assim como o total controlo da luz. Não nos interessa apenas criar um destaque, um recorte ou uma iluminação uniforme na modelo. É essencial que a iluminação surja com alguma naturalidade sobre a modelo e que todos os reflexos e manchas luminosas sejam consideradas e calculadas.

Apresentamos diferentes situações, desde as mais simples às mais complexas. O fotógrafo deve considerar os mais variados aspectos ao escolher o kit:

- Se pretende fazer retratos de corpo inteiro, de meio corpo ou com mais que uma pessoa (isso irá reflectir-se na escolha das potencias do flash);
- Se pretende fazer uma iluminação simples a 1 ponto, cruzada a 2 , preenchida ou recortada a 3 ou complexa com 4 ou mais pontos;
- Onde pretende realizar as imagens (interior ou exterior, as dimensões do estúdio e a influência da envolvência na imagem).

 

Kits para Produto

A fotografia de produto é caracterizada por exigir uma enorme flexibilidade por parte do fotógrafo. Cada objecto a fotografar pode ter exigências a nível de iluminação completamente diferentes do anterior e existem demasiadas variantes a considerar.

É complicadíssimo definir um Kit que se adapte a todas as situações que o fotógrafo possa encontrar, tornando-se essencial que saiba previamente o tipo de produto que pretende fotografar. Tem que considerar a dimensão, a cor, a textura, o grau de reflexão, as características mais importantes a evidenciar e o destino final das imagens.

Os acessórios incluídos num Kit de Produto devem ter formas essencialmente quadradas e rectangulares, evidenciando os contornos e formas dos produtos. A dimensão dos acessórios e o nº guia dos flashes devem acompanhar a dimensão da mancha luminosa que se pretende imprimir sobre os objectos.

Os acessórios seleccionados devem também adaptar-se à necessidade de imprimir sobre o objecto uma luz mais dura ou menos dura, consoante a textura do mesmo.

O fotógrafo deve ser o mais criativo possível de forma a saber enfrentar todas as situações que lhe são colocadas e entender que por vezes toda a iluminação fica espelhada naquilo que estamos a fotografar. Os esquemas de iluminação e o equipamento a utilizar não devem ser escolhidos de animo leve.

 


Escolha da Intensidade dos Projectores


A intensidade luminosa de um projector é indicada pelo Nº Guia. O número guia é o resultado da multiplicação da distância entre o projector e o objecto a fotografar pelo valor de abertura de diafragma ideal ( que fará com que tenhamos uma exposição correcta).

Nº Guia = distância (m) x abertura de diafragma (f)

Por exemplo, se decidimos colocar o projector a 2 metros do objecto (porque é desta forma que o projector imprime sobre o objecto a mancha luminosa com a forma e dimensão que pretendemos) e está a ser utilizada uma abertura de 5.6 (porque é desta forma que atingimos o nosso objectivo estético em termos de profundidade de campo), o nº guia ideal a utilizar no projector flash é de 11.2 . Se concluirmos que queremos praticar alterações a nível da profundidade de campo e para isso é necessário alterar  uma abertura de 16, devemos alterar também o nº guia do projector para 32, de forma a mantermos uma exposição correcta.

O número guia é um valor referêncial que contabiliza sempre a utilização de um ISO 100. Caso tenhamos de utilizar um valor ISO diferente, deveremos definir as devidas compensações.

Infelizmente os calculos que envolvem o Nº Guia nunca são assim tão linear e devemos adopta-los apenas como uma indicação. Os diferentes acessórios que colocamos frente ao projector e os diferentes percursos que fazemos a luz percorrer alteram sempre a intensidade luminosa de que vamos dispor para a nossa imagem.

No entanto, é importante contabilizarmos o Nº Guia quando pretendemos comprar equipamento ou planear uma sessão fotográfica. É importante que o fotógrafo tome consciência que a má escolha de equipamento pode limitar demasiado os resultados produzidos.


 


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Publicado 22 Setembro 2014 - 10:10

Boas S.S.

Obrigado pelo seu artigo mas como eu não sou muito de tecnicas que pensa desta minha escolha para poder estar autonomo ?

http://www.elinchrom...00.html#content

 

Abraços

 

AL