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Sétima Arte - O cinema


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1369 respostas a este tópico

Partilhar Post #1361 tyler_durden_pt

tyler_durden_pt

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Publicado 29 Outubro 2012 - 14:15

Ainda não vi o Saraband, também porque ainda não vi o Cenas da Vida Conjugal, mas estou a reservar esses para o fim


Sim, é de certa forma uma sequela. Gostei muito do "Saraband". O Bergman era um mágico de imagens e palavras, fazia facilmente um filme fabuloso com dois ou três cenários simples e  3 ou 4 actores e uns bons planos das faces feitos pelo Sven Nykvist  :D De certa forma unia o melhor do teatro com as potencialidades mais amplas do cinema.

O único cineasta que alguma vez vi fazer "tanto com tão pouco" foi o dinamarquês Dreyer (um dos mestres do próprio Bergman) e, ainda assim, parece-me que o Bergman conseguiu ir mais longe. Embora o "Persona" seja o meu favorito porque é tão perfeito e sucinto, devo dizer que o "Lágrimas e Suspiros" é provavelmente o filme que melhor explora as potencialidades do meio "cinema" na análise do que é o "ser humano", no seu melhor e no seu pior. É provavelmente o filme mais optimista que já vi em relação à existência humana. E digo isto porque tantos outros cineastas "clássicos" e supostamente geniais e "blá blá" me deixam totalmente frio (já tentei tanto gostar dos filmes do Manoel de Oliveira e nunca consegui :lol: )

O "Luz de Inverno" e o "Em Busca da Verdade" são também fabulosos. Os filmes do Bergman têm ressonância na minha visão do mundo e das pessoas como nenhum outro cineasta tem. Fazem com que essa coisa a que chamam "existencialismo" não pareça apenas um conjunto de baboseiras intelectualóides.

Confesso que admiro os artistas escandinavos, ao nível do cinema e também da literatura e música. São poucos talvez mas, não raras vezes, são geniais.


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Partilhar Post #1362 Samwise

Samwise

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Publicado 30 Outubro 2012 - 18:42

Perfeitamente de acordo quanto ao Dreyer (e aposto que os tais grandes planos das caras amplamente utilizados pelo Bergman -quase uma imagem autoral- podem ter tido uma forte sugestão de alguns filmes do Carl Theodor, com destaque para A Paixão de Joana D'Arc  :D)

O Bergman para mim, e passando por essa noção da simplicidade de meios e do mise en scène teatral, é o cineasta que melhor conseguiu inserir as grandes questões metafísicas e existencialistas no discurso vulgar do dia-a-dia, misturando-as com as preocupações e problemas da vida corrente, e levando ao extremo a exploração de cada assunto através dos diálogos e das atitudes das personagens - com especial enfoque na doença e na dor, na morte, nas "complicações" do amor e do sexo, nas crenças religiosas e, sobretudo, na questão de "Deus". Apresentou tudo isto numa abordagem directa, anti-hipocrisia (até frequentemente crítica da hipocrisia que dominava a sociedade), sem medo de enfiar literalmente o dedo nas feridas e com uma abertura ética para falar dos assunto bem à frente da sociedade da altura.

O primeiro filme que vi dele foi precisamente o Cries and Whispers, na Cinemateca.  :ph34r:  Tu que conheces os filmes dele, tens noção da barbaridade que foi começar por este. Há aquela expressão comum que é "levar um murro no estômago", mas o que sucedeu nessa sessão foi muito pior, foi uma "punhalada no coração"... em cima do "murro no estômago"!. Saí de lá virado do avesso.  :D (e muita sorte não ter sido o Persona). O filme mais optimista em relação à existência humana, dizes tu... Hmmmm...  :P  

Está no lote dos que gostei mais, isso sim, em conjunto com os mencionados F&A e Persona, mais: Um Verão de Amor, Sorrisos de Uma Noite de Verão, O Sétimo Selo, A Fonte da Virgem, Morangos Silvestres e o Em Busca da Verdade. Mas é dos tais que não tem filme fracos - gostei muito de todos os que vi.

:mestre: :mestre: :mestre:






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pavas

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    • Viva la Galeria Decay mas guapa del universo e entorno!

Publicado 30 Outubro 2012 - 18:50

Mais dois

Quintet - 1979.
Paul Newman interpreta o papel de um "rover" solitário num mundo mergulhado numa era glaciar. Os homens passam o tempo a jogar "Quintet", um jogo de dados, mas alguns deles levam esse jogo mais longe e jogam com peças humanas em que apenas o vencedor sobrevive.



Soldier - 1998
Um filme com o Kurt Russell? Sim, deste eu gostei. Escape from New York meet Mad Max.




Partilhar Post #1364 tyler_durden_pt

tyler_durden_pt

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Publicado 31 Outubro 2012 - 10:52

...destaque para A Paixão de Joana D'Arc


Sim, concordo com a clara influência desse (grande) filme no estilo visual, e não só, do Bergman. Por acaso esse filme do Dreyer é provavelmente o meu filme mudo favorito a par do "Metropolis" do F. Lang. Claro que a fabulosa banda sonora do Richard Einhorn actualmente incluída no filme, que não fazia parte do filme original, ajuda muito à mística do filme.


...primeiro filme que vi dele foi precisamente o Cries and Whispers, na Cinemateca


Imagino  :D Que sorte teres visto o filme em tela grande.... É um filme poderosíssimo que eu não recomendaria a muitas pessoas. No meu caso foi talvez o 4º ou 5º Bergman que vi, e ainda assim foi um "murro no estômago" também... Acho que me impressionou mais do que qualquer filme de terror que eu tenha visto (embora se possa até argumentar que o "C&W" é um filme de terror) e, ao nível de análise existencial, parece-me que é um filme que, mais do que qualquer outro, "põe o dedo na ferida" na temática do que é o "outro" na nossa vida (sem cair na análise superficial e barata). Além de, em termos "plásticos", ser fabuloso - aqueles vermelhos e contrastes fortes rimam na perfeição com as personagens.

Considero-o optimista. Depois daquilo que o filme retrata, aquele final diz tudo :) O "Luz de Inverno" (outro filmaço) é para mim muito semelhante, embora mais abrangente na temática, mas mais uma vez, o final do filme diz que a "vida pode ser um calvário mas vale sempre a pena". E o que poderá ser mais optimista do que isto?  :)


as é dos tais que não tem filme fracos - gostei muito de todos os que vi.


Já vi cerca de 25 filmes do Bergman e os únicos que acho que roçam a mediocridade são os primeiros (alguns dos quais meros telefilmes e mais filmes "a contrato" do que projectos pessoais do realizador), mas mesmo esses já denotam uma grande capacidade de análise das  personagens, ainda que as histórias sejam por vezes aborrecidas e pouco interessantes. Foi um cineasta interessantíssimo, que vale sempre a pena redescobrir.


Partilhar Post #1365 MiguelFranco

MiguelFranco

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Publicado 11 Novembro 2014 - 00:32

Vi há pouco o Interstellar no imax do Colombo. A sala é horrível e senti-me roubado. Uma qualidade de imagem péssima, viam-se todos os pixels, baixa profundidade de cor e as cadeiras estão tão perto do ecrã que é ridículo. Já para não falar nas localizações das portas de emergência, cujas luzes iluminam o ecrã e quase não se vê nada em cenas mais escuras. Ridículo.

Quanto ao filme, acabei por gostar, após passar o choque inicial. Acho o Nolan um realizador muito inteligente, que vai buscar inspiração aos sítios certos. O filme esteve bem fotografado, com excepção de algumas cenas que estavam muito soft (mas isso tem a ver com as lentes) e algumas escolhas de composição um pouco descuidadas, o que pode ser só uma questão de gosto.

Mais alguém foi ao imax? Sentiram o mesmo que eu em outros filmes?


Partilhar Post #1366 Samwise

Samwise

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Publicado 16 Novembro 2014 - 23:37

Vi há pouco o Interstellar no imax do Colombo. A sala é horrível e senti-me roubado. Uma qualidade de imagem péssima, viam-se todos os pixels, baixa profundidade de cor e as cadeiras estão tão perto do ecrã que é ridículo. Já para não falar nas localizações das portas de emergência, cujas luzes iluminam o ecrã e quase não se vê nada em cenas mais escuras. Ridículo.

 

Mais alguém foi ao imax? Sentiram o mesmo que eu em outros filmes?

 

Viva. Já fui três vezes ao I-Max do Colombo, com experiências de visualização bastante diferentes.

 

1 - Logo nas primeiras semanas, com o Jurassic Park em 3D. Dessa vez sai de lá com queixas parecidas às tuas (à excepção dos pixels visiveis): ecrã muito próximo, incapacidade de seguir o que se estava a passar no ecrã por causa disso, som de estoirar com os tímpanos, e a tal sinalização luminosa das portas de saída bastante visível ao longo da sessão. Não sei bem por que razão não saí a meio. Jurei para nunca mais.

 

2 - Guardians of the Galaxy, em 3D - seguindo uma sugestão de outra pessoa, e contrariando a lógica das coisas, escolhi um lugar mais próximo do ecrã (fila H). Não senti nenhum dos problemas da primeira tentativa e adorei a esperiência. A potência do som estava mais suave e a imagem em 3D estava super-definida e fluída. Não podia ter saído de lá mais satisfeito.

 

3 - Interstellar, em 2D. Os tais pixels que identificas, só os vi nas apresentações antes do filme. No filme não dei por nada. Voltei a gostar imenso da experiência: imagem muito definida e fluída, a ocupar quase a totalidade do meu campo aproveitável de visão. Os sinalizadores das portas continuam lá, mas ao fim de 5/10 já não dou por eles.

 

Nota menos boa para ergonomia das cadeiras. Funcionais, mas tornam-se cansativas, bem como "intervenientes activas" na experiência ao fim de 1 hora... :angry:

 

Neste momento estou convertido. Não será para ir assistir a todos os filmes que passarem lá, mas naqueles casos em que considere que experiência necessita de ser vivida com o maior grau de imersão possível, como é o caso do Interstellar.


Editado por Samwise, 16 Novembro 2014 - 23:55 .



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MiguelFranco

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Publicado 17 Novembro 2014 - 08:55

Viva. Já fui três vezes ao I-Max do Colombo, com experiências de visualização bastante diferentes.
 
1 - Logo nas primeiras semanas, com o Jurassic Park em 3D. Dessa vez sai de lá com queixas parecidas às tuas (à excepção dos pixels visiveis): ecrã muito próximo, incapacidade de seguir o que se estava a passar no ecrã por causa disso, som de estoirar com os tímpanos, e a tal sinalização luminosa das portas de saída bastante visível ao longo da sessão. Não sei bem por que razão não saí a meio. Jurei para nunca mais.
 
2 - Guardians of the Galaxy, em 3D - seguindo uma sugestão de outra pessoa, e contrariando a lógica das coisas, escolhi um lugar mais próximo do ecrã (fila H). Não senti nenhum dos problemas da primeira tentativa e adorei a esperiência. A potência do som estava mais suave e a imagem em 3D estava super-definida e fluída. Não podia ter saído de lá mais satisfeito.
 
3 - Interstellar, em 2D. Os tais pixels que identificas, só os vi nas apresentações antes do filme. No filme não dei por nada. Voltei a gostar imenso da experiência: imagem muito definida e fluída, a ocupar quase a totalidade do meu campo aproveitável de visão. Os sinalizadores das portas continuam lá, mas ao fim de 5/10 já não dou por eles.
 
Nota menos boa para ergonomia das cadeiras. Funcionais, mas tornam-se cansativas, bem como "intervenientes activas" na experiência ao fim de 1 hora... :angry:
 
Neste momento estou convertido. Não será para ir assistir a todos os filmes que passarem lá, mas naqueles casos em que considere que experiência necessita de ser vivida com o maior grau de imersão possível, como é o caso do Interstellar.


Será possível que alguém tenha chamado à atenção para a questão da resolução? Eu teria chamado, nã estivesse com pressa e com pessoas à minha espera quando lá fui. Para mim estava mesmo a ver um blow up de uma projecção 2K num ecrã preparado para 4K. Também não notaste pouca profundidade de cor? Parecia quase qualidade de DVD a esse aspecto.

Acho que ainda devo outra oportunidade ao sistema, mas muito relutantemente... Afinal de contas estamos a falar de praticamente o dobro do preço, para uma experiência mais frustrante. O próximo que tenciono ver é o Hobbit. Este sim vou lá ver mesmo só para avaliar a projecção, já que os filmes em si estão muito aquém do que podiam ter sido =S

Saudades das projecções analógicas... É mesmo pena que não haja nenhum cinema que mantenha standards de qualidade. Preocupam-se mais em vender pipocas.

Estou sériamente a pensar em encontrar um cinema na Europa com projecção 70mm analógica para ver o Hateful Eight quando sair.


Partilhar Post #1368 Samwise

Samwise

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Publicado 17 Novembro 2014 - 13:26

Rage, rage against the dying of the light! :)

 

Creio que não sou tão sensível/exigente em relação a esses pormenores da resolução no ecrã. Onde notei mais esse efeito foi quando estavam a passar as animações digitais referentes ao próprio sistema de imagem (o que não abona lá muito a favor do dito, hehe). Não tenho meio de perceber se a fonte da projecção era 2K, embora também não possa dizer que não fosse (teria de ver a imagem lado a lado, caso fosse diferente, para ver que diferenças práticas de nitidez/resolução teriam).

 

Quanto à "profundidade de cor", também me passou ao lado. Como em concreto se manifestava isso no ecrã? Tipo "compressão jpg" ou "posterização"?

 

A melhor que tens a fazer é contactares o cinema e colocares essas questões.

 

Quanto ao Hobbit, daquilo que gostei mesmo na projecção foram os 60fps que houve como hipótese no primerio capítulo. Esta tecnologia, muito mais do que 3D, permitiu exibir imagens com profundidade de campo que se mantinha nítidas e cristalinas à medida que a câmara fazia panning, ou se movia (ou seja, em praticamente todas as sequências do filme). Fui na altura ver as duas versões, "normal" e a 60fps, e a diferença era assinalável. Mas no segundo capítulo já não houve cinemas em Portugal a exibirem-no com essa opção. :(  Parece que mais ninguém gostou ou se apercebeu dessa melhoria na fluidez da imagem...


Editado por Samwise, 17 Novembro 2014 - 13:27 .



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MiguelFranco

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Publicado 21 Novembro 2014 - 22:49

As questões da resolução notei-as porque via pixels e aliasing (as linhas em escada). É suposto ver-se uma imagem, não um conjunto de pixels.

A pouca profundidade de cor vi em algumas imagens, quando há um dégradé de tons da mesma cor, tipo isto: http://images.pcworl...g_1-5227384.jpg

Fartei-me de ver estes artefactos em céus e reflexos. Acho um pouco mau por parte da nos permitir isto, ou de quem certificou aquela sala como imax...

Já a questão dos 48 fps também é polémica.. O facto é que muita gente se queixou dessa decisão porque o tipo de movimento característico do cinema provém de uma captura e projecção da imagem a 24 fps. Parece estranho, mas a verdade é que basta um fps de diferença para se notar. Não digo que seja necessáriamente melhor, mas é o que aspessoas puseram na cabeça como o look de cinema, e um look diferente, com mais fps, associam à televisão, a menor qualidade portanto. Para além disso, a conversão feita para 24 fps também não parece bem, porque não foi filmado a essa taxa. Em qualquer conversão isto acontece, porque acaba por haver ou eliminação de frames ou frame blend... Na minha opinião deviamos optar sempre por 24fps, mas quem sou eu? As grandes revoluções no cinema ao longo da história deram-se por decisões técnicas polémicas e pouco concensuais, como os primeiros filmes com som e a própria escolha dos 24 fps. Como muita coisa, resume-se a uma questão de gosto. A fluidez da imagem é associada a imagem de televisão, basicamente.


Partilhar Post #1370 ramonrb

ramonrb

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Publicado 20 Setembro 2018 - 00:35

Meu sonho é editar videos igual ao cinema, da uma olhada neste video, e a edicao que eu fiz, comenta la se ficou bom e o que tenho que melhorar!! 

Video de apresentacao: